Terrorismo: É global e está online
Usam o ciberespaço para mensagens políticas assentes na violência.
O terror de Paris podia ter sido evitado se o alerta lançado por especialistas portugueses em terrorismo tivesse chegado a tempo às autoridades francesas. Prova disso é "o relatório elaborado horas antes dos atentados que dava conta da elevada probabilidade de acontecer um ataque terrorista", sublinha Vasco Amador, da Global Risk Awareness. Com um software específico, investigadores desta empresa de Intelligence conseguem visualizar mensagens trocadas através da web pelo autodenominado Estado Islâmico (EI).
Estes grupos usam o ciberespaço para veicular mensagens políticas assentes na violência e o EI é a face mais cruel desta luta que, com a ajuda das redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, passa as suas mensagens a todos os combatentes em qualquer parte do Mundo e a possíveis aliados. Do outro lado da barricada, estão agentes infiltrados no sistema, que atuam secretamente e são contratados por governos do Mundo inteiro para antecipar e travar ataques terroristas. No caso de Paris, não houve tempo para evitar o pior.
SNAPCHAT IMITADO PELO FACEBOOK
Os utilizadores do Facebook em França têm agora a opção de usar o sistema de mensagens para enviar missivas que se autodestroem uma hora após serem enviadas – uma funcionalidade claramente inspirada pelo rival Snapchat, sendo ativada através de um clique no ícone de uma ampulheta.
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