Correio da Manhã

Seleção acaba com honra e fica no pódio
Foto Mário Cruz/Lusa
Pepe marcou o golo do empate que levou Portugal à vitória nos descontos
Foto Mário Cruz/Lusa
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Adrien marcou de penálti o golo que deu a vitória a Portugal
Foto Mário Cruz/Lusa
O momento da expulsão de Nelson Semedo
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Jogadores portugueses celebram o segundo golo
Foto EPA
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Por Mário Pereira | 01:30
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Portugal perdia aos 90 minutos. Pepe forçou o prolongamento e Adrien acabou com a malapata das grandes penalidades falhadas.

Não era exatamente este o final que Portugal - Seleção e País - desejava como saída da Taça das Confederações. Mas acabou por ser com honra que a equipa nacional se despediu da competição, ao vencer o México por 2-1 no jogo de atribuição do terceiro lugar. Para a história fica então a conquista do segundo pódio da seleção das quinas numa competição organizada pela FIFA, depois do bronze conseguido no Mundial de 1966, em Inglaterra.

Frente aos mexicanos, que já tinham sido adversários no primeiro jogo (2-2), Portugal ganhou com reviravolta. Aos 90 minutos perdia por 1-0. Resultado que, a ser final, era injusto. Mas que no fundo era o corolário lógico de um conjunto de situações às quais não era fácil ‘sobreviver’: a dispensa encenada de Ronaldo, o penálti falhado por André Silva aos 17 minutos e o autogolo de Luís Neto aos 54’. Mais fatores de desmotivação não eram precisos para quem estava a fazer um ‘jogo de consolação’. Mas Portugal soube acreditar até ao fim e já depois do minuto 90 chegou à igualdade, por Pepe, forçando o prolongamento. Um lance que premiou a forma honesta e abnegada com que a equipa encarou este encontro. Isso e o fantástico jogo de Rui Patrício, a entrega de Eliseu, a dinâmica de Pizzi e Moutinho, e os desequilíbrios criados por Gelson.

Sem soluções alternativas de ataque no banco (Quaresma tinha rendido Nani aos 70 minutos, e face às disponibilidades, era impossível esticar mais a equipa), foi então Pepe, de braçadeira no braço, a forçar o prolongamento. Um segundo penálti (agora sem recurso à ajuda do vídeo-árbitro, como acontecera com aquele que André Silva tinha falhado) ofereceu nova oportunidade a Portugal para se adiantar. Chamado à cobrança, Adrien Silva mostrou dotes de especialista. E exorcizou o fantasma que já pairava no ar, depois do que acontecera na meia-final com o Chile (três falhanços da marca de onze metros, no desempate) e também neste mesmo jogo. Estava consumada a reviravolta.

A expulsão de Nélson Semedo (acumulação de amarelos) criou focos de incerteza no resultado final, mas outro jogador do Benfica, este com a camisola do México, Raúl Jiménez, repôs o equilíbrio de forças para os momentos finais, ao ver também o segundo amarelo.

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Análise do jogo

Positivo - Pepe à alturada braçadeira
Com Ronaldo de férias, Nani e Moutinho já substituídos, coube a Pepe ostentar a braçadeira de capitão. Fê-lo do melhor modo e honrando a função de um capitão até ao fim, com o golo que evitou a derrota e deu início à reviravolta que conduziu à vitória de Portugal.

Negativo - Nélson Semedo podia ter evitado
O segundo cartão amarelo que tirou Nélson Semedo do jogo bem que poderia ter sido evitado. Numa altura em que o mais complicado estava feito (a reviravolta) e com o jogo em prolongamento, exige-se concentração total. Um lapso que deve servir de aprendizagem.

Arbitragem - Bom trabalho
Com o advento do vídeo-árbitro é agora mais complicado perceber onde começa e acaba a responsabilidade dos árbitros de campo. Al Mirdasi sai bem do imbróglio. O lance que os mexicanos reclamam no fim (falta de Pepe) não parece penálti.

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