Formas de abandonar em festa este ano velho

Com dinheiro pode-se ter violinos e mordomo. Com imaginação vários fogos-de-artifício ao mesmo tempo. As histórias mais peculiares e os conselhos para saltar de ano.

20 de dezembro de 2009 às 00:00
Formas de abandonar em festa este ano velho Foto: d.r.
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Ouve-se um violino no quarto durante o jantar. Não tarda vão soar as doze badaladas e o País estará a comer passas e a formular desejos de Ano Novo algures entre casas de amigos e familiares em festas mais ou menos privadas, mas num hotel algarvio a música é outra: um violinista particular exibirá dotes musicais frente aos clientes que tiverem comprado um dos programas do ‘Luxos de fim-de-ano’ do Suites Alba Resort & Spa. Custa qualquer coisa como 397 euros a noite numa ocupação dupla. Haverá também um mordomo às ordens para acorrer a qualquer solicitação durante o jantar do casal. Mas a verdade é que não se esgotam no luxo e na opulência as formas e feitios de entrar no Ano Novo de forma diferente da maioria. E nem todas envolvem euros em barda.

NO ALTO DA SERRA

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Do solitário (e grátis) ponto mais alto da serra da Arrábida, Bruno Cosme não se faz acompanhar por nenhum mordomo. Nem ouvirá violinos. E, no entanto, lá em cima, consegue ver uma surpreendente miscelânea de fogos-de-artifício às doze badaladas de 31 para um. "A primeira vez que fiz isto foi em 2002, achei que era um sítio especial, onde gostaria de estar na passagem para um novo ano. Imaginei que se conseguiriam ver todos os fogos e realmente a ideia que tinha concretizou--se: vejo os de Sines, Setúbal, os vários de Lisboa e os de Sesimbra a 500 metros de altitude, é uma sensação única".

Bruno, um engenheiro mecânico de 30 anos, tem conseguido ao longo dos anos desencaminhar os amigos para o alto ("muito frio") da Arrábida numa das noites mais planeadas do ano. Sem fraque ou vestido de gala, antes com muita roupa em camadas para não congelar a diversão. "Este ano se conseguir arranjar alguém para ir comigo também vou. Entretemo-nos a preparar a comida que levamos, a conversar, a olhar para as estrelas, a pensar e até a rezar. É um bom sítio para tomar decisões". Para ele não é bem um ritual, "antes uma maneira de celebrar".

DEBAIXO DE ÁGUA

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Em Sesimbra, a quilómetros dali e a meia hora da meia-noite, um grupo de mergulhadores preparar-se-á no dia 31 de Dezembro para entrar no mar gelado e, já lá dentro, desenhar com os corpos e as lanternas a coreografia que representa o ano que se aproxima. "A ideia não é ir ver peixes. É estarmos todos juntos debaixo de água. O espaço entre nós é de menos de um metro, para formar os números, mas mesmo assim levamos champanhe e passas para dentro do mar. Debaixo de água consegue fazer-se de tudo", graceja Jorge Silva, de 34 anos, do centro de mergulho Anthia Diving Center, que iniciou a tradição do Réveillon Subaquático há três anos e que hoje é um dos parceiros, junto com a autarquia (que patrocina toda a comemoração), o Turifórum (grupo para a dinamização de actividades económicas da localidade) e a Associação para a Dinamização do Mergulho, da molhada festa que se começa a organizar muito antes dos mergulhadores partirem.

É certo que passar a meia-noite com uma garrafa às costas e água por todo o lado não agradará a todos. Há-de haver quem se arrepie com a descrição. Mas interessa a muitos e a prova disso é que já 60 pessoas se inscreveram no programa deste ano. O ano passado passaram das cem inscrições. E nem todos os participantes são mergulhadores credenciados. Há acompanhantes que aguardam na tenda (aquecida) – enquanto comem e conversam, claro está – o regresso dos encharcados corajosos. Matam-se dois porcos e faz-se uma festa gulosa antes de se rumar às ruas da localidade para mais festejos – estes mais normais para os padrões da maioria dos portugueses.

