Carlos Maria Trindade: “Ser nómada é ter tempo para executar”

O músico e produtor preza acima de tudo ter liberdade para criar. Gostava de erradicar a fome e as injustiças do Mundo e, se Deus lhe telefonasse, ficaria – no mínimo – muito surpreendido...

18 de setembro de 2011 às 00:00
Carlos Maria Trindade: “Ser nómada é ter tempo para executar” Foto: Hugo Raínho
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Carlos Maria Trindade nasceu em 1954 em Lisboa e estudou no Conservatório Nacional piano e composição. Há alguns anos, aquele que é uma das mais respeitáveis figuras da música portuguesa, trocou o barulho da capital pela paz de um monte alentejano, onde se dedica agora à produção.

Enquanto instrumentista, Carlos Maria Trindade chegou à música em 1971 ao formar os Soft Thud com Paulo Pedro Gonçalves. Em 1979 dá vida aos Corpo Diplomático e um ano depois forma os Heróis do Mar. Na década de 80 produz ‘Spleen’, ‘Circo de Feras’, dos Xutos & Pontapés, e os dois álbuns dos Delfins.

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Os Heróis do Mar acabaram em 1989. Em 1991 edita ‘Mr. Wollogallu’ com Nuno Canavarro. Ainda nesse ano, assume o cargo de A&R nacional da Polygram, que deixa em 94 para integrar os Madredeus. Depois do grupo assinou ‘Fado Curvo’ de Mariza e ‘Cai o Carmo e a Trindade’, dos Amor Electro, entre outros.

A resposta escolhida surge a sublinhado

- Se lhe fosse possível voltar a subir ao palco com uma das suas antigas bandas, qual escolheria?

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a) Corpo Diplomático

b) Heróis do Mar

c) Madredeus

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d) Outra hipótese: os Heróis do Mar com a energia dos Corpo Diplomático e a musicalidade dos Madredeus

- O que o move quando aceita produzir um disco?

a) Quando a música, além de se enquadrar nos estilos que gosto, me desafia

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b) Quando sinto que aquilo vai ter um enorme sucesso

c) Quando sinto que posso ajudar e simultaneamente aprender com o trabalho

- Em pleno Verão, qual o final de tarde perfeito?

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a) À beira-mar, numa qualquer paragem longe de casa, embalado pelo som da pop electrónica

b) Numa esplanada de um bairro típico de Lisboa com vista sobre o Tejo

c) No alpendre da minha casa, no meio do campo, a ouvir um virtuoso do jazz

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- Se lhe dessem a oportunidade de produzir qualquer artista que desejasse, qual escolheria?

a) Um disco a solo do Bono, dos U2

b) O disco do regresso dos Madredeus às actividades discográficas

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- Acaba de lançar ‘20 Músicas Nómadas’, uma colectânea com as músicas do seu percurso solitário como compositor, intérprete e produtor. Ser nómada na música é...

a) Ser livre

b) Ter tempo para pensar e executar

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c) Poder controlar todo o processo até ao resultado final

- Há uns anos deixou Lisboa, onde nasceu, e mudou-se de armas e bagagens para um monte alentejano, onde vive e trabalha. Porquê?

a) Estava farto do barulho, do pó e do stress da cidade

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b) Porque preciso de tempo, de paz e serenidade para me dedicar às coisas, aos projectos e às pessoas que realmente me importam

c) Era um sonho que estava à espera do timming ideal para ser concretizado

- Em tempos de crise económica no País, qual o ditado mais apropriado?

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a) Rir é o melhor remédio.

b) Grão a grão enche a galinha o papo

c) É tarde para a economia quando a bolsa está vazia

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d) Outra hipótese: depois da casa assaltada, trancas à porta

- Se lhe dessem um milhão de euros para assumir uma tarefa difícil, qual escolheria?

a) Passar férias numa ilha isolada com Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e António José Seguro

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b) Produzir um disco de Zezé Camarinha

c) Comer gafanhotos vivos

- É convidado a defender uma causa nobre. Qual escolheria?

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a) Erradicar a fome e as injustiças do Mundo

b) Garantir o acesso à educação (inclusive musical) a todas as crianças

c) Ajudar os 675 mil desempregados portugueses a encontrar trabalho

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- Se lhe pedissem para acrescentar um aos Dez Mandamentos para Portugal, qual escolhia?

a) Não aldrabarás o plano da troika

b) Não gastarás como alemão, produzindo como marroquino

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c) Não tornarás a confiar nos políticos

- Se recebesse um telefonema de Deus, o que diria?

a) Perdoai-me Senhor

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b) Já chegou a minha hora?

c) Com que então existes, pá...

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