Peterhansel e Sunderland aclamados no Dakar
Gonçalves brilha entre portugueses foi o português mais bem classificado na chegada a Buenos Aires.
Stephane Peterhansel, 'sinóniomo' de Rali Dakar, acrescentou hoje mais uma vitória, a 13.ª, ao seu recorde na emblemática prova de todo-o-terreno, enquanto Sam Sunderland tornou-se o primeiro britânico a vencer em motas.
Nas duas rodas, Paulo Gonçalves (Honda) foi o português mais bem classificado na chegada a Buenos Aires, concluindo a sua participação a 52.29 minutos de Sam Sunderland (KTM), que sucede ao australiano Toby Price, depois de ter abandonado nas suas duas participações anteriores.
Na última etapa, Paulo Gonçalves terminou em quinto lugar, a apenas 1.25 minutos do francês Adrien van Beveren (Yamaha), que venceu a derradeira especial, uma troço de apenas 64 quilómetros em Rio Cuatro, antes da ligação a Buenos Aires, para a consagração dos campeõees.
Hélder Rodrigues (Yamaha) terminou a prova em nono na classificação geral (16.° na etapa) a 2:03.6 horas de Sunderland e acima de Joaquim Rodrigues (Hero), que concluiu em 10.°, a 2:19.39 do britânico.
Na ligação entre Rio Cuarto e Buenos Aires, Gonçalo Reis (KTM) terminou em 22.° (26.° da geral), Fernando Sousa Jr. (KTM) em 37.° (42.°), Fausto Mota (Yamaha) em 62.° (49.°), Rui Oliveira (Yamaha) em 75.° (53.°), Mário Patrão (KTM) em 94.º (20.°), Pedro Bianchi Prata (Honda) em 97.º (57.°).
No final da competição Sunderland, de 27 anos, considerou "incrível" a ter concluído o Dakar em primeiro lugar.
"É incrível. Quando cruzei a meta emocionei-me. Levar todo o peso da carreira nos ombros durante mais de uma semana é um peso tremendo. É o primeiro Dakar que termino e fazê-lo em primeiro lugar é uma sensação incrível, é de loucos. Estou sem palavras. Foi difícil e stressante", disse.
Nos automóveis, o francês Stéphane Peterhansel venceu o Rali Dakar pela 13.ª vez, sétima na categoria, acompanhado no pódio pelos compatriotas e colegas de equipa Sébastien Loeb, nove vezes cammpeão do mundo de ralis (WRC), e Cyril Despres.
Peterhansel, recordista de triunfos no Dakar nas categorias de carros e motos, juntou esta vitória ao volante de um carro às alcançadas em 2004, 2005, 2007, 2012, 2013 e 2016, Nas motas, venceu em 1991, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998.
"Antes de iniciar a competição não era possível dar nada como certo. No total seríamos sete ou oito pilotos capazes de vencer. A meio do Dakar, éramos já apenas quatro e na última semana resumiu-se a um duelo de alta tensão e grande velocidade entre mim e o Sébastien [Loeb]", disse Peterhansel.
A Peugeot conseguiu nesta edição do Dakar a sua segunda tripla, depois de o ter feito em 1990, ano em que se retirou dos ralis todo-o-terreno, para regressar somente em 2015.
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