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Correio da Manhã

Desporto
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W52-FC Porto impedida de competir. Afastamento é imediato

União Ciclista Internacional tirou licença à equipa portuguesa devido às suspeitas de práticas dopantes.
João Moniz 28 de Julho de 2022 às 08:38
Equipa fica afastada de todas as provas 
até ordem contrária
Equipa fica afastada de todas as provas 
até ordem contrária FOTO: Direitos Reservados
A Federação Portuguesa de Ciclismo confirma que foi notificada pela União Ciclista Internacional (UCI) de que esta entidade decidiu retirar a licença desportiva à equipa continental W52-FC Porto, na sequência da informação recebida pela UCI sobre o processo que decorre na Autoridade Antidopagem de Portugal. A decisão entra imediatamente em vigor, pelo que a equipa está impedida de voltar a competir.” Foi desta forma que esta quarta-feira a federação anunciou o afastamento da W52-FC Porto da Volta a Portugal, que arranca a 4 de agosto, e de outras competições até ordem em contrário.

Em causa está a ‘Operação Prova Limpa’, desencadeada pela Polícia Judiciária e pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) no final de abril, e na qual foram encontrados indícios de que dez ciclistas da equipa recorreriam a práticas dopantes. Entre o material apreendido estão sacos de sangue, seringas e substâncias proibidas, algumas utilizadas pelo antigo regime nazi alemão.

Ao que o CM apurou, para a decisão tomada pela UCI foi decisivo o facto de Adriano Quintanilha, patrão da W52-FC Porto, ter ido a Espanha contratar ciclistas para cumprir o número mínimo de inscritos (cinco) para a Volta a Portugal. Às rádios Renascença e Antena 1, Quintanilha confessou-se surpreso: “Sempre me disseram que a equipa não tinha nada a ver, que eram casos individuais. Continuo a acreditar na palavra dos ciclistas, que negam ter feito alguma coisa ilegal.”
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