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Correio da Manhã

Desporto
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TAD anula interdição ao Estádio da Luz por apoio a claques ilegais

Em causa estava uma queixa apresentada pelo Sporting na época de 2016/17.
Record 15 de Julho de 2020 às 10:44
O TAD deu razão ao Benfica no recurso sobre os quatro jogos de interdição do Estádio da Luz. Esta decisão ainda é passível de recurso para o Tribunal Central Administrativo do Sul. 

No acordão do TAD, esta quarta-feira conhecido, pode ler-se: "A aplicação de uma sanção pela Federação Portuguesa de Futebol a um promotor de um espectáculo desportivo que, em seu entender, concedeu apoios indevidos a grupos não organizados de adeptos, com base no art. 118º do Regulamento de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, configura um acto inquinado pelo vício de incompetência absoluta, sendo, consequentemente, nulo."

Na base do castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina estava o alegado apoio prestado pelo Benfica a grupos de adeptos não legalizados e decorria de uma queixa apresentada pelo Sporting na época de 2016/17.

"Consideramos totalmente inaceitáveis e injustificáveis as razões invocadas para tal decisão e estamos convictos de que conseguiremos fazer valer as nossas razões no decurso deste processo", reagiu o Benfica em 12 de fevereiro, dia em que foi conhecida a decisão do CD.

O Benfica defendeu ainda que "existe uma mão negra" responsável pela decisão, que qualificou de "abuso" e "indecência".

"O único entendimento que é possível fazer a partir da intenção de quem pretendia fechar o Estádio da Luz é o de que existe uma mão negra por detrás deste plano. A Comissão de Instrutores da Liga teve o desplante - e a coragem - de propor a interdição por um mínimo de sete e um máximo de 21 jogos. O Conselho de Disciplina da FPF decidiu por quatro", lia-se no comunicado do Benfica na altura.

A decisão, plasmada num acórdão que dá como provado o apoio do Benfica a claques não legalizadas na época 2016/17, foi considerada pelo lisboeta "um abuso, uma indecência e, acima de tudo, uma machadada fatal na credibilidade de quem tem - ou deveria ter - a responsabilidade de garantir o bom funcionamento da justiça e da disciplina no futebol português".

A Comissão de Instrutores (CI) da Liga de clubes defendeu-se afirmando que propôs ao Conselho de Disciplina o arquivamento do processo, em 6 de fevereiro de 2018, mas o órgão disciplinar da FPF discordou e, em dezembro, "ordenou (...) à Comissão de Instrutores a dedução de acusação" contra o Benfica, o que foi cumprido.
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