Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
5

Sporting tomba da Taça de Portugal e ouve 'olés' em Alverca

Frederico Varandas voltou a ouvir gritos a pedirem a sua demissão, num jogo em que Silas inventou no onze.
Mário Figueiredo 18 de Outubro de 2019 às 01:30
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
Alverca - Sporting
O Sporting caiu na Taça de Portugal. Caiu com estrondo frente ao modesto Alverca, do Campeonato de Portugal, ao ser derrotado por 2-0, num jogo marcado pela contestação a Frederico Varandas, que voltou a ouvir os sócios leoninos a pedirem a sua demissão.

Silas desvalorizou o adversário de duas divisões abaixo. Quis rodar jogadores, mas percebeu da pior forma que há um punhado de atletas que não têm lugar no Sporting. Não têm qualidade, não têm vontade. Parece que não sentem o clube.

A equipa leonina parece um castelo de cartas. Ao mais pequeno sopro desfaz-se. Foi isso que aconteceu em Alverca. A equipa até parecia ter entrado bem. A finalização voltou a ser a pecha desta equipa. A defesa não foi melhor. Luís Neto e Ilori não têm pedalada. Mas a culpa foi de Silas, que deixou Mathieu no banco.

O Alverca arriscou e foi premiado com o golo num remate do meio da rua de Alex Apolinário (10’). A estratégia leonina caiu por terra.

As iniciativas ofensivas dos leões eram facilmente anuladas ou morriam nas mãos de João Victor, um dos heróis da noite. O outro herói foi Apolinário, que viu Maximiano negar-lhe um golo de pontapé de bicicleta.

Na segunda metade, Silas recorreu a Bruno Fernandes. O médio carregou o peso da tentativa da reviravolta. Agitou o jogo leonino. Mas foi Luan (55’) quem ampliou a vantagem do Alverca.

Bruno trouxe criatividade, mas também ele esteve sem pontaria. Rematou à trave num livre direto. O leão tentou reagir, mas acabou numa onda de contestação ao presidente e com gritos de ‘olés’ por parte dos adeptos ribatejanos.

14 bombos na festa da Taça
Maximiano – Sem culpas no primeiro golo, tem muitas no segundo. Grande defesa aos 45’ a um remate de bicicleta, quase complicou aos 68’.
Rosier – Pobre, pobrezinho. Falhou a defender nas bolas paradas e pouco atacou.
Neto – Permissivo no 1-0, perdido em grande parte do resto do jogo. Quase acabou expulso perto do final.
Ilori – Sofreu com os avançados ribatejanos. Errou por pouco o alvo na 2ª parte.
Borja – Ia marcando aos 5’. Depois, desapareceu até sair.
Doumbia – Onde é que estava no 1-0? Sempre fraco no posicionamento defensivo e atabalhoado com bola. Não se percebe como ficou até final.
Miguel Luís – Movimentos sem bola interessantes. Com bola, desastroso. Péssimas tomadas de decisão.
Eduardo – Também tem culpas no 1-0. Dois passes verticais não foram suficientes para evitar a saída aos 45’.
Jesé – Não tirava o lugar a qualquer um dos jogadores da frente do Alverca.
Luciano Vietto - Não foi horrível. Na 1.ª parte, foi quase o único a empurrar a equipa. Criou perigo aos 3’, 6’ , 31’, 48’ e 90’ . Mas acaba culpado como os outros.
Luiz Phellype – Só criou perigo aos 3’. Contribuiu de forma decisiva para o 2-0, com uma assistência acidental.
Bruno Fernandes – Era a esperança leonina. Entrou ao intervalo, mas o naufrágio era inevitável. Bola à barra.
Acuña – Foi mais confusão do que solução.
Bolasie – O mais perigoso da ponta final. Ia marcando aos 78 e aos 82 minutos.

Varandas com Vieira e Pinto da Costa
Frederico Varandas (Sporting), Luís Filipe Vieira (Benfica) e Pinto da Costa (FC Porto) marcaram esta quinta-feira presença numa reunião na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para discutir a competitividade do futebol português.

O encontro contou com os presidentes dos 18 clubes da I Liga e inseriu-se no projeto da FPF de reforçar as condições das equipas portuguesas para obterem bons resultados nas provas europeias. Haverá nova reunião, a quarta, na primavera de 2020 para discutir propostas concretas.

ANÁLISE
+ Vasco Matos
O treinador do Alverca viu premiada a sua ambição com um triunfo histórico. O Alverca não prestou vassalagem e jogou olhos nos olhos. Não se notou que é de dois escalões abaixo. Ganhou e ganhou bem.

- Jorge Silas
O treinador leonino quis rodar jogadores. Poupou Renan, Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu. A equipa perdeu consistência e acima de tudo qualidade. Há um punhado de atletas que não têm lugar no Sporting.

Arbitragem segura
Luís Godinho teve uma arbitragem segura. Atento nos lances mais polémicos ajuizou sempre bem. No capítulo disciplinar também esteve bem. Optou sempre pelo amarelo para manter o jogo sob controlo, mesmo que Acuña numa ação descontrolada chegasse a roçar o vermelho. Mesmo assim, bem.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)