Arigato!

“Os filmes de Miyazaki e companhia deveriam ser obrigatórios no ensino ou transmitidos na televisão pública (...)”

01 de maio de 2011 às 00:00
Arigato!
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Assim de repente, só me parece haver uma coisa melhor que um filme de Hayao Miyazaki: dois filmes de Hayao Miyazaki. Ou três ou quatro. A meio caminho de completar a minha colecção de DVD do mestre da animação japonesa, mas um pouco mais longe de ter todas as obras dos estúdios Ghibli, posso dizer que sou uma pessoa mais feliz quando assisto a um trabalho saído daquelas abençoadas mãos nipónicas, como fiz hoje.

Na linha que separa o extremamente bonito do vagamente piroso, na esquina da rua do sensível e enternecedor com a rua do lamechas, perdidas entre o infantil e o adulto e algures no reino da fantasia mais bela e verdadeiramente mágica, aquela pela qual a Disney só pode suspirar, encontramos ‘Ponyo’ (a minha personagem favorita, cujo sorriso ligarei para sempre ao da minha filha), ‘Chihiro’, ‘Mei’ e o seu amigo ‘Totoro’ e tantas outras figuras que só apetece abraçar até não poder mais. Queremos ir para o meio deles e ali passar uma temporada cheia de aventuras e descobertas, como nas ‘explorações’ que fazíamos quando crianças.

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Os filmes de Miyazaki e companhia deveriam ser obrigatórios no ensino ou transmitidos na televisão pública pelo menos uma vez por semana. Melhor ainda, deveriam ser oferecidos a toda a gente, miúdos e graúdos, enviados pelo correio para que todas as pessoas os pudessem desfrutar no conforto das suas casas.

Além de nomes de comidas e de cães, só conheço três palavras/expressões japonesas (peço desculpa no caso de as estar a escrever com erros): ‘konichiwa’, ‘moshi moshi’ e, finalmente, ‘arigato’, a derivação do português ‘obrigado’, que será a mais flagrante e presente dádiva do nosso àquele povo. Pode parecer coisa pouca, mas acredito que não o é: tanto significado pode caber naquela pequena palavra que os japoneses fazem questão de usar repetidamente na cordialidade honrada que os caracteriza que até pode passar pela nossa visão clínica, cínica e ocidental como exagerada, senão mesmo serventil.

E pronto, antes de ir ‘ali’ à Amazon gastar uns euricos para encomendar mais uma mão-cheia de filmes, enquanto estes não passam a material de serviço público cá no burgo, só me resta dirigir um enorme ‘arigato!’ a quem de direito. Bom domingo, minha gente.

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