Pesos menos pesados

As regras da mesa continuam apertadas mas a vida ganhou outro sabor. Elas arranjaram leggings e eles sex-appeal

04 de setembro de 2011 às 22:00
Pesos menos pesados Foto: António Gamito, Fremantle
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Fábio nunca mais comeu bife com batatas fritas. Nem pastéis de nata ou bolas de Berlim. Não que não tenha visto as iguarias, antes as suas preferidas, no prato de familiares e amigos ou na montra das pastelarias do Porto, terra onde nasceu e cresceu, mas porque não quer e não pode voltar a engordar. Levou tão à letra os ensinamentos do ‘Peso Pesado', do qual se sagrou vencedor há um mês, que a nutricionista incluiu-lhe no cardápio massa e arroz, para manter o peso, e Fábio ainda não os conseguiu comer. Tem um medo terrível de voltar a ver no espelho o ‘Fabuxa', o ‘gordo' - como lhe chamavam na rua -, medo da balança passar da amiga que hoje é à inimiga que já foi.

Há cinco meses, Fábio Neves e outros 19 concorrentes entravam na herdade do programa da SIC com peso - muito peso - a mais na bagagem. Mas, e ao mesmo tempo, com uma esperança grande num futuro mais magro. Fábio, de 1,73 metros, perdeu 51 kg até à final. No último mês perdeu mais um. Está com 72 e o aviso dos médicos de que está na altura de parar. De então para cá as conquistas são significativas. Como "conseguir atar os cordões dos sapatos, uma coisa que tinha deixado de fazer há muito tempo", e subir escadas sem esforço adicional.

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De então para cá mudou todas as rotinas, à excepção das que se referem a Vanessa, namorada desde os 14 anos e sua dupla no programa. "Não posso viver sem exercício físico, não consigo estar um dia sem ir ao ginásio, é um vício bom", considera. "E no nosso frigorífico só entram coisas light, apesar da alimentação saudável ser mais cara", partilha Vanessa, com quem vai casar em breve graças ao prémio de 50 mil euros. Os namorados passam agora "horas no supermercado. Lemos os rótulos de tudo, estamos atentos aos hidratos de carbono, aos açúcares, sabemos escolher".

Incentivados pela perda de peso do casal, os irmãos mais novos da noiva já perderam muitos quilos. Na família de Fábio, actualmente desempregado, ninguém, além dele, sofria de obesidade. Ele próprio não era suposto que sofresse.

"Dos seis aos 14 anos joguei futsal mas tive problemas familiares e abandonei". O facto de a avó, de quem era muito próximo, ter morrido nessa altura também lhe abalou a vida, desequilibrando a balança e a auto-estima. Hoje já não entra nas lojas "só para ver a moda", para logo sair de mão vazias. "Agora visto o 40 e posso comprar essas roupas que se usam".

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A ALEGRIA DO 42

Vanessa Mesquita, também de 21 anos, e também do Porto, do Bairro do Aleixo, lembra-se "de ser gordinha desde sempre". No passado meteu-se "em dietas" que a fizeram perder peso para logo depois voltar a engordar. "Era a parte psicológica que não dava; é difícil para mim explicar o conforto que a comida me dava, a ansiedade dava-me para comer". Também no passado frequentou um ginásio de onde saiu "por ser a única pessoa com excesso de peso. O olhar das pessoas magoava muito".

Fazia erros que hoje sabe serem cruciais, como não tomar o pequeno-almoço de manhã, para depois "almoçar em exagero", e arredar os legumes da sua alimentação. "Hoje tenho uma nova vida: acordo, preparo o pequeno-almoço com o Fábio, que pode ser uma fatia de fiambre de peru em pão integral e fruta, e vamos para o ginásio. Há verduras que ainda não consigo mastigar muito bem porque não estava habituada ao sabor, mas habituei-me à nova alimentação".

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Também deixou de pegar no carro "para ir a um sítio a um ou dois minutos de distância". Difícil agora é decidir a roupa todas as manhãs. "Demoro imenso a escolher o que vestir desde que comprei as roupas com que sempre sonhei: calças de ganga e vestidos . Até já tenho um fato de banho". Do 54 passou a vestir um 42 que lhe encheu o ego de vaidade e alegria. "Antes parecia uma mulher mais velha, usava roupa que era para o meu peso, mas não para a minha idade. Sou finalmente a rapariga de 21 anos que sempre quis ser".

Rodrigo Santos assina por baixo: "Além de ser um Rodrigo novo, com menos peso, sou finalmente um Rodrigo que se sente com 18 anos por fora e por dentro". A prová-lo não só a indumentária jovem que exibe, comprada nas lojas eleitas por todos os teenagers do País, mas também a "vontade de aproveitar a vida nova". Leia-se ir para o Algarve com amigos, onde esteve a semana passada, e sair à noite, "até dançar um bocadinho. Antigamente fechava-me em casa, sentia-me mal em certos ambientes, agora faço coisas que nunca tinha imaginado fazer. Antes era eu que não tinha planos, quando saía com amigos não tinha nada para fazer, porque não era suposto".

