Europeus a viverem em Portugal

Quando os GNR cantaram que queriam ver ‘Portugal na CEE’, no coro ouvia-se reticências. Um País ressacado da ditadura não estava apto para converter o refrão em realidade. Após cinco anos, Mário Soares, primeiro-ministro do IX Governo Constitucional, cumpria o rock de Rui Reininho.

01 de julho de 2007 às 00:00
Europeus a viverem em Portugal Foto: Francisco Paraíso
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A 1 de Janeiro de 1986, Portugal entrava na Comunidade Económica Europeia. Desde esse passo, gigante para uns, e mediano para os cépticos cativos, fomos ganhando a palavra de honra numa Europa que cresce a olhos vistos. E hoje, 1 de Julho, o dia fica exarado na História em escrita maiúscula. O miniparaíso, fundado por Dom Afonso Henriques, e governado por José Sócrates, assume, por um período de seis meses, a Presidência do Conselho da União Europeia (UE). Em vinte e um anos de aderência não é a primeira vez que nos bate à porta o cargo honorífico de dirigir a principal instância de decisão da UE. É a terceira. Este mandato assume a missão histórica de liderar a aprovação formal de um novo Tratado da UE.

Cumprida a agenda, só nos apontarão o dedo por termos sido inéditos. Aproximar a UE do Brasil é uma das apostas. Para reafirmar a intenção de unificar tais laços, a estreia começa comme il faut: cimeira UE /Brasil, a iniciar já quarta-feira. Portugal, que nem sempre consegue milagres, conseguiu o apoio dos outros 26, incluindo a Espanha que poderia sorrir mais na promoção de um outro país de expressão espanhola. Em consequência, boa, como convém, a terra de Vera Cruz passará a ser a oitava parceira estratégica, auferindo o mesmo estatuto dos Estados Unidos, Rússia e Japão.

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Não é só a pátria do samba que contará com a atenção do Velho Mundo. Também África, os países da bacia do Mediterrâneo, em especial do Magrebe, sentirão colo. A cimeira UE/África, a realizar no último mês do exercício, rematará a proximidade com o segundo continente mais populoso do planeta.

Em que céu estiver Albert Einstein, engolirá o que rabujou antes de morrer. “Dificult” que a Europa arrepiasse caminho. Difícil, e a Física que desculpe, é partir o mar ao meio e encontrar pessoas oriundas de toda a UE que vivam em Portugal. Mas encontrámos.

EMBAIXADOR DO CHIPRE

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O embaixador do Chipre, Nearchos Palas, desfaz a dificuldade que é descobrir cipriotas em Portugal: “Há pouquíssimos”. Cinco famílias, quase todas no estrangeiro. De comum, estes dois países têm: “O sentido da diáspora e a simpatia.” E tique do pedal. Guiar depressa. O diplomata de 52 anos prefere que a UE não dê nega à Turquia que, desde 1967, ocupa o norte do Chipre: “É uma excelente forma da Turquia começar a respeitar os direitos humanos.”

No mesmo ano em que a Grécia ingressou na CEE, em 1981, Christina Karayianni chegou a Portugal. Na mitologia grega, “Europa” foi uma jovem bonita, raptada por Zeus que a depositou na Ilha de Creta – éden onde Christina nasceu. O homem com quem viria a casar, e que nunca a raptou, viu-o em Atenas. Casaram em Lisboa. Recorda que lhe fazia impressão as ruas desertas. Portugal cresceu “e comparado com a Grécia é mais europeu”. Espera que a UE traga um bouquet “de igualdade e mais equilíbrio à Europa”. Quando o casamento acabou, não voltou para a terra do Sócrates grego: “Não podia separar as minhas três filhas do pai.” Comercializa joalharia.

Harald Mueller, 37 anos, não vende jóias, lecciona Ourivesaria na ARCO. Natural de Villingin, Alemanha, por razões culturais só tinha um objectivo: “Sair da Alemanha.” A UE ajudou: “A viagem fica mais livre, sem complicações.” Aproveitou a deixa. Durante as férias, que coincidiram com a Expo’98, a paixão por Portugal estalou: “Mal passei a ponte 25 de Abril fiquei apaixonado.” Fez campismo. Abriu uma loja de roupa com dois amigos germânicos. Eles voltaram, menos ele. O negócio mudou para antiguidades. O estado civil solteiro é só no BI: “Vivo com uma portuguesa.”

