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Correio da Manhã

Desporto
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Seleção sem brilho mas com eficácia

Portugal aborda mal um jogo que pedia fato-macaco em vez de smoking, num relvado impróprio para consumo.
Mário Pereira 18 de Novembro de 2019 às 01:30
Portugal qualificado para o Euro 2020 com golos de Bruno Fernandes e Ronaldo
Ronaldo marcou o segundo golo do jogo Luxemburgo-Portugal
Luxemburgo - Portugal
Portugal qualificado para o Euro 2020 com golos de Bruno Fernandes e Ronaldo
Ronaldo marcou o segundo golo do jogo Luxemburgo-Portugal
Luxemburgo - Portugal
Portugal qualificado para o Euro 2020 com golos de Bruno Fernandes e Ronaldo
Ronaldo marcou o segundo golo do jogo Luxemburgo-Portugal
Luxemburgo - Portugal
Sem o brilho que a ocasião pedia, a seleção portuguesa ganhou no Luxemburgo e carimbou o passaporte de acesso à fase final do Campeonato da Europa.

O 2-0 com que terminou o jogo esconde insuspeitas dificuldades da equipa nacional em jogar como gosta, no seu futebol feito de tricô, de pé para pé. O batatal luxemburguês tem grandes culpas nisto. Mas atenção, não todas. O campeão da Europa entrou em campo de smoking e sapatinho de verniz quando o que se exigia eram botas cardadas e fato-macaco desde o primeiro minuto.

A abordagem mal feita num relvado impróprio levou a que Portugal tivesse de sofrer em vários momentos do jogo. Antes do 1-0 de Bruno Fernandes, que só chegou aos 39 minutos, a seleção do Luxemburgo criou algumas situações de enorme embaraço para a defesa lusa.

Isto aconteceu numa fase em que a Sérvia, no outro jogo do grupo, vencia a Ucrânia, numa conjugação de resultados que então deixava Portugal virtualmente fora da qualificação direta. Fernando Santos tinha razões para gritar junto à linha lateral. Falta saber se alguma vez terá dito lá para dentro que era preciso perder uma tendência quase inata de procurar Ronaldo no momento da finalização. Chegou a ser exasperante ver tamanha reverência na zona perto da baliza.

Veio então, antes do intervalo, o golo de Bruno Fernandes, numa jogada de futebol direto, iniciada com um passe longo de Bernardo Silva. Um lance paradigmático do modo como Portugal deveria ter orientado o seu jogo desde o começo.

Na segunda parte continuaram a notar-se focos de instabilidade. A Sérvia voltava a adiantar-se no seu jogo com a Ucrânia e o 1-0 no Luxemburgo expunha Portugal. Era curto. A entrada de Moutinho nada acrescentou. Já Diogo Jota agitou. E teve ação direta no 2-0 tranquilizador. Foi dele o toque que desviou a bola para a baliza, surgindo Ronaldo, em cima da linha, a marcar o seu golo 99. A eficácia é sempre um bom remédio quando falta o brilho.

Entretanto, em Belgrado, a Ucrânia empatava (2-2), em tempo de descontos, com a Sérvia. Resultado que tornava desnecessária a vitória de Portugal no Luxemburgo.

"Candidatos" a revalidar título europeu
"Foi um apuramento mais difícil do que esperávamos. Com esta são 11 vezes consecutivas em fases finais. E, como sempre, lá estaremos como candidatos", disse este domingo Fernando Santos. Sobre a vitória (2-0) diante do Luxemburgo, o selecionador nacional afirmou: "Não foi uma exibição com nota artística. No jogo com a Lituânia [que Portugal venceu por 6-0], o adversário não era igual e o campo também não. Antes do jogo não podia valorizar a questão do relvado, mas sabíamos o que nos esperava. Causou-nos problemas, principalmente na circulação da bola, e alguns jogadores tiveram dificuldades em colocar o passe mais longo." "Portugal tem de estar orgulhoso destes jogadores", concluiu Fernando Santos.
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