HARE KRISHNA

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Na passagem-de-ano de 2003 para 2004 se houve coisa que Eduardo Marino, de 41 anos, sentiu depois de uma celebração (bem) inusitada foi relaxamento. E não foi por ouvir violinos particulares num quarto de hotel. O jornalista passou a meia- -noite num templo do Movimento Hare Krishna – corrente monoteísta do Hinduísmo (no caminho da consciência de Krishna não se recomenda o consumo de álcool e cigarros e segue-se uma dieta lacto-vegetariana) num centro na Estefânia, em Lisboa.

"Nesse ano estava bastante engripado, com febre, a achar que não ia conseguir sair da cama mas fui quase ‘raptado’ por um grupo de amigos que me levaram ao templo. Só sabia que era um sítio onde as pessoas procuravam a paz de espírito mas não fazia muito a ideia do que se ia passar". Deviam ser umas 21h00 quando entraram no templo e só de lá saíram depois da meia-noite e meia. "Entrámos mais em contacto com o lado espiritual. E normalmente as pessoas não fazem isso na passagem-de-ano, em que o que predomina é o lado físico. A sala estava cheia e houve rituais, cânticos, entoámos o mantra ‘Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare’, acompanhei o mais que pude e eles mobilizaram toda a gente, iam convidando um a um para participar e houve uma energia muito boa", que quase fez o jornalista esquecer a gripe que até então lhe tolhia a vontade de comemorar. "Saí de lá bem mais desentupido e pronto para continuar a festa noutro lado. Acho que se nos visse de fora ia achar que éramos um grupo de maluquinhos mas valeu a pena por ser diferente".

MEIA-NOITE EM DOIS PAÍSES

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Foi precisamente o que fez Nuno Anjos, director de marketing, no ano passado: continuar a festa noutro lado, celebrando a meia-noite nos dois sítios: no primeiro e no segundo. Confuso?

Nuno, 39 anos, entrou em 2009 primeiro na Finlândia e de seguida na Suécia. Um transfer levou-o de um local ao outro, em menos tempo que a hora que separava os dois países. "Quando me falaram disso pensei: ‘porque não celebrar duas vezes já que isso é possível?’ Quer num lado quer no outro os rituais são muito parecidos, muda a decoração", graceja Nuno, que, junto com dois amigos, começou a noite em terras finlandesas à volta de uma fogueira ao lado de um lago gelado, a ouvir danças folclóricas e a beber vinho quente e terminou a noite "na Suécia, junto a outra fogueira e a beber vinho quente. E foi muito estranho ouvir duas vezes as vivas de ‘Bom Ano Novo’ ao passar da meia-noite mas pensei: ‘Ok, tragam lá o vinho outra vez’". Este programa ronda este ano os 2000 euros com tudo incluído.

Para entrar em 2010 Nuno optou por uma festa única, em vez das duas que celebrou na entrada para 2009. "Depende de ano para ano aquilo que decido fazer: este ano vou para Andorra com a minha mulher e o meu filho mas em 2002 também experimentei uma que me marcou e que foi muito diferente – no meio do Bósforo", em Istambul, estreito que marca o limite dos continentes asiático e europeu, dentro de um barco. Extravagâncias à parte, os réveillons que lhe trazem mais saudades e aqueles que melhor recorda foram aqueles que passou com os avós, "que já partiram".

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NA CASA DO PAI NATAL

Alexandre e Andreia Antunes, um casal de médicos de Leiria, acharam que aos 12 anos as filhas, Inês e Carolina, estavam na idade certa para conhecerem a aldeia do Pai Natal, na Lapónia, e por isso apanharam o avião em direcção à magia da infância em vésperas da passagem-de- -ano de 2008 para 2009 por uma quantia que rondou os 5000 euros. "A priori sabíamos que íamos estar num país nórdico, acima do círculo polar árctico, por isso muito frio, e onde não haveria muita população". Quando chegou a planeada noite de Ano Novo já a família tinha visitado uma quinta secular do século XII onde se fazia criação de renas e dado uma volta de trenó puxado por elas.

