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Correio da Manhã

Desporto
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Evandro marca golo da reviravolta

Grande penalidade muito contestada sobre Maxi Pereira.
Mário Figueiredo 22 de Fevereiro de 2016 às 08:27
Suk antecipa-se e de cabeça faz o golo que na altura valeu o empate (2-2) frente ao Moreirense
Suk antecipa-se e de cabeça faz o golo que na altura valeu o empate (2-2) frente ao Moreirense FOTO: DR
Foi um dragão masoquista aquele que este domingo derrotou o Moreirense, por 3-2, depois de ter estado a perder por 0-2.

José Peseiro mexeu no ataque ao fazer entrar Suk para o lugar de Aboubakar. Chidozie recuperou a titularidade no eixo da defesa depois do jogo da Luz, mas esteve apagado.

A equipa portista ainda estava a recuperar das feridas da derrota na Alemanha (2-0 com o Borussia Dortmund) e isso foi aproveitado por Iuri Medeiros. O jovem emprestado pelo Sporting ao Moreirense foi um verdadeiro quebra-cabeças para a defesa portista. Chegou ao golo, logo aos 10 minutos, num lance em que Casillas anula o primeiro remate de Boateng, mas nada podia fazer no golo.

Os dragões tremeram e a formação de Moreira de Cónegos cresceu. Iuri Medeiros foi o gigante, o caçador de dragões, neste período. Velocidade e passes a rasgar e a embaraçar a defesa portista não faltaram. Exemplo disso foi o segundo golo. Um passe longo, mas certeiro para os pés de Fábio Espinho, que, em esforço, emendou o remate para a baliza. Soava a escândalo no Dragão.

José Peseiro perdia as estribeiras no banco e gritava. Gritava muito. Maxi e Layún municiavam o ataque como nunca. Suk mostrava-se sedento de golos, mas Stefanovic chegava para as encomendas. Negou ainda golos certos a Maxi e André André.

O brio, a dinâmica e a velocidade de jogo do FC Porto sufocavam a formação forasteira. As linhas cerradas não conseguiam travar a avalanche ofensiva. Maxi Pereira acaba mesmo por arrancar um penálti, muito duvidoso e contestado pelo Moreirense, num lance em que André Micael corta primeiro a bola. Na marcação da grande penalidade, Layún fez o 1-2.

Na etapa complementar, o Moreirense teve cinco minutos fantásticos com Nildo e Iuri Medeiros a obrigarem Casillas a grandes defesas. Peseiro fez entrar Evandro e Marega. Ganhou a luta no meio-campo e poder de ataque na frente. A insistência de Suk acabou coroada com o golo, o seu 10º na Liga, o primeiro ao serviço do FC Porto (os outros pelo V. Setúbal).

Miguel Leal, técnico do Moreirense, procurou defender o empate e tirou Iuri Medeiros. Com ele foram para o balneário a criatividade e espontaneidade da equipa. A pressão portista continuava firme e Evandro, de cabeça, consumou a reviravolta no marcador.
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