Angola: o el dorado africano
Trinta anos após a independência, e já sem o cheiro de pólvora no ar, investir em Angola tornou-se menos arriscado do que lançar os dados no Jogo da Glória. Um guia para quem sonha abrir um negócio no país do ouro negro.
Às terças, quintas e domingos, os voos da TAP rumo a Luanda estão sempre lotados. Nos lugares desconfortáveis da classe turística há quem viaje entre nuvens pesadas de receio, mas a maioria voa tão alto como o Boeing pelos céus azuis de esperança. É tudo uma questão de perspectiva.
Paulo Valadas era um desses homens. Durante as sete horas e meia de viagem, os seus pensamentos iam e vinham com tanta turbulência como as rajadas causadas pelas pressões atmosféricas. Também ele sonhava acordado, ao lado dos restantes 300 passageiros, talvez nem se importando com a comida tão plastificada como a bandeja que a transportava.
Aos 31 anos, iria gerir um negócio de distribuição de vinhos numa terra estranha, humedecida pelos trópicos, tão fascinante como um livro de aventuras juvenis. Tinha apenas 20 mil euros na conta bancária mas milhões de projectos em mente: "Para um empresário português poder ganhar algum dinheiro tem de sair da Europa e procurar economias em crescimento. Angola é o destino ideal", conta o português quatro anos depois do voo que fez mudar o ponteiro da bússola da sua vida. Quando Paulo aterrou no aeroporto internacional de Luanda, em 2001, os tiros soavam aos ouvidos como música de elevador, fazendo arrepiar os pêlos da nuca.
Por todo o lado, ouviam-se os ecos de uma guerra fratricida que transportara o país ao nível zero de expectativa: estradas esventradas, prédios destruídos, campos agrícolas minados, gente nova com olhares vazios de anciães. Mesmo assim, ele não retrocedeu a marcha. Era preciso ligar o botão da máquina e fazê-la voar novamente. "Aqui, está tudo por fazer. É a terra das oportunidades", conta Paulo com euforia contida. "Pode sofrer-se um bocado no início, mas vale a pena o risco." Do lado sul do hemisfério, tudo é oposto à terra onde nasceu e cresceu. Ali, há gente desejosa de trabalhar, não existem negociantes a atrapalhá-lo e quase ninguém se queixa dos preços exorbitantes. "É um país seguro para investir e não há histórias de crimes. A guerra acabou. Mesmo."
A empresa de vinhos de Paulo Valadas é uma das 120 'made in Portugal' a operar em Angola. "Durante o conflito armado, éramos o único país presente na construção civil, banca, comércio. Agora que tudo terminou não poderíamos estar à espera de continuar a ter cem por cento do mercado", opina o delegado do ICEP em Luanda, José Anjos.
A era do monopólio já lá vai. Chineses, sul-africanos, brasileiros e senegaleses acotovelam-se para comerem a sua fatia do apetitoso bolo. "As empresas chinesas, através de uma linha de crédito de 2 mil milhões de dólares (1 milhão e 700 mil euros) que este país tem com Angola, virão com muita rapidez para o terreno. Isso pode ser bom para todos", remata.
Há, no entanto, empresários a defender que o Governo português deveria contra-atacar e também aumentar a sua linha de crédito. Outros, no anonimato, asseguram que não ouvem as empresas portuguesas de construção civil a lamuriarem-se. Só a Teixeira Duarte, que opera em Angola desde os anos 70, prepara a construção de dois edifícios em Luanda e dois 'cash & carry' fora da capital. A Mota-Engil vai encaixar 48 milhões de euros num projecto diamantífero….
"Onde é que os empresários portugueses devem apostar? Na reconstrução de estradas, pontes e casas de cidades como Luanda, Lobito, Lubango ou Namibe. Precisamos muito deles nestas áreas", defende o economista angolano José Cerqueira. "Mas ninguém está à espera que Portugal faça investimentos gigantescos."
Se, por exemplo, for preciso construir uma barragem, as autoridades angolanas tenderão a procurar dinheiro em mercados poderosos como Londres, Nova Iorque ou Pequim. E não em Lisboa.
