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Ciclista Finlay Tarling aumenta lista de desportistas mortos em Portugal

Atleta de 19 anos morreu esta sexta-feira durante a Volta a Portugal.

14 de agosto de 2026 às 19:05
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As primeiras imagens do local em que morreu o ciclista britânico durante a Volta a Portugal. Carrinha atropelou atleta

O ciclista galês Finlay Tarling (NSN Development Team), falecido esta sexta-feira aos 19 anos na oitava e antepenúltima etapa da Volta a Portugal, aumentou a lista de desportistas e treinadores que morreram no ativo em território nacional.

Em comunicado, a organização da prova e a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) anunciaram a morte do britânico, que sofreu um "grave acidente" durante a tirada extensível entre Melgaço a Fafe e morreu, tendo a corrida sido neutralizada até à meta a pouco mais de 20 quilómetros do fim.

Finlay Tarling é o mais recente ciclista a falecer enquanto competia em Portugal, tal como já tinha acontecido na Volta ao Algarve de 1984 com Joaquim Agostinho, que também tombou na estrada, mas porque um cão se atravessou no seu caminho em Quarteira, quando alinhava pelo Sporting.

Apelidado de Quim Cambalhotas, devido às constantes quedas em cima das bicicletas, o melhor ciclista luso de sempre sofreu um traumatismo craniano e esteve 10 dias em coma, realizando várias intervenções cirúrgicas antes da declaração do óbito, aos 41 anos, em Lisboa.

Joaquim Agostinho ganhou a Volta a Portugal por três vezes consecutivas (1970, 1971 e 1972), numa carreira marcada ainda por um segundo lugar na Volta a Espanha (1974) e dois terceiros na Volta a França (1978 e 1979).

Manuel Veiga da Mota, José Zeferino, Manuel Abreu e Bruno Neves foram outros ciclistas vitimados por quedas em treino ou competição, a exemplo do futebolista húngaro Miklós Féher, que desapareceu aos 24 anos, ao cair inanimado no relvado do Estádio D. Afonso Henriques em 2004, na visita do Benfica ao Vitória de Guimarães (1-0), na 19.ª jornada da I Liga.

Fim idêntico teve Fernando Pascoal Neves, mais conhecido por Pavão, que morreu a representar o FC Porto em 1973, aos 26 anos, antes de casos idênticos com Bruno Baião, pelos juniores do Benfica, Hugo Cunha, então na União de Leiria, e o brasileiro Alex Apolinário, ao serviço do Alverca.

Fora do futebol, o guarda-redes internacional português Alfredo Quintana desapareceu em 2021, aos 32 anos, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória num treino da equipa de andebol do FC Porto.

O espanhol Ángel Almeyda e Rui Guimarães também colapsaram em treinos no basquetebol, modalidade em que Paulo Pinto, capitão da seleção lusa e jogador nacional do ano em 2000, e o norte-americano Kevin Widemond sucumbiram a competir, tendo Mike Plowden, antigo poste do Benfica, falecido quando comandava um treino do Quintajense.

Mais jovem campeã olímpica do lançamento do martelo, estatuto atingido em Sydney2000, Kamila Skolimowska morreu num apronto da seleção polaca no Algarve e também faz parte dos desportistas mortos em Portugal.

Fora do país morreram outros atletas lusos, entre os quais o maratonista Francisco Lázaro, o primeiro óbito dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Porta-estandarte na estreia de Portugal no evento, em Estocolmo1912, o atleta começou a cambalear a meio da prova, foi ao chão e colapsou na madrugada do dia seguinte, aos 24 anos, numa morte que a autópsia considerou ser acidental e causada pelo sol sentido em julho na Suécia.

Alguns desportistas faleceram em acidentes de viação, nomeadamente os futebolistas e irmãos Diogo Jota e André Silva, de 28 e 25 anos, em julho de 2025, e o motociclista Paulo Gonçalves, de 40 anos, em 2020.

Praticamente um mês depois de ter ajudado a seleção principal de Portugal a reconquistar a Liga das Nações, juntando-a ao título de campeão inglês vencido em 2024/25 pelo Liverpool, o avançado Diogo Jota desapareceu em Espanha, tal como André Silva, que era dianteiro do Penafiel, da II Liga.

A morte dos dois irmãos foi muito mediatizada na imprensa e recebida com comoção por figuras portuguesas e internacionais do futebol, da política e da música, entre outros quadrantes, que assistiram às cerimónias fúnebres, em Gondomar, tendo as homenagens continuado nos meses seguintes, sobretudo junto ao estádio do Liverpool, onde foi erguido um memorial.

Já Paulo Gonçalves, campeão mundial de ralis todo-o-terreno em 2013, teve um despiste na Arábia Saudita, na sétima etapa do Rali Dakar, ao representar a equipa indiana Hero.

Alguns dirigentes também faleceram em pleno exercício de funções, incluindo José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Jorge Costa, que chefiava o futebol profissional do FC Porto, ou Adelino Barros, mais conhecido por Neno e líder de relações institucionais do Vitória de Guimarães.

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