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Correio da Manhã

Desporto
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Rui Costa desapontado com 10.º lugar no Rio2016

"Fico com a sensação de que poderia ter corrido melhor", disse.
6 de Agosto de 2016 às 22:03
"A primeira parte do percurso era muito aberta, sentia-se muito o calor. Era muito complicado, com muitas rampas. O último circuito era totalmente um virar de página: era uma subida mais dura, com mais quilómetros. Os quatro primeiros eram muito íngremes, apesar de mais abrigados", resumiu
'A primeira parte do percurso era muito aberta, sentia-se muito o calor. Era muito complicado, com muitas rampas. O último circuito era totalmente um virar de página: era uma subida mais dura, com mais quilómetros. Os quatro primeiros eram muito íngremes, apesar de mais abrigados', resumiu FOTO: Paulo Calado
Rui Costa mostrou-se, este sábado, desapontado com o 10.º lugar conquistado na prova de fundo de ciclismo de estrada do Rio2016, assumindo que, não fossem as contrariedades sofridas, poderia ter ficado mais bem classificado.

"Acabei no 'top 10', mas fico com a sensação de que poderia ter corrido melhor", reconheceu o atleta aos jornalistas, antes de revelar que durante os 256,4 quilómetros da prova sofreu percalços que o afastaram da luta pelas medalhas.

O primeiro azar do líder da seleção portuguesa aconteceu na segunda volta ao primeiro dos dois circuitos, quando um problema técnico o obrigou a parar e a mudar de bicicleta, uma vez que a sua se partiu.

"Houve um fator que não estávamos a ter em conta, que era o pavé. Entrava-nos muito rápido, a 60, 65 km/h. Saltavam bidões, correntes", explicou.

Depois, quando seguia destacado na descida, na companhia dos espanhóis Alejandro Valverde e Joaquim Rodríguez, a quem 'roubou' o ouro mundial em Florença2013, dois ciclistas caíram à sua frente e teve de travar a fundo para não ir ao chão, o que abriu um espaço para o grupo que discutiu entre si as medalhas.

"Quando o [Michal] Kwiatkowski ficou para trás para ajudar o [Rafal] Majka na descida, sabia que ele tecnicamente é muito forte. Eu rapidamente pude ler o que eles iriam fazer. Ia bem colocado no grupo, que depois acabou por beneficiar da queda à minha frente. Ia entre os dez. Estraga sempre um pouco a ideia que levava. Mas pronto, o ciclismo é mesmo assim, pelo menos ter terminado no top 10 já é bom", pontuou.

O campeão mundial de 2013 tinha noção de que a prova de fundo dos Jogos Olímpicos ia ser muito dura, mas teve ainda contra si o calor: "Tivemos a possibilidade de vir com tempo, fazer um estágio em Teresópolis. A temperatura lá era totalmente diferente da de hoje. Talvez este tenha sido o dia mais quente no Rio de Janeiro, uma vez que estamos no inverno."

(Re)conhecido pela sua capacidade única de ler a corrida, o corredor da Póvoa de Varzim descreveu as primeiras quatro horas de prova como de extrema dureza, devido ao calor e à humidade.

"A primeira parte do percurso era muito aberta, sentia-se muito o calor. Era muito complicado, com muitas rampas. O último circuito era totalmente um virar de página: era uma subida mais dura, com mais quilómetros. Os quatro primeiros eram muito íngremes, apesar de mais abrigados", resumiu.

O ciclista da Lampre-Merida sabia que o percurso era duro, por isso não ficou surpreendido com a permanente sucessão de ataques - "são os Jogos olímpicos, não se vai devagar, o ritmo é sempre agressivo", mas sim com o vencedor, o belga Greg van Avermaet.

"Se calhar não contava que fosse o Avermaet, porque é um corredor muito forte nas clássicas. Pela dureza que tinha o percurso, foi um pouco de surpresa para mim", admitiu.

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