Sugestão do economista: depois do dinheiro estar em território angolano, os empresários portugueses devem trazer a maquinaria, os conhecimentos, os homens e aguardar pelos concursos do Governo. "Eles têm a vantagem de falar a mesma língua e partilhar a nossa cultura." Talvez tenham sorte.
Um pequeno estágio dos nossos empresários antes de investirem no país governado por Eduardo dos Santos talvez viesse a calhar. Um mês passado a deambular entre o Roque Santeiro – o maior mercado de África – o terminal de cargas do Porto de Luanda ou do Lobito, nas terras de garimpagem de diamantes do Lunda Sul ou no enclave de Cabinda, famoso pela sua riqueza em petróleo, pode fazer mais do que mil aulas de 'management'. "O que está a dar em Angola são as pequenas doses", sussurra misteriosamente um empregado de uma multinacional lusitana há dois anos no terreno.
Ele descodifica: como o poder de compra da esmagadora maioria dos angolanos é muito baixo, algumas marcas de detergentes para a roupa vendem o seu pó que lava mais branco em pacotes pouco maiores do que os do açúcar. O preço? 20 kwanzas, mais ou menos o mesmo em cêntimos. Uma pechincha.
Um empresário sul-africano com olho para o negócio enriqueceu em três tempos depois de ter tido a ideia peregrina de vender whisky, o 'Best', não em tradicionais garrafas de vidro de um litro, mas em embalagens pequenas, igualmente baratíssimas. Só precisou de um punhado de dólares, um armazém e uma máquina de embalamento. O whisky terá sido comprado em grandes quantidades num armazém de retalho. Fácil, barato e talvez dê milhões.
"Faltam bons restaurantes, cinemas, hotéis de luxo, oficinas de automóveis e supermercados. As pessoas estão dispostas a pagar a qualidade", vai avisando o empresário Paulo Valadas. Ele recorda a tabela de preços: "Um T-3 de luxo pode custar 800 mil dólares. Uma noite num hotel de cinco estrelas não fica abaixo de 200 dólares. A culpa é da escassa oferta e da grande procura." Quem não lucraria com preços destes?
Porém, antes de fazer as malas e reservar já o seu bilhete de avião, deverá ter em atenção a regra número um dos negócios em Luanda e arredores: arranjar um sócio local, de preferência com capital minoritário, que o ajude a resolver certas burocracias.
Note-se que não é o mesmo do que ter um sócio influente na esfera governamental. "Isso já não é bem visto por cá. Com o fim da guerra passou a ser mais difícil fintar a lei", adverte o economista José Cerqueira. "Quando a política se mistura com os negócios, a política suja-se e o negócio acaba por correr mal."
A mesma opinião não tem o jornalista independente Gustavo Costa: para ele, a alta corrupção continua a gangrenar a sociedade angolana. "Como há mais dinheiro a circular, pior é a promiscuidade entre poder político e económico. Só a banca é que está mais transparente." Há tradições que nunca mudam?
Em Angola nem tudo o que luz é outro. Embora o promissor mercado abra portas à imaginação, é fácil tropeçar onde menos se espera. E nem sempre o dinheiro tem o condão de resolver a situação. "O investidor tem de estar à espera de alguns custos adicionais com os imprevistos", adverte o economista Manuel Ennes Ferreira, conhecedor do 'metier'.
Imagine por um minuto que é gerente de um restaurante da moda em Luanda e de repente ficou sem stock de maionese. Se não se tiver precavido e feito a encomenda com antecipação, poderá ter de esperar um mês pela dita maionese: quinze dias para a viagem do cargueiro entre Leixões e Luanda e outro tanto para ultrapassar o moroso processo de alfandegamento. "Não há espaço para os contentores nos barcos pois a procura é mais do que muita. Temos de importar quase tudo, o que acaba por encarecer os produtos", contam os empresários.
Mesmo assim, nada que se compare às burocracias quase kafkianas de há meia dúzia de anos. "Pior do que isso é a repentina falta de água, telefone e energia", lembra Ennes Ferreira. É por isso que um negócio aberto ao público sem um gerador eléctrico ou com uma bomba de água bem potente pode estar condenado ao fracasso. A maioria dos empreendedores portugueses, no entanto, já aprendeu com esses erros de palmatória.
