Sporting no centro de escândalo de corrupção no andebol

CM desvenda esquema de corrupção, às ordens do diretor André Geraldes, que deu aos leões título de andebol de 2016/17.
Por Tânia Laranjo e Henrique Machado|15.05.18
O título de andebol da época 2016/2017, ganho pelo Sporting, está sob suspeita de fraude face a um gigantesco esquema de corrupção com a compra de equipas de arbitragem, quer para os leões ganharem, quer para o FC Porto, com o qual disputaram o campeonato até ao fim, perder. São múltiplas as conversas e as trocas de mensagens de voz entre empresários, na aplicação da internet WhatsApp, gravadas, a mostrar como André Geraldes, hoje diretor de futebol do Sporting, coordenava toda a batota.

Mensagens de voz no WhatsApp
Uma investigação do CM, com todas as provas, mostra a teia de cumplicidades para viciar todo o campeonato: árbitros comprados por 2000 euros para que, 16 anos depois, o Sporting chegasse ao título. E valia tudo: até pagar para que o eterno rival Benfica ganhasse no confronto direto com o FC Porto, isolando o Sporting no primeiro lugar.

"Sabes como é que o c... [do árbitro] se despediu de mim? Grande abraço. Rumo ao 37! Filho da p...", diz Paulo Silva, intermediário que pagava aos árbitros, a outro empresário, que agia a mando do "chefe", Geraldes. O árbitro pensava que tinha sido o Benfica a suborná-lo. Paulo Silva, sportinguista, recebia comissões mas diz ter agido por amor à camisola (ler entrevista ao CM nas páginas 6 e 7). Diz-se arrependido dos crimes.

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