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Foi por causa de um portuga que Katerina Rubackova disse bye bye à República Checa. Conheceu o rapaz, em 2000, em Lisboa, durante o Erasmus. A previsão de Vinícius de Moraes em relação ao amor não falhou: eterno até que dure. A eternidade findou. “Fiquei cá e não me arrependo”. Bem feita. A UE, “aumentou o poder económico” e estabilizou-lhe a carteira. A médica anestesista, nascida em 1976, apesar de ter as melhores impressões da medicina do seu país, “Só me vejo a exercer em Portugal, que é um país que adoro”.

MUITAS PROFISSÕES

Profissões não é o que falta a Zydrunas Jankuskas: “Fui padeiro, carpinteiro, trabalhei com máquinas agrícolas”. Saiu de Pagegiai, Lituânia, com CV para aguentar o desafio da viagem: “Aventura”, que dura há sete anos e com francos resultados: “Sou dono de uma empresa de andaimes”. Já não faz bolos, cadeiras, é um executivo. Agradece à UE: “Podemos construir uma vida bastante melhor”. As saudades não são compensadas com o clima ameno “mas ajuda a distrair a falta da família”.

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A natureza não precisou de sol para aumentar a descendência de Pirete Lepikult, 28 anos. Trigémeos foram as consequências de um chat na internet. Claro. A informática não faz tudo. O marido foi a Rapla, Estónia, ela veio a Portugal. E daqui não sai há seis anos. “Gosto das pessoas, do ambiente, da simpatia”. Afirma que a integração na UE “traz mais oportunidades para todos”. Voltar não saiu dos planos, já que “nunca” é demasiado forte.

E os sentimentos. Corine Saulneron, 32 anos, parisiense, responsável pela Livraria Francesa do Instituto Franco-Português, em 2003 deixou a cidade das luzes por motivos amorosos. “Aqui é mais calmo. Há mais tempo para desfrutar da vida social”. Não estudou a língua de Camões, mas desenrasca bom vocabulário. A Europa é a sua casa. Uma das razões que a levam a gostar de Portugal é sui-generis: “Anda tudo mais devagar”.

Já a lentidão irrita Sandra Riedl, jornalista vienense, nascida no ano do cavalo de fogo. “Aqui as coisas não são bem organizadas”. Quilos de burocracia. “Viver juntos e em harmonia” é a eficaz ilação da UE. Desde que o marido trabalha numa multinacional, em 2002, instalou-se na Quinta da Marinha. “Portugal oferece uma excelente qualidade de vida”, só dispõe de um senão: Salazar ganhou um concurso.

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Mal os cravos do 25 de Abril vieram para a rua, Guilhermo D’ Allera, 60 anos, actual presidente da Casa Espanha, saiu de Badajoz para ir trabalhar para Angola. Em 1975, ano do PREC, a empresa colocou-o em Lisboa. Não se importou. Gosta de viver ao pé de casa. E além de tudo, “quem nasce em Badajoz tem sempre algo de português dentro de si”. Considera-se “muito europeísta” e assegura que a UE é o futuro dos povos da Europa.

Por África andou e anda Ulf Bjorkert, sueco, engenheiro civil, 64 anos invisíveis, casado com uma simpática moçambicana. Classifica a UE de “Bem necessário”. Entre um punho de viagens, todas de negócios, a partir dos finais do anos 70, Portugal torna-se a sua base fixa: “Onde há tudo o que é de melhor”: Oportunidades comerciais, sol, que na Suécia é curto ou em demasia.

Não apenas a meteorologia é a pêra doce de Portugal, “mas idem os melhores vinhos”, brinca Angélica Heldt, uma finlandesa na Quinta da Bicuda. Residia em Londres, mas o amor da sua vida quis voltar para Portugal.Responsável de uma empresa de Turismo de Animação, e com outro negócio na manga, Angélica, 36 anos, mãe de um bebé, não manda o recado por ninguém: “Estou muito feliz por viver cá”.