Numa sociedade em que o analfabetismo é gritante, a formação é uma obrigação para qualquer investidor estrangeiro. "As pequenas e médias empresas portuguesas que queiram arriscar devem ter uma grande preocupação em mente: a falta de mão-de-obra qualificada", defende o economista. Opinião partilhada por José Cerqueira: "Os angolanos já demonstraram ser óptimos trabalhadores, têm é de aprender. Quando isso acontecer, teremos todos pernas para andar." Desde que não seja a caminhar pelas péssimas vias de comunicação, abalroadas pela sanguinária guerra civil de 27 anos.
"As estradas e caminhos-de-ferro, os portos e aeroportos são o problema fulcral de Angola", apontam os homens de negócios portugueses. Um deles, há poucos dias, pagou três mil dólares (2550 euros) pelo transporte de um contentor de 40 pés de Luanda ao Lobito – distância não muito superior à de Porto a Lisboa.
É o preço a pagar pela interioridade, mas, mesmo assim, eles teimam em não baixar os braços: "Há cada vez mais portugueses a investir no Lobito e no Lubango. É fora da capital que está o futuro de qualquer negócio: seja na construção civil, hotelaria ou agricultura", garantem empresários e economistas em uníssono.
Chegámos ao futuro, trinta anos depois da independência. O petróleo e os diamantes estão a fazer jorrar dinheiro a rodos por todo o lado. As pedras preciosas e o ouro negro é que fazem rodopiar a engrenagem da economia, numa altura em que o preço do barril tem subido em flecha. Só em 2004, o país arrecadou oito mil milhões de dólares (6 milhões e 700 mil euros) com a venda de 246 milhões de barris e as pedras preciosas propiciaram lucros de 764 milhões de dólares (660 milhões de euros).
A Galp, que se aliou à petrolífera brasileira Petrobrás e à Sonagol e o Grupo Espírito Santo, através da ESCOM, movem-se com algum à-vontade nestes apetecíveis mercados, mas são apenas duas lanças em África – as multinacionais chinesas e sul-africanas estão anos-luz à frente dos consórcios portugueses. "Portugal não terá muito espaço nestes dois sectores de actividade mas pode sempre aproveitar para fornecer serviços, telecomunicações, ou construção civil", diz o homem-forte do ICEP em Luanda.
Ele sabe do que fala. Em breve, serão construídas cidades de raiz nas zonas inóspitas de exploração diamantífera do Bié, Kwanza Sul, Lunda Norte, Lunda Sul e Malange. Ao contrário do que acontecia no oeste norte-americano, onde imperava a lei da bala e a pistola do xerife, as autoridades angolanas têm-se esforçado para dar confiança aos 'business man': só no ano passado foram expulsos 300 mil imigrantes congoleses clandestinos acusados de garimpo e exploração ilegal.
"Em dois anos, tem havido uma evolução brutal no enquadramento legal", sentencia José Anjos. "Foi criada uma lei de incentivos fiscais, uma agência de investimentos, uma nova lei de sociedades comerciais e uma legislação comercial muito próxima da portuguesa", enumera.
O empresário Paulo Valadas, que conhece bem os cantos à casa, não desmente: "É muito mais fácil instalar uma empresa do que há quatro anos." O seu investimento inicial de 20 mil euros há muito que foi compensado. Todos os meses factura 450 mil dólares (380 mil euros) com a chegada dos 18 contentores com garrafas de vinho, a bordo dos cargueiros. "Quanto lucraria em Portugal? Apenas 260 mil euros", enfatiza. É só fazer as contas.
Paulo não pensa para já em comprar o bilhete de volta para casa, mas garante não estar enfeitiçado pelos encantos dos dólares: "Não me falta nada em Luanda. Há sol todo o ano, posso ir à caça e pescar peixes a sério. Ao contrário da Europa, o continente africano foi feito para as pessoas."
- Moeda: kwanza.
- População: 13 milhões.
- Inflação: 16 por cento.
- Taxa de crescimento: 16 por cento.
- Telemóveis: 700 mil.
- Hotéis: 103.
- Caminhos-de-ferro: 3000 quilómetros
- Estradas: total 51.429 quilómetro, asfaltadas 8 000 quilómetros.
- Dutos: Gás 214 km; Gás natural 14 quilómetros; GLP 30 quilómetros; Petróleo 845 quilómetros; Refinados de petróleo 56 quilómetros (2003).
