CECÍLIA BOLOCCO: A NOVA EVITA

Foi Miss Universo, bailarina, modelo e estrela de TV. Agora, se o marido ganhar a segunda volta das eleições, pode chegar a Primeira-Dama da Argentina

11 de maio de 2003 às 17:48
CECÍLIA BOLOCCO: A NOVA EVITA Foto: D.R.
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“Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher”. Carlos Menem sabe melhor do que ninguém o quanto este ditado é verdadeiro. Candidato à presidência da Argentina, tem tido a esposa como uma autêntica sombra, sempre pronta a ajudá-lo em todos os pormenores da campanha. E que sombra.

Cecília Bolocco é tão ou mesmo mais famosa do que ex-presidente do país ‘das pampas’, agora a concorrer novamente a tão cobiçado lugar – já esteve dez anos no cargo. Aos 38 anos, esta chilena que deslumbrou o mundo ao ser eleita, em 1987, Miss Universo prepara-se para vestir a pele de Primeira-Dama, situação com a qual sonha há anos.

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Beleza e charme são apenas duas das muitas características da ‘senhora Menem’, determinantes para atingir o estatuto de diva, agora apurado pelo facto de se revelar também uma exímia mulher de negócios. Em boa hora. Antes desta faceta no mundo da alta roda financeira e política, Cecilia Bolocco costumava apenas ser reconhecida pelo porte elegante e distinto, e pelas formas curvilíneas, mas muita gente olha-a hoje como uma pessoa interessante, capaz de ser o ‘braço direito’ de um futuro Presidente.

A transformação teve lugar há dois anos, quando a prisão (domiciliária) do marido, 13 dias após o casamento, a empurrou para o mundo dos ‘tubarões de fato e gravata’. E o que parecia uma missão impossível acabou por revelar-se uma bem sucedida operação de 'marketing' pessoal. O empenho foi tanto que Cecilia chegou ao ponto de fazer vários discursos políticos em nome do marido. Certo dia, perguntaram-lhe onde é que arranjava forças para desempenhar tão bem tais funções, e ela, que todos afirmam ser uma romântica, respondeu prontamente: “no amor”.

Estrela dos media Antes desta faceta, Cecilia Bolocco construiu à sua volta uma poderosa imagem de mulher da comunicação. No Chile, onde nasceu a 19 de Maio de 1965, toda a gente a conhece e venera. Mas o percurso nem sempre foi fácil. Depois de falhar a entrada no curso de Desenho, devido a ter médias baixas, optou por Engenharia Civil, do qual desistiu ao fim de um semestre. O seu futuro não estava ali.

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O tiro de sorte na vida de Cecilia Bolocco aconteceu com a vitória no concurso à mulher mais bonita do planeta. Foi o primeiro passo para ingressar no mediático mundo da televisão, primeiro com uma experiência ‘Martes 13’, depois num contrato que a levou a apresentar o noticiário latino da CNN. Em Março de 1990, casou com Michael Young, produtor de televisão norte-americano, altura em que decidiu que a estação de Ted Turner não iria ser o seu último posto de trabalho. Conduziu então o programa da Telemundo ‘La Buena Vida’, ao qual se seguiram ‘Ocurrió Así’ e ‘Esta Noche con Cecilia Bolocco’, este último a valer--lhe dois Emmy’s: melhor apresentadora e melhor produtora de televisão latina. Com uma vida tão preenchida, acabou por assinar o divórcio que pôs fim a cinco anos de casamento, voltou ao Chile e deu a cara por ‘Viva el Lunes’, em parceria com Álvaro Salas e Kike Morandé. Este último foi apontado como seu amante, Cecilia desmentiu e sempre o considerou “um amigo”.

EM CASA COM ELE

Segundo reza a história, o romance com Carlos Menem teve início numa entrevista feita pela ex-Miss Universo em casa do então presidente. A estada na Argentina prolongou-se e começaram a correr os boatos, que hoje toda a gente confirma serem verdadeiros. Afinal, parece ter sido amor à primeira vista. ‘Chechi’, como é conhecida no seu país, tem ainda no currículo a participação na telenovela mexicana ‘Morelia’, onde fazia o papel da vilã da história, e a entrada (só em alguns episódios) no elenco de ‘Yo Soy Betty, la Fea’, gravada na Colômbia.

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Agora, à espera de um muito desejado filho de Menem, conta que o marido vença a segunda volta das eleições, que tem lugar no próximo dia 18. Se tal não acontecer, após a maternidade terá uma dura luta para voltar à ‘caixa que mudou o mundo’, deixada para trás devido à aposta na campanha eleitoral. Os jornais argentinos dizem que, cuidadosa como é, Cecilia fez já contactos para o caso do futuro da família não estar na política. Afinal, a sua imagem televisiva vale grandes audiências.

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