E essa exclusão inclui o coração. Rodrigo, que nunca namorou, recebe agora dezenas de convites. Pedidos de amizade no Facebook. "Sinto esse assédio, mas no sentido positivo. São dezenas de mensagens a pedir para me conhecer, a elogiar. Quando era o gordo isso não acontecia. Sentia-me discriminado por elas" - admite, com humildade, garantindo que os pedidos não lhe têm, ainda assim, tirado o sono. "Se for a ligar a todas não pode ser. Tenho de encontrar alguém de quem eu goste e que goste de mim pelo que sou".

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E também pelo que conquistou, embora Rodrigo, residente na Póvoa de Santo Adrião, Odivelas - e que se prepara para se inscrever numa agência e sonha com a TV - mantenha no fundo do armário a roupa de números grandes, bem "como as fotografias antigas à vista. É importante ter presente o passado" longo de obesidade. "Sempre me lembro de ser obeso, não tenho recordações de mim magro. O meu pai até achava que lhe tinham trocado o filho".

"OLHA A GORDA!"

Márcia Cristina Lopes, de Beja, tinha quase tudo para se sentir realizada: casa, emprego, amigos e família acolhedora. Faltava o quase, que era pesar 133,9 kg aos 33 anos. A obesidade surgiu na infância e acentuou-se na adolescência, quando começou a notar "o preconceito das pessoas". Com a entrada nos escuteiros soltou-se, mas o choque voltou após mais uma dieta falhada: "Perdi 14 kg e logo de seguida ganhei 18. Tinha problemas de saúde e estava a bater no fundo".

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O ‘Peso ‘Pesado' foi o clique para dar a volta completa à vida. Rescindiu contrato com a escola onde ensinava Inglês e Português, pegou na mãe - que ansiava ver a filha com namorado - e inscreveu-se: "A minha prioridade não era arranjar alguém, pois sempre pus a minha realização pessoal à frente de uma vida familiar. Procurava algo para me encontrar. Isolava-me, com a desculpa de corrigir testes, e refugiava-me na comida. Agora consigo tempo para tudo e posso dar-me uma oportunidade de ser feliz".

A mudança também entrou no guarda-roupa de Márcia. "Quando vi que mudara do número 56 para o 46 comprei logo dois vestidos, um rosa e um verde, que dei à Cristina, por ser a cor da equipa dela. Mudei quase tudo. Guardei umas t-shirts e dois dos 20 pares de calças de ganga que tinha. Antes tinha tanta roupa mas nunca sabia o que vestir".

Ajustou as refeições a intervalos menores, com sopa, legumes e "nada de açúcar", e o corpo saltou do sofá para o ginásio. Hoje, apesar de desempregada, só lamenta as peles descaídas, "na barriga e nas coxas", e anseia por uma plástica que de momento não pode pagar sozinha - "se alguma clínica fizer a oferta, aceito". Apesar do que já conquistou, Márcia quer continuar a perder peso. "Ainda sou obesa, mas já desci um degrau".

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Cristina Sousa não contém a sonora gargalhada quando lhe perguntam se o preconceito dos outros nunca a fez envergonhar-se dentro da pele que é sua. "Sempre pensei: ‘Sou uma pessoa fantástica e não há ninguém melhor do que eu!'", sobreavisa. Graças a essa auto-estima enfrentou com leveza situações que inibem muito boa gente, gorda ou magra: "Era muito grande, as pessoas tinham medo de mim. Quando comentavam era no bom sentido".

Os epítetos eram lançados na praça pública, no meio da avenida, em noite de marchas populares, de traje de festa e arco na mão. "Olha a gorda. É gorda mas ginga-se bem!", ouvia, bem defendida dentro do casulo tecido pelo orgulho. No trabalho partia as cadeiras onde se sentava. Os colegas riam-se e Cristina fazia coro com eles.

"Namorei todos os rapazes que quis e foram muitos", acrescenta. Nem é difícil de acreditar. Afinal Cristina não perdeu tempo e, mesmo dentro da herdade, enamorou-se por Ricardo. Ela pôs o divórcio a correr. Ele fez as malas em Beja e partiu de bagagem cheia mas com menos 48,6 kg no corpo para o apartamento que agora partilham em Setúbal. "Lá dentro agarrei-me muito a ele. Foi um grande apoio em tudo", justifica. E ‘tudo' significa uma perda de 38 quilos, à custa de uma mudança brutal no estilo de vida. Antes, devorava refeições de fast-food em menos de 20 minutos. Agora só prevarica no chocolate preto, mas com a autorização da nutricionista.

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A primeira coisa que a formadora de Setúbal fez foi correr para o Forum Montijo para sentir nas mãos os sacos com as roupas que sempre tinha desejado. Uma minissaia de ganga azul e umas bermudas brancas de linho. "Fiquei louca. Logo eu que adoro roupa e compras. Mudei o guarda-roupa todo", confessa. Vestia um tamanho 54. Trocou-o pelo 44 e já não há montra que lhe franqueie os impulsos consumistas.

Ricardo Guerreiro, 29 anos, "não tinha grande relação com as mulheres". Desde há quatro anos que estava sem namorada. Foi preciso mudar o seu corpo, emagrecer, para redescobrir o prazer dos afectos. Com Ana, não chegou a namorar, "houve uma atracção, uma química", confessa. Mas, "com a Cristina, foi a redescoberta do amor". Dia 6 de Agosto, Ricardo pediu Tita