- Exportações de Portugal para Angola: 672 milhões de euros (2004)
- Produção de petróleo: 950 000 barris por dia (90% das exportações)
- Empresas portuguesas em Luanda: 120
- Comunidade imigrante angolana em Portugal: 24 mil (dados oficiais do SEF, contando com os ilegais o número ronda os 50 mil).
MULTINACIONAIS INVESTEM
PORTUGUESES EM ACÇÃO
Os maiores grupos económicos portugueses não estão a dormir. Em 2005 houve muitas novidades na área da banca, construção civil e telecomunicações. Em 2006 o dinamismo empresarial promete continuar. No grupo da frente, estão os do costume: BPI, BCP, Espírito Santo, Teixeira Duarte, Américo Amorim, Portugal Telecom, Mota-Engil e Galp. O mercado angolano vai sendo uma fatia cada vez mais importante nos lucros anuais destas multinacionais de capital lusitano.
BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO (BPI)
Controla o Banco de Fomento de Angola (BFA), e é líder de mercado na área de depósitos. Em 2002, o BFA tinha 17 balcões espalhados pelo país. Em Outubro deste ano, o número ascendeu a 40. 20% dos lucros do BPI devem-se aos negócios em Angola.
BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS (MILLENIUM BCP)
Abre o terceiro balcão Millennium em Angola. Está prevista a abertura de seis balcões em Luanda durante o próximo ano, além de três agências em Benguela, Lobito e Cabinda. O capital será aberto posteriormente a investidores locais.
BANCO ESPÍRITO SANTO (BES)
Entrou em força no sector da mineração de diamantes e petróleo através da ESCOM, que tem como pilar estratégico a actividade em Angola, onde possui interesses nas áreas da mineração, imobiliário, ‘trading’ e transporte aéreo.
Vai desenvolver negócios com a petrolífera brasileira Petrobrás e a Sonangol na área da exploração petrolífera e distribuição. Esta alta dos preços do crude está a beneficiar as vendas do petróleo produzido pela Galp em Angola.
O grupo vai amealhar 48 milhões de euros com trabalhos no projecto diamantífero do Luó. Terminou a primeira fase do edifício habitacional de Cabinda, que inclui o acabamento das zonas comuns e a primeira torre
de habitações.
PORTUGAL TELECOM (PT)
Participa em 25 % do capital da operadora móvel privada Unitel, que tem expandido a sua rede pelo território em ritmo galopante. O mercado da PT da África subsahariana apresenta taxas de crescimento na ordem dos 37 por cento.
Américo Amorim obteve 25% do Banco Internacional de Crédito (BIC). Este banco arrancou com um capital social de 10 milhões de dólares, e é liderado por Fernando Teles, gestor que abandonou as funções de administrador executivo no BFA.
Para além das obras públicas tem apostado na hotelaria, construindo dois dos mais luxuosos hotéis de África. Prevê-se a construção de quatro ‘cash & carry’ em 2006. A Teixeira Duarte tem actividade em Angola desde meados dos anos 70.
TUGA – 0, MANTORRAS -1
Há três anos, a marca de vinhos Tuga era uma das mais vendidas nos mercados de Angola. Mas uma campanha publicitária ruinosa deitou tudo a perder. No anúncio televisivo uma voz assustadoramente grave entoava: 'beba o vinho Tuga, o verdadeiro vinho português, produzido com as melhores castas de Portugal'. Enquanto isso, um grupo de homens pisava, descalço, um monte de uvas no lagar. Se em Portugal a cena poderia ter o seu encanto, em Angola ninguém achou piada àquele sinal de falta de higiene. Como resultado, as vendas do vinho caíram a pique. Os empresários portugueses aprenderam com o erro de palmatória. Pensar global, agir local, passou a ser o lema nas acções de marketing mais recentes. O caso de maior sucesso é o de Pedro Mantorras que dá a cara pelo BPI/BFA. A cara do jogador está espalhada pelos 'outdoors' de todo o país: "Assim até dá gosto estar no banco", é uma das frases publicitárias do jovem benfiquista.
