MAIS VALE MORTO...
No mundo inteiro há artistas que mesmo mortos “rendem” autênticas fortunas. Quem ganha são os herdeiros, editoras e público
Amália Rodrigues, Zeca Afonso e António Variações são alguns nomes inesquecíveis da música portuguesa. Artistas que morreram mas cujos álbuns continuam a vender a ritmos alucinantes e a proporcionar lucros aos seus herdeiros.
A revista norte-americana Forbes publicou um estudo relativo ao ranking das celebridades mundiais falecidas que mais “renderam” em 2001. No topo da lista aparece Elvis Presley, cuja obra prefez um total de 37 milhões de dólares (cerca de 38,046,272 euros) durante 2001. Em segundo lugar surge Charles Schulz, o “pai” do Snoopy. Ele morreu em 2000 mas os seus desenhos continuam a “sair” em todo o mundo .
Regra geral, a criação artística é salvaguardada e, após a morte do criador, os herdeiros beneficiam “direitos de autor” – o que pode permitir uma vida confortável como foi o caso, por exemplo, de Priscilla e Lisa Presley.
No filme Era Uma Vez Uma Rapaz (em exibição), Hugh Grant veste a pele de um homem que vive dos direitos de autor de uma canção natalícia escrita pelo pai.
E em Portugal? António Variações deixou o mundo em 1985. Dois anos depois, foi a vez de Zeca Afonso sucumbir a uma doença. Em 1999 a diva do fado, Amália, abraçava a paz eterna. Estes são alguns exemplos de portugueses que continuam a vender e que são constantemente galardoados pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).No Brasil, onde segundo consta a arrecadação de direitos de autor nem sempre é fácil ou pacífica, os herdeiros de alguns compositores recebem anualmente enormes quantia pela utlização das músicas e letras nas mais variadas formas. As canções que mais rendem são Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e Aquarela do Brasil, de Ary Barroso.
Vendas após a morte
Maria Lisboa
Cerca de 22 mil exemplares. Em 2000. Galardoado com a Prata.
O Melhor de Amália, vol II
Cerca de 29 mil exemplares. Em 2000. Galardoado com a Prata e com o Ouro.
The Art of Amália
Foi editado em 1998. Até hoje vendeu cerca de 41 mil exemplares. Foi galardoado com a Prata e o Ouro.
Baladas e Canções
Foi editado em 1998 e galardoado pela AFP com a Prata.
Agora e Sempre
No ano da morte do artista, este álbum recebeu a Prata
O Melhor de António Variações
Foi editado em 1997 e reelançado este ano. No total vendeu mais de 80 mil exemplares. Logo em 1997 recebeu a Prata, o Ouro e a Platina. Em 2002 recebeu a Dupla Platina.
Prata: vendas superiores a 10 mil exemplares.
Ouro: vendas superiores a 20 mil exemplares.
Platina: vendas superiores a 40 mil exemplares.
As 13 figuras mundiais que mais “renderam” em 2001
Nome e Milhões
1 - Elvis Presley - 38
2 - Charles Schulz - 29
3 - John Lennon - 20,5
4 - Dale Earnhardt - 20,5
5 - Theodor “Dr. Seuss” Geisel - 19,5
6 - George Harrison - 17,5
7 - J.R.R. Tolkien - 12,3
8 - Bob Marley - 10,2
9 - Jimi Hendrix - 8, 2
10 - Tupac Shakur - 7,2
11 - Marilyn Monroe - 7,2
12 - Jerry Garcia - 5,1
13 - Robert Ludlum - 5,1
Fonte: Revista Forbes, 12 Agosto 2002
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