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NOIVAS FELIZES

Mas as noivas são as mais felizes. É o caso da inglesa Carla Wyburn, violinista, que toca, e bem que se farta, na Orquestra da Câmara Municipal de Cascais e Oeiras. Fundou o String Quartet Solutions, que, como o nome diz, “é a solução musical para qualquer evento”. Foi em Lisboa que conheceu o arquitecto com quem em Julho dirá o sim senhora, mas mesmo que o destino não os tivesse cruzado, não voltaria: “Aqui há mais oportunidades de trabalho do que na Inglaterra”.

Paul Bernard, mestre em estudos Portugueses/Brasileiros, nasceu em 1957, ainda Malta estava atada ao Império Britânico. Para este fã da cultura lusa, que fez os estudos em Londres, a UE “representa o fim das guerras e uma maneira de sobreviver num mundo de globalização”. Depois de várias estadias, em 1990, trouxe toda a bagagem. “Sou guia-intérprete oficial”, e assegura que Portugal e Malta têm muito em comum. Menos no espaço: “Que é o que lá faz falta”.

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O Luxemburgo, ainda é mais pequeno, e a Paul Bradtké quase que lhe faltava o ar. Há oito anos que Portugal lhe curou a asma emocional. “Vim para trabalhar em ferro e vitrais”, mas o atelier converteu-se em restaurante. Chama-se Doze Mesas. Considera óptimo a ideia da UE, mas não há bela sem senão: “É difícil unir as mentalidades dos vários tipos de europeus”. Casado com uma portuguesa, na agenda só existe uma prioridade: “Viver no campo.”

A Malveira toca rente na natureza. É onde mora Siobhan Keating, irlandesa de Dublin, que em 2001 elegeu Portugal para, juntamente com o marido, desfrutar da reforma. “Era uma excelente oportunidade”. Só pode. A idade de 47 anos não condiz com o verbo parar, mas na Irlanda não só há boa cerveja, há boas respostas: “Já trabalhei muito” numa firma de software. Agora só se dedica à promoção das actividades da Associação irlandesa. A vantagem principal da UE é promover “o desenvolvimento económico”.

DE FÉRIAS À SÉRIA

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De férias, à séria, veio Marta Ziolecka, trintona, polaca. Parou na ilha da Madeira, seguiu para o Algarve e o ócio descarrilou em Lisboa. A tradutora gosta, adora, o País de Pessoa. “Não é só a gente, é o ritmo”, em Varsóvia a velocidade é o turbo. Se as saudades apertam, o avião é o antídoto. “A Europa está cada vez mais pequena”. Isto é; as passagens aéreas estão baratas.

EM 1965, quando Lon Sensten era hospedeira da SAS, nem por isso. Quando a linha Lisboa/Rio de Janeiro a retém em Lisboa, conhece o marido, que foi chão que deu uvas, graças a deus. “Fui ficando”. O clima, que atrai tanta gente, tem nula importância: “Eu não vivo do sol. A economia está difícil”. A actual gerente torce o nariz à UE: “Há países que não podem concorrer. O euro tornou a vida mais cara”.

“Money” foi a dica que influenciou Peteonela, 36 anos, a largar a Roménia. Contudo, o vil metal que esperava, é mentira. A verdade foi outra: “A vida não é cor-de-rosa”. Nunca foi. Quer comprar uma casa e passar a velhice “lá”. Cá, feitas as contas, ainda servirá muitas refeições no restaurante Stop. Mas nem tudo é mau. “Portugal acolhe bem os estrangeiros”. Se a UE fosse uma pessoa, dava-lhe um abraço: “Ofereceu-me uma vida melhor”.

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Questões de contabilidade é com Iveta Mlynarova, a eslovaca de 27 anos que diz rápido o que pensa: “Gosto de trabalhar fora do meu pais, em países latinos”, como Portugal que é o país do seu mais que tudo. Não só o amor aconteceu em dois anos. Nem tinha piada. “Tenho interesse pela cultura portuguesa”. Trabalhar sem dificuldades burocráticas é a festa que a UE dá.