BANCO DE PORTUGAL VERSUS ICEP
Os números do Banco de Portugal apontam para uma queda do investimento directo português em Angola nos últimos cinco anos, muito embora o país governado por Eduardo dos Santos continue a ser o principal destino do investimento do total dos PALOP (53,7%). Em 2000, estimava-se que os empresários tinham gasto 121 milhões de euros naquele território. Em 2004, o valor quedava-se pelos 25 milhões de euros. Uma contradição num país em que as oportunidades de negócio florescem no período pós-guerra. "Estes números do Banco de Portugal não têm em conta o reinvestimento de empresas portuguesas já sedeadas em Angola há alguns anos", contesta o delegado do ICEP em Luanda, José Anjos, que apresenta outros resultados. Mais precisamente os da Agência Nacional de Investimento Privado de Angola, que aprova, ou não, os projectos de empresas estrangeiras. Enquanto em 2001 foram aprovados cinco projectos portugueses, em 2004, o número ascendeu a 66. "Houve um grande boom no ano passado." Os valores desse investimento é que só serão conhecidos mais tarde.
QUANTOS EUROS PRECISA PARA INVESTIR EM ANGOLA
Algumas pistas sobre o montante que poderá desembolsar antes de viajar até Luanda e abrir o seu negócio. É só fazer as contas.
DISTRIBUIÇÃO DOS VINHOS (20 MIL EUROS)
Prós: os angolanos são fãs de todo o tipo de vinho.
Contras: burocracias alfandegárias.
VENDA DE DETERGENTES EM PACOTINHOS (50 MIL EUROS)
Prós: distribuição e escoamento garantido.
Contras: preço alto de maquinaria de embalamento.
RESTAURANTE DA MODA (100 MIL EUROS)
Prós: clientela assegurada.
Contras: importar matérias-primas e um ‘chef’ da Europa.
HOTEL DE LUXO (5 MILHÕES DE EUROS)
Prós: Retorno pode demorar apenas três anos.
Contras: falta de mão-de-obra qualificada.
BANCA PRIVADA (10 MILHÕES DE EUROS)
Prós: mercado em grande expansão.
Contras: já existem demasiado bancos portugueses.
FÁBRICA DE DELAPIDAÇÃO DE DIAMANTES (12 MILHÕES DE EUROS)
Prós: negócio muito lucrativo.
Contras: concorrência feroz de chineses
10 DICAS PARA INVESTIR COM SUCESSO
- Ter um sócio angolano.
- Não ostentar a riqueza.
- Ter um gerador eléctrico.
- Apostar na formação.
- Fazer marketing local.
- Apostar na qualidade.
- Ter em conta os preços altos dos produtos.
- Prever a falta de ‘stocks’ com antecedência.
- Fazer estudos de mercado.
HOMENS COM INFLUÊNCIA
JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
É o homem-forte de Angola desde 1979. Um índice do seu poderio? É um dos políticos mais citados no motor de busca mundial, Google. Quase 2 milhões de entradas.
HIGINO CARNEIRO
O ministro das Obras Públicas criou a holding Cabuta Organizações, ligada à agricultura, hotelaria, banca e seguros.
SABEL DOS SANTOS
A filha mais velha de José Eduardo dos Santos é accionista de uma empresa de diamantes, do Banco Internacional de Crédito e da UNITEL, empresa de telecomunicações.
LOPO DE NASCIMENTO
Foi um dos três primeiros-ministros afastados em 1998 ao lado de França Van Dunen e Marcolino Moco. Os três são accionistas no Banco Comercial de Angola.
PITRANETO
O vice-presidente do MPLA e ministro do Emprego e Segurança Social é accionista da GEMA, na área do comércio.
GENERAL MANUEL VIEIRA DIAS JÚNIOR
O chefe da Casa Militar é um dos homens mais influentes no sector da construção civil.
ANTÓNIO MBAKASSIMOSQUITO
Está ligado ao negócio petrolífero. Últimas notícias dão conta que o seu grupo, a Falcon Oil, estará a passar por maus momentos financeiros. Os poços de petróleo do Bloco 33, explorados por si, estariam secos.
JOSÉ RÉCIO (EMPRESÁRIO)
É o português quem está a comandar a requalificação e ordenamento urbano da zona marginal e baía de Luanda, através da Luanda Waterfront Corp, promotora e financiadora do projecto.
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