"É um dos melhores dias da minha vida": Griffin Colapinto vence prova do circuito da Liga Mundial de Surf em Peniche
Questionado sobre a relação especial que tem com Peniche, Griffin Colapinto, que nasceu há 28 anos em San Clemente, apontou para as semelhanças que encontra com a sua 'terra natal'.
O norte-americano Griffin Colapinto, que ganhou esta sexta-feira, pela terceira vez, a prova do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) em Peniche, e é o recordista de vitórias em Portugal, mostrou-se emocionado com a conquista.
"Este é um dos melhores dias da minha vida, com certeza. Uma tarde tão linda. As ondas tão perfeitas. [Vencer] o Gabriel Medina no final. O que mais se pode pedir?", lançou aos jornalistas o californiano, que repetiu os triunfos de 2022 e 2024 em Supertubos.
Com condições de 'sonho' e mais de 50 mil fãs na Praia de Supertubos, segundo os dados da Proteção Civil fornecidos à Lusa pela organização, Griffin Colapinto fez 17,60 pontos (em 20 possíveis) nas duas melhores ondas (9,43 e 8,17), enquanto o tricampeão mundial Gabriel Medina (2014, 2018 e 2021), que levantou o troféu em Portugal em 2017, somou 16,77 pontos (8,57 e 8,20).
"É engraçado, estava a pensar nisso, quando eu entrei no concurso. Sei que o Ítalo ganhou duas vezes também aqui. É muito bom ser o primeiro a ter tantas vitórias aqui. É bem especial. É um lugar muito especial no meu coração", realçou.
Questionado sobre a relação especial que tem com Peniche, Griffin Colapinto, que nasceu há 28 anos em San Clemente, apontou para as semelhanças que encontra com a sua 'terra natal'.
"Todo mundo é tão amigável. Dá-me a sensação de estar em casa. As ondas são incríveis. É bem parecido com a Califórnia em certas coisas. E tem também bons campos de golfe para jogar. Estou apaixonado", assumiu.
Colapinto, que este a meditar nas dunas da Praia de Supertubos antes de a ação arrancar hoje, revelou que foi em Portugal que começou pela primeira vez a tirar um tempo de meditação antes da competição.
"Comecei a meditar nas dunas há alguns anos. A segunda vez que ganhei [em Peniche], meditei nas nuvens. E esse foi o primeiro evento em que comecei a meditar antes das baterias. Acho que tem algo especial lá. Dá-me uma boa sensação no cérebro para as baterias", assinalou.
Com o triunfo em Portugal, e quando faltam dois campeonatos para fechar a temporada, Griffin Colapinto subiu três posições no ranking mundial, ocupando agora o terceiro posto, atrás dos brasileiros Yago Dora (número um) e Ítalo Ferreira (segundo classificado), que caíram ambos nas meias-finais, e logo acima de Gabriel Medina, que é o quarto, com o também 'canarinho' Miguel Pupo a fechar o 'top 5'.
"Para os dois últimos eventos, o meu desejo é ganhar o título mundial. Mas preciso acordar amanhã [sábado] e estar pronto para voltar ao meu processo de trabalho duro e de disciplina", concluiu Griffin, o mais velho dos dois irmãos Colapinto que competiram na prova da elite mundial, o Championship Tour (CT) em Peniche.
Curiosamente, Crosby, de 25 anos, foi o vencedor do EDP Ericeira Pro, quarta das cinco etapas das Challenger Series, o circuito secundário que dá acesso ao CT, concluído recentemente, em 12 de outubro, na Praia de Ribeira d'Ilhas, reforçando a ligação especial às ondas portuguesas da família Colapinto.
Na prova feminina de Peniche, a australiana Molly Picklum, campeã mundial em título, foi a vencedora, batendo na final a norte-americana Caitlin Simmers, e garantindo a sua primeira vitória em Portugal.
O Meo Rip Curl Pro Portugal, 10.ª e antepenúltima etapa do circuito principal da WSL, começou em 16 de outubro na Praia de Supertubos, em Peniche, e terminou hoje.
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