Susana Lasvlo, pós-graduada em Estudos Portugueses, iria a essa festarola. “A UE facilita as deslocações e a papelada”. Nasceu na Hungria, em Jyor, na cidade de Miki Fehér. Dá aulas de alemão e faz traduções. Portugal tem a maravilha que a Hungria nunca terá: Mar. “Para mim isso é muito importante”. Uma surfista precisa de ondas.

As mulheres de lingerie. David Scialpi, italiano de Verona, 36 anos bem feitos, aproveitou a chance profissional e rumou a Lisboa. “O negócio deu frutos”. Aliás, árvores. Em seis anos abriu 120 lojas da marca Intimíssimi. “A UE oferece muitos sucessos comerciais. Não penso em voltar”. Nem pense. Casa, moto e barco animam o ritmo.

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BATERISTA HOLANDÊS

Robert Lacroix, 36 anos, é um baterista holandês, que, numa noite de 1997, conheceu a mãe dos seus filhos. “Estava a actuar no Alcântara Mar”. Não tardou, para que alma e malas se juntassem. Apesar das facilidades da UE, essa canja “ainda não chegou a todo o lado”. Agora, a música é outra: trabalha no Continente. Quer regressar a Armhem: “Mas quem é que convence uma portuguesa a sair de Portugal?”

A irmã de Egija Masalska natural de Riga, jovem de 23 anos, convenceu-a a morar em Portugal onde “a vida é cara. A culpa é do euro”. Mesmo assim, nada mal, “aqui ganho mais do que na Letónia”. A entrada na UE “solidifica o crescimento cultural e económico”. O frio sem neve, que nada tem a ver com projecto de Monnet, é o que lhe chateia: “Parece um Inverno de plástico”.

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Ivaylo Temelkov, 34 anos, búlgaro, já viveu na Suécia, e faz seis anos que virou as costas ao sol da meia-noite para trabalhar na Delifrance, em Loulé. Estar na UE é motivo para que o peito alargue: “Sinto muito orgulho”.

Johan Diels, 25 anos, belga de Antuérpia, apesar de só estar entre nós há cinco meses, “desenrasco-me no idioma”. Licenciado na área da Ecologia/Biologia e em Ciências Políticas e Sociais, recém--chegado da cimeira do G8, este activista, que trabalhou numa ONG na Bélgica, recebeu um fundo da UE para colaborar no GAIA. Sobre a UE, a sinceridade vale por si: “Há mais coisas que unem do que as que nos separam, o que é tanto um ponto positivo como negativo. A individualização e a fragmentação social aumentou”.

Mateja Rozman veio de Lubliana para concluir a tese de mestrado em Linguística Comparada e ensinar Língua e Cultura Eslovena na Faculdade de Letras de Lisboa. Não revela a data de nascimento. Fica a perder. A foto mostra juventude. Sobre a UE, cose a boca para revelar as vantagens e desvantagens. “Só gostaria que essa união de terra não fosse só uma palavra vazia ou um ideal com que se sonha”. Nós também.

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O ENCONTRO DOS VINTE E SEIS

A Torre de Belém foi o pano de fundo. E o encontro foi saudado pelo sol, indicador do clima gabado por muitos parentes desta família de 26 que assentou morada em Portugal. Zydrunas diz que ajuda a espantar as saudades. Lon enjeita o álibi ameno. Aterrou e foi ficando, sem hora para partir. Num sábado ao final do dia, todos chegaram com a pontualidade da terra de Carla.

Os atrasos lusos, a que Johan aponta o dedo belga, ficaram em casa. Coisa de latinos, engavetada na cultura, que não escapa ao interesse de Iveta. A praia deles agora é esta. Plena de mar, predicado indispensável para a surfista Susana. Quando as marés estão longe, muitos marinheiros desta viagem, como Mateja, contentam-se com o Tejo. Tanta água dá de beber ao negócio. A linha de lingerie de David vai de soutiens em popa.

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Os euros também cresceram na carteira de quem trouxe fisgada uma vida melhor, como Peteonela. E como Egija. Num espaço maior, agradece um dos Pauls, sedento dos metros quadrados que o Luxemburgo não tem para oferecer. Para o outro, guia-intérprete, o mapa também mudou. Amor ou paixão à primeira vista? Harald nem hesita: foi a segunda. Katerina tomba mais para a primeira. O andamento é outro, elogia Corine, mais calmo.

Mas quando a calma bate no fundo e a burocracia ganha terreno, Sandra levanta a voz. Vale a qualidade de vida, que convida a desfrutar da reforma, diz Siobhan. Para o vizinho mais chegado, Guillermo, conta a proximidade de Espanha. Aqui, num país regado pelo melhor que Baco deu ao Mundo, destaca Angélica. E sentado à boa mesa, lembra Ivo. Bem europeu, defende Christina. São as pessoas que o fazem, com a sua simpatia, garantem Marta, Nearchos e Pirete. Ulf arrisca ir mais longe: Portugal é farto em tudo o que há de melhor. Será por isso que Robert já desistiu de convencer a mulher a voltar para a Holanda? “Quem quer sair de Portugal?” Eles, por enquanto, não querem.

POPULAÇÃO / LITERACIA / DESEMPREGO / TELEMÓVEL / INTERNET / SALÁRIO MÍNIMO

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Alemanha: 82,400,996 / 99% / 7.1% / 79.2 milhões /50.616 milhões / *

Áustria: 8,199,783 / 98% / 4.9% / 8.16 milhões / 4.65 milhões / *

Bélgica: 10,392,226 / 99% / 8.1% / 9.46 milhões / 5.1 milhões / 1259 euros

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Bulgária: 7,322,858 / 98.2% / 9.6% / 6.245 milhões / 2.2 milhões / 92 euros

Chipre: 788,457 / 97.6% / 5.5% / 718,800 / 298,000 / *

Dinamarca: 5,468,120 / 99% / 3.8% / 5.469 milhões / 3.763 milhões / *

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Eslováquia: 5,447,502 / 99.6% / 10.2% / 4.54 milhões / 2.5 milhões / 217 euros

Eslovénia: 2,009,245 / 99.7% / 9.6% / 1.759 milhões / 1.09 milhões / 522 euros

Espanha : 40,448,191 / 97.9% / 8.1% / 41.328 milhões / 19.205 milhões / 666 euros

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Estónia: 1,315,912 / 99.8% / 4.5% / 1.445 milhões / 690,000 / 230 euros

Finlândia: 5,238,460 / 100% / 7% / 5.231 milhões / 3.286 milhões / *

França: 63,713,926 / 99% / 8.7% / 49.37 milhões / 29.945 milhões / 1254 euros

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Grécia: 10,706,290 / 96% / 9.2% / 10.043 milhões / 3.8 milhões / 668 euros

Hungria: 9,956,108 / 99.4% / 7.4% / 9.32 milhões / 3.05 milhões / 258 euros

Irlanda: 4,109,086 / 99% / 4.3% / 4.21 milhões / 2.06 milhões / 1403 euros

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Itália: 58,147,733 / 98.4% / 7% / 72.2 milhões / 28.87 milhões / *

Letónia: 2,259,810 / 99.7% / 6.5% / 1.872 milhões / 1.03 milhões / 172 euros

Lituânia: 3,575,439 / 99.6% / 3.7% / 4.353 milhões / 1.222 milhões / 174 euros

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Luxemburgo: 480,222 / 100% / 4.1% / 720,000 / 315,000 / 1570 euros

Malta: 401,880 / 92.8% / 6.8% / 324,000 / 127,200 / 585 euros

Holanda: 16,570,613 / 99% / 5.5% / 15.834 / 10.806 / 1301 euros

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Polónia: 38,518,241 / 99.8% / 14.9% / 29.166 / 10.6 / 246 euros

Portugal: 10,642,836 / 93.3% / 7.6% / 11.448 / 7.783 / 470 euros

Reino Unido: 60,776,238 / 99% / 2.9% / 61.091 / 37.6 / 1361 euros

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Rep. Checa: 10,228,744 / 99% / 8.4% / 11.776 / 5.1 / 288 euros

Roménia: 22,276,056 / 97.3% / 6.1% / 13.354 / 4.94 / 114 euros

Suécia: 9,031,088 / 99% / 5.6% / 8.436 / 6.8 / *

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Nota: * países onde não há um salário mínimo estipulado por lei

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