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Correio da Manhã

Desporto

Eliud Kipchoge conclui maratona abaixo das duas horas

Marca (42,195 km em 1h59m40s) não será homologada pela Associação Internacional de Federações de Atletismo.
Sara Guterres 13 de Outubro de 2019 às 06:00
Kipchoge cortou a meta em 1h59m39s, mas o tempo atribuído foi 1h59m40s
Queniano mostrou-se satisfeito com o resultado, que não será homologado
Kipchoge cortou a meta em 1h59m39s, mas o tempo atribuído foi 1h59m40s
Queniano mostrou-se satisfeito com o resultado, que não será homologado
Kipchoge cortou a meta em 1h59m39s, mas o tempo atribuído foi 1h59m40s
Queniano mostrou-se satisfeito com o resultado, que não será homologado
Aos 34 anos, o queniano Eliud Kipchoge tornou-se ontem o primeiro maratonista da história a correr 42,195 quilómetros em menos de duas horas (1h59m40s).

O recorde foi alcançado no desafio INEOS 1.59, uma corrida não oficial, que decorreu em Viena. "Sinto-me bem, fazer história era o meu objetivo. Sou o homem mais feliz do Mundo. O ser humano não tem limites", afirmou o recordista mundial oficial da maratona (2h01m39s) e campeão olímpico no Rio 2016.

A marca alcançada, contudo, não será homologada pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). Isto porque Kipchoge, além de ter corrido sozinho, beneficiou de ajudas que não seriam válidas numa competição oficial.

Ao todo, 41 atletas de alta competição escoltaram o maratonista e cumpriram a função de ‘lebres’ por turnos (grupos de sete a cada cinco quilómetros). Estima-se que, com o auxílio do carro ‘corta-vento’ e das ‘lebres’, Kipchoge tenha poupado, aproximadamente, 4m30s.

O queniano teve ainda as condições meteorológicas a seu favor: o vento não ultrapassava os 14 km/h, o termómetro marcava uma temperatura entre os sete e 12 graus celsius e a humidade era inferior a 70%.

Outra ajuda foi as sapatilhas, que teriam uma placa de carbono na sola (com efeito mola) e discos com fluído pressurizado. Terão permitido uma poupança de cerca de 1m30s. O facto do percurso ser em linha reta e plano também terá ajudado.

Carlos Lopes Campeão Olímpico da Maratona (1984)
"Teste às capacidades humanas"
Correio da Manhã – O que vale este recorde?
Carlos Lopes –
Foi um teste às capacidades humanas. Sobre o resultado em si, vale o que vale. É uma prova preparada, tem um objetivo. É lançada, principalmente, por marcas desportivas. Tem o seu valor comercial.
–O resultado não é homologado. Concorda?
– O resultado pode não ser homologado, mas vale o teste às capacidades humanas. O resultado não foi homologado porque houve ajudas até praticamente ao limite da competição. É um teste às capacidades do ser humano e que é feito, principalmente, para comercialização. Isto é o desporto de valores comerciais e que tem um custo, e que vai ter um custo no futuro.
- Estava à espera que Kipchoge conseguisse?
- A partir do momento que se corre a 21 km/h, é normal. Um atleta que esteja preparado para fazer esta ou mais velocidade nos dez mil metros, se transportado para a maratona, é normal.
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