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Correio da Manhã

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Portugal garante topo do grupo mas volta a perder contra a Coreia do Sul num Mundial

Noite desta sexta-feira trouxe memórias que já levam 20 anos.
Sérgio Pereira Cardoso 3 de Dezembro de 2022 às 01:30
Portugal - Coreia do Sul
Portugal - Coreia do Sul FOTO: DR

Foi tudo ao sabor do Bento. Em primeiro lugar, mas numa demonstração de pouca liderança, Portugal só confirmou o que já tinha praticamente garantido: o topo do grupo e a fuga ao Brasil. Fora isso, o dia desta sexta-feira trouxe memórias que já levam 20 anos.

Outra vez a Coreia do Sul, outra derrota e outro soco no estômago, este menos literal do que o desferido por João Vieira Pinto no árbitro do jogo de 2002.

Curiosamente, esse foi o último encontro de Paulo Bento como internacional português. O agora selecionador coreano foi dos poucos compatriotas a acabar a sorrir. E nada o fazia prever quando, aos 5 minutos, dois dos estreantes neste Mundial colocarem a equipa das quinas na frente. Assistência de Dalot e golo de Horta. 1-0.

Dalot e Horta, duas das novidades apresentadas no onze de Santos. António Silva, Vitinha, Matheus Nunes e João Mário também foram titulares ao lado de Ronaldo, que acabaria por se tornar figura pela negativa.

E nem sequer propriamente pelo lance que acaba por dar o empate, se bem que a abordagem do capitão nacional é toda uma lição de como não estar num canto defensivo. Ronaldo encolhe-se, a bola embate-lhe nas costas e acaba por deixar em posição de excelência um dos muitos Kim da Coreia. E este fez o Kim... teressa. 1-1, aos 27’.

Esta terceira jornada de novas oportunidades foi desperdiçada por grande parte dos habituais suplentes. Vitinha foi uma das exceções, a tentar desbloquear caminhos para a baliza asiática. Ele próprio tentou a sorte para defesa de... outro Kim.
E se a primeira parte já não tinha sido um primórdio da qualidade futebolística, a segunda tornou-se um bocejo. Em números: zero remates de Portugal à baliza, três da Coreia do Sul, o último suficiente.

Já lá vamos. Antes disso, Santos mexe aos 65’. O recordista profissional Ronaldo viu o 7 e mandou alguém às favas, sem parecer um trocadilho para Horta. Deu a ideia de o alvo ser Santos, ambos justificariam que afinal foi para outro Kim.

No banco, CR7 viu o Bento tudo levar nos descontos. Um canto de Portugal acabou num contra-ataque de Son que, perante uma serena plateia lusa, viu-se com liberdade total para dar a Hwang o 1-2. Festa rija coreana. Sabor agridoce dos líderes do grupo. E, em primeiro lugar, é preciso mais. Já com a Suíça, nos oitavos de final.

Mais e menos

(+) Um português acabou a sorrir
Não será o único, desde logo pelos adjuntos, mas Paulo Bento merece estar feliz com a derrota lusa. As contas não eram fáceis e mais complicadas ficaram no golo de Horta. Mas o Bento mudou e tudo levou para os ‘oitavos’. Com mais ou menos tranquilidade, segue-se o Brasil.

(-) Recorde de erros, também conta?
Uma assistência para golo adversário, apanhado inúmeras vezes fora de jogo, remates bloqueados e um cabeceamento falhado. Ronaldo deve ser elogiado quando merece e deve sair quando é um a menos. Aziou, e de que maneira. Recordes? Esta sexta-feira, só mesmo de asneiras.

Arbitragem

Argentino sem stress
Facundo Tello é argentino, tal como era argentino o árbitro do Coreia-Portugal (1-0), de 2002, mas as semelhanças acabam aí. O árbitro controlou o jogo com facilidade e decidiu sempre bem, ao ignorar pedidos de penálti.

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