JOSÉ CID: QUERO VER O CASTELO BRANCO NA POCILGA

“São sete e meia, amor / Tens de ir trabalhar.” A frase da sua canção ‘A Pouco e Pouco’ parecia premonitória. Hoje José Cid acorda todos os dias com o raiar do Sol, com ganas de cultivar a terra e cuidar dos animais na sua quinta em Águeda.

10 de outubro de 2004 às 00:00
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O tempo da boémia é pretérito perfeito. “Nas minhas terras planto aveia, o cereal indicado para alimentar as minhas quatro éguas de competição”, conta o ex-vocalista do Quarteto 1111.

Durante todo o ano é preciso lavrar, semear, colher e carregar fardos de aveia na herdade de dez hectares que herdou do pai. “É uma vida árdua mas tem as suas recompensas”, explica.

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O que lhe dá mais dores de cabeça é o dinheiro que gasta com o aluguer da maquinaria. “A vida do campo não é tão dura como antigamente.” Os tractores e ceifeiras vieram dar uma ajuda na lida da terra. “São é muitos caros.”

A paixão pela terra só compete com a dos cavalos. Cid, nome de cavaleiro medieval, já ganhou torneios equestres. E nem uma aparatosa queda em Março o fez desistir de uma carreira com trinta anos. “Espero continuar a montar durante muito mais anos.”

O artista defende que a agricultura deveria ser promovida nas escolas e não através de um ‘Rurality Show’. Mas não vai perder pitada da ‘Quinta das Celebridades’ e está ansioso por ver José Castelo Branco em acção num chiqueiro de porcos: “Será que ele vai perder o seu broche na lama?”.

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Está mais confiante na prestação da sua amiga Cinha Jardim: “Ela andou em África. Está habituada ao campo”. De Avelino Ferreira Torres não espera surpresas. “É um homem do norte. Cá dos meus.” Os outros? “Estão lá para embelezar a paisagem.”

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