"Até alimentámos as renas bebés e tomámos chá no bosque, numa casinha que parecia a dos sete anões", descreve o pai Alexandre. Da aldeia conheceram a casa do barbudo que distribui as prendas, viram com olhos de ver a fábrica onde se fazem os presentes e passearam em trenós puxados por huskies "em bosques virgens cheios de neve". Na noite de Ano Novo deliciaram-se "com a carne de rena" que integrava o menu e pediram desejos num ritual que misturava frigideiras, fogueiras, metal e baldes de água e ainda revelava previsões para o futuro. "Às miúdas calharam coisas como amigos e viagens e elas ainda hoje falam nisso quando arranjam um amigo novo ou planeamos umas férias".

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SIMPLESMENTE, A DORMIR

Para Mafalda Sousa, de 28 anos, todos estes apelos são poucos para a vontade maior que tem de se passear por casa na noite mais agitada do ano, enquanto todos celebram. "Nunca dei importância ao festejo em si, é uma comemoração que não me diz nada, aliado ao facto de não gostar de saídas nocturnas. Na adolescência era mais um pretexto para sair com os amigos mas a partir de uma certa idade comecei a dar-me ao luxo de festejar esta época como bem entendia, ou seja, em casa e muitas vezes a dormir. Cheguei a mentir aos meus amigos, inventando destinos e festas para não ter de justificar esta minha opção".

O ano passado a administrativa jantou com o marido e os dois deitaram-se para dormir antes da meia-noite, indiferentes aos fogos e aos champanhes e às cantorias nas casas alheias. Este ano, se o Rodrigo, que nasceu há 3 meses, deixar, o programa das festas repete-se debaixo dos lençóis. Sem culpa, sem luxo, sem extravagância de registo. Mas, ainda assim, na esperança de um bom ano.

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"ESTRANHO MAS MUITO GIRO"

Nuno Anjos garante que também tem passagens-de-ano normais. "Por exemplo, há três anos passei com os meus pais, em casa". Não foi o que aconteceu no réveillon de 2008 para 2009 – experimentou passar o ano duas vezes, ouvir gritar duas vezes ‘Feliz Ano Novo’ e brindar duas vezes como se fosse a primeira vez. Fez o primeiro brinde na Finlândia e logo apanhou um transfer para a fronteira com a Suécia, onde chegou a tempo de uma nova meia-noite. "Foi estranho, é verdade, mas muito giro ao mesmo tempo".

DESTINOS DE ÚLTIMA HORA

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Na agência Abreu a maioria dos destinos apresenta já datas esgotadas, como Cabo Verde, Cuba e Nova Iorque. Ainda há lugares para voar até ao Brasil, um dos destinos mais caros para este réveillon e dos que tem sido mais pedidos, a par da Madeira e dos cruzeiros no Douro. Na Rotas do Mundo os mais desejados têm sido também Cabo Verde e Madeira, mas ainda há lugares para ambos, ao passo que na Best Travel, em Leiria, Paris foi o primeiro destino a esgotar mas ainda há esperança de última hora na Madeira. Na agência Nomad ainda tem possibilidade de conhecer o melhor da Jordânia.

72% EM CASA

3219 pessoas, de ambos os sexos e residentes no continente, responderam a um inquérito da Multidados sobre esta passagem-de-ano:

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a. A maioria dos inquiridos tenciona ficar em casa (72,34%), sendo que 56,82% vão para casa de amigos/familiares e 15,52% ficam na própria casa; 8,98% do total tenciona passar o ano numa festa de rua.

b. Quanto a tradições que os portugueses não deixem de cumprir no dia 31 de Dezembro, 20,43% bebe champanhe, 19,80% come uvas-passas, 14,32% pede desejos e 10,49% dá um beijo aos seus amigos/familiares; Para além dos 1,84% que não têm nenhuma tradição neste dia, 1,33% dos portugueses agarra panelas e tachos para fazer barulho e 1,43% sobe uma cadeira com a perna direita.

c. Mais do que no Natal, no fim do ano o SMS é o meio mais usado para desejar FELIZ ANO (63,38%), havendo 16,06% de inquiridos que o desejam por telefone e 13,48% pessoalmente.

