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Correio da Manhã

Desporto
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Campeão olímpico 'pulveriza' recorde mundial da maratona

"A minha única palavra é um obrigado", disse à chegada Kipchoge.
16 de Setembro de 2018 às 11:38
Queniano Eliud Kipchoge bate em Berlim recorde mundial da maratona
Queniano Eliud Kipchoge bate em Berlim recorde mundial da maratona
Queniano Eliud Kipchoge bate em Berlim recorde mundial da maratona
Queniano Eliud Kipchoge bate em Berlim recorde mundial da maratona
Queniano Eliud Kipchoge bate em Berlim recorde mundial da maratona
Queniano Eliud Kipchoge bate em Berlim recorde mundial da maratona
O traçado de Berlim habituava a recorde, a promessa também era de recorde, e o campeão olímpico Eliud Kipchoge cumpriu este domingo o 'desígnio' e venceu na capital alemã com melhor marca mundial.

O campeão em título da maratona, Eliud Kipchoge chegou ao fim em 02.01.39 horas, para retirar 01.18 minutos à marca que persistia desde 2014, quando Dennis Kimetto correu em 02:02.57.

No final foi avançado o tempo oficioso de 02:01.40, e depois corrigido em um segundo.

"A minha única palavra é um obrigado", disse à chegada Kipchoge, depois de correr os 42,195 quilómetros até fazer história, num percurso em que seguiu sozinho a 17 quilómetros do final.

Eliud Kipchoge rodeou-se quase de seguida do seu 'staff' e da organização, não sem antes comemorar o feito como se tivesse marcado um golo, demonstrando que ainda estava com muita energia.

O novo recordista mundial, que já correu nove maratonas abaixo de 2:06 horas, tinha como recorde pessoal 2:03.05 (Londres, em 2016), e chegava a Berlim exatamente com o objetivo de alcançar um novo recorde mundial.

Na corrida, desde o início, o queniano, de 33 anos, seguiu na frente, com uma 'mão cheia de companhia', num grupo em que passaram os primeiros cinco quilómetros em 14.24 minutos e aos dez em 29.21.

À passagem do 15.º quilómetro, em 43.38 minutos, o grupo começou a ceder, com Kipchoge a manter-se na frente, acompanhado pelo também queniano Josphat Boit, atingindo a metade do percurso em 01:01.06 horas e o quilómetro 25 em 01:12.24.

Um momento em que Kipchoge ficou, finalmente, isolado -- com 17 quilómetros ainda por cumprir -, e o campeão olímpico passou aos 35 quilómetros em 01:41.00, sugerindo que se poderia ter um tempo na casa das 02:02, mantendo-se o 'suspense' de um novo recorde.

Mas, com mais cinco quilómetros corridos, a marca mundial começou a ser cada vez mais uma certeza, quando Kipchoge 'cronometrou' 01:55.32 horas junto ao número 'redondo' dos 40 quilómetros.

O queniano manteve-se 'fresco', dando a garantia de que o recorde estava à vista, surpreendendo, no entanto, pela margem de diferença para o anterior.

"A força mental foi a chave. É difícil ir sozinho, mas estava confiante. Tinha dito que ia fazer a minha corrida, seguindo o meu plano, e tinha confiança", justificou no final o atleta.

O campeão conseguiu ainda a proeza de retirar 1.18 minutos à marca que persistia há quatro anos, a maior diferença desde o recorde de Derek Clayton em 1967, quando retirou 02.23 minutos ao máximo anterior.

Em Berlim, Kipchoge não só colocou a sua qualidade na 'estrada', como aproveitou o tempo perfeito que se fazia sentir na capital alemã, com temperaturas na ordem dos 20.º graus centígrados no momento da chegada, tempo seco e sem vento.

Atrás de Kipchoge ficaram os também quenianos Amos Kipruto (02:06.23) e Wilson Kipsang (02:06.48).
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