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Correio da Manhã

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“Se não ganharmos, temos pistolas e fisgas apontadas”: Sérgio Conceição focado no Clássico

Técnico portista quer equipa concentrada numa partida importante e de elevado grau de dificuldade
Paulo Jorge Duarte 15 de Janeiro de 2021 às 01:30
Sérgio Conceição
Sérgio Conceição FOTO: Movephoto
"Se não ganharmos o jogo, temos aqui pistolas e fisgas apontadas. O que interessa é os resultados", afirmou, esta quinta-feira, o treinador do FC Porto na antevisão do clássico desta sexta-feira com o Benfica, às 21h00, no Estádio do Dragão.

"O melhor momento da época e a margem de crescimento vamos ver amanhã [sexta-feira]. Se não ganharmos, deixa de ser um bom momento. Hegemonia? Depende do próximo jogo com o Benfica", disse Sérgio Conceição, acrescentando: "Vai ser um jogo competitivo e difícil para as duas equipas, ou para as três, se incluirmos também a de arbitragem. São jogos muito intensos e nós, treinadores e jogadores, percebemos a importância deles. São três pontos que podemos ganhar e três pontos que não deixamos um rival, que luta pelos mesmos objetivos, ganhar".

Às dificuldades colocadas por um adversário que luta pelos mesmos objetivos, acresce o cansaço provocado pela eliminatória dos oitavos de final da Taça de Portugal (vitória dos dragões sobre o Nacional por 4-2, após prolongamento, na Madeira, na terça-feira à noite). "Tivemos uma viagem, jogámos 120 minutos e, depois, voltámos a viajar e chegámos às três da manhã. Mas não podemos não ir a jogo por causa disso. É o que é. Sabemos que o onze do adversário que vai começar amanhã não teve muitos minutos, ou quase nenhuns, no jogo da Taça de Portugal", sublinhou o treinador dos campeões nacionais.

O treinador dos portistas recusa usar o cansaço como justificação para um eventual mau resultado da sua equipa. "Há jogadores há sete dias sem competir e, nesse sentido, é natural que haja uma diferença. Mas não me vão ver, depois do jogo, a falar disso ou a utilizar esse facto, de termos menos horas de descanso e mais carga em cima, para justificar o que quer que seja", disse Sérgio Conceição.
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