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COSTUMES EXCÊNTRICOS À MEIA-NOITE

Em Portugal extravasa-se a alegria da passagem-de-ano a bater nas panelas à janela. Se nós por cá comemos doze passas de uva ao soar de cada badalada, os brasileiros preferem roer sete sementes, embrulhá-las num guardanapo e guardá-las na carteira. No meio da euforia, na Escócia mulheres beijam mulheres e homens beijam homens, mas na boca. Já os dinamarqueses sobem às cadeiras e, na viragem do ano, saltam para o chão. Na Alemanha e na Áustria derrete-se chumbo para uma bacia de água. Dizem que assim se adivinha o futuro. Costumes.

PONTO MAIS ALTO DA SERRA

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Se puder é lá, no ponto mais alto da serra da Arrábida, que vai passar este ano a passagem de ano, um quase ritual que tem desde 2002 (embora com intervalos). A caminhada em direcção ao topo começa "durante a tarde, com as mochilas às costas". E Bruno Cosme, engenheiro mecânico, só não dorme lá para dia 1 porque não pode. "O parque é protegido, se não ficava lá a dormir". Descem por volta da uma da manhã.

ALDEIA DO PAI NATAL APROVADA

Alexandre e Andreia Antunes foram, juntamente com as filhas, Inês e Carolina, na passagem-de-ano 2008 para 2009 à aldeia do Pai Natal, na Lapónia. "Adorámos, foi muito divertido para toda a família". Na noite de 31 para 1 seguiram os costumes locais e entregaram-se à descoberta da diferença entre a Finlândia e Portugal. Este ano o local escolhido para o réveillon é menos inusitado mas foi escolhido pelas filhas. "Vamos ao Funchal, já ouvimos falar muito do fogo-de-artifício e como as meninas não conhecem vamos aproveitar agora". Sempre que o casal consegue conciliar os serviços no hospital, viajam nesta altura do ano.

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O QUE FAZER DEPOIS DOS EXAGEROS

São os conselhos da nutricionista Paula Veloso para o ano todo, mas destinam-se aqui especialmente para os que abusam nesta quadra.

PASSO 1 - EVITE DOS REFRIGERANTES: Apesar de conterem água também contêm muitos açucares.

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PASSO 2: PARA AS DIGESTÕES DIFÍCEIS: Pode tomar sais de frutos, que ajudam à digestão. Mas não exagere.

PASSO 3 - FAÇA EXERCÍCIO LIGEIRO: Dar uma volta de bicicleta ou fazer uma caminhada é aconselhável depois de uma noite em que se exagerou.

PASSO 4 - EVITE AS REFEIÇÕES PESADAS: Leite com cereais, sopa e fruta, tudo coisas com pouca gordura.

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PASSO 5 - BEBA MUITA ÁGUA: Para limpar o organismo e desintoxicar. Pode tomar-se um chá.

PROPOSTAS QUE NÃO SÃO PARA TODAS AS CARTEIRAS

PALÁCIO DO FREIXO

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O Palácio do Freixo, no Porto, recebe os convivas com um cocktail de boas-vindas às 20h00 na Sala dos Espelhos, uma das mais mediáticas do Palácio. Seguem-se menus de excelência. Por 320€ por noite, em quarto duplo.

SUITES ALBA RESORT & SPA

O Suites Alba Resort & Spa, no Algarve, tem um programa específico: ‘Luxos de fim-de-ano’ inclui mordomo, violinos, aulas de culinária e até salto de avião para os mais destemidos. A partir de 397 euros, em quarto duplo.

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QUINTA DAS LÁGRIMAS

A Quinta das Lágrimas, em Coimbra, tem muita história dentro de quatro (e mais) paredes. Há programas de uma noite, na passagem-de-ano, a partir de 250 euros por pessoa: estada, pequeno-almoço, jantar e brunch.

VILA JOYA E JOY JUNG SPA

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O restaurante Vila Joya é o único em Portugal com duas estrelas Michelin. O spa é aquilo que se vê na imagem. Na noite de passagem-de-ano há fogo-de- -artifício previsto, música ao vivo e cocktail. Por 285 euros por pessoa.

"OS RITUAIS DÃO-NOS UMA SENSAÇÃO DE ESPERANÇA": Catarina Mexiatem 45 anos e é psicóloga clínica e terapeuta familiar

Por que é que no início de um novo ano as pessoas são tentadas a estabelecer metas a cumprir no novo ano, sonhos a alcançar?

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Porque é importante termos objectivos, ter algo pelo qual ansiamos e em função do qual nos organizamos. Todos os rituais de celebração do Ano Novo têm a ver com isso.

É importante termos esses rituais?

É muitíssimo importante, dá-nos uma sensação de esperança, algo por que lutar. Não termos estes horizontes pode conduzir-nos, em último caso, à depressão. Em geral, uma sociedade sem objectivos é uma sociedade triste.

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Nesta época de crise os rituais podem assumir uma importância ainda maior para as pessoas?

Não, porque temos sempre a tendência para desejar que as coisas sejam sempre melhores, independentemente do que tenha acontecido no ano que passa.

A adesão a esses rituais simbólicos, sejam as doze passas ou a roupa interior azul, por exemplo, pode trazer benefícios para a saúde?

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É uma ajuda, sim. O efeito da psicologia positiva é efectivo.

Portanto, os rituais são saudáveis e por isso muito importantes.

São saudáveis e extremamente importantes, fazem muita falta. Mas não devem condicionar a nossa vida negativamente. Devemos ter em conta que, apesar de planearmos e desejarmos certas coisas, elas podem não acontecer.

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AS BORLAS DE NORTE A SUL DE PORTUGAL

No Porto a festa começa pelas 22h00, na avenida dos Aliados, e conta com o popular Emanuel. Em Aveiro a animação arranca no Rossio e termina na praça do Peixe, às 6h00. Na Nazaré vão estar seis palcos espalhados pela marginal e praia e em Lisboa os Xutos dão um concerto, em Belém. Em Faro são os sevilhanos La Selva Sur que vão dar música no largo de S. Francisco.

"JUNTEI DUAS SUITES NO HOTEL DE PARIS"

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Herman José, em 1994, convidou um grupo de colaboradores, amigos muito chegados e a mãe "e fomos até Monte Carlo passar 4 dias. Juntei duas suites gigantes no primeiro andar do Hotel de Paris e passámos a meia-noite no Sporting Club de Monte Carlo. O custo? Cerca de 3% do que paguei nesse ano em impostos".

"NÃO FAZÍAMOS CONTAS AO DINHEIRO"

Lili Caneças recorda com saudade a "mais luxuosa passagem-de-ano. Foi no Palace Hotel, em Saint Moritz, na Suíça, nos anos 70. Era a melhor estância de ski da Europa, para onde a realeza ia esquiar, como o Xá da Pérsia. Nessa altura eu e o meu ex-marido não fazíamos contas ao dinheiro mas senti-me uma pobrezinha no meio do luxo".

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"FOTOGRAFAR UMA MANTA GIGANTE"

Mário Ferreira, aquele que deverá ser o primeiro português a ir ao espaço, viajou para uma ilha das Maldivas, onde só se chega de hidroavião. Foi em 2008 e o empresário viajou com a mulher. "O objectivo era ir fotografar uma manta gigante". Cerca de trinta mil euros foi quanto lhe custou o sonho.

VIMOS O PÔR-DO-SOL EM TIMOR"

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Ângelo Correia, no final de 1971, estava em Díli, Timor, a cumprir o serviço militar. No último dia do ano rumou, de jipe, para a pousada de Maubisse, no alto das montanhas. "Fui eu e a minha mulher. Vimos o pôr-do-Sol lá, que nos ficou gravado na memória e que ainda hoje não se esquece". O político tinha então 25 anos.

"O FOGO É BONITO, DO MAR AINDA MAIS"

Zé Pedro não esquece a noite em que passou o ano a bordo de um veleiro de um seu amigo, na Madeira. "Já é bonito ver aquele fogo da baía, mas do mar ainda é mais bonito", assegura o guitarrista dos Xutos & Pontapés. Foi em 2000 e Zé Pedro acabou por ficar na ilha por uma semana. "Diverti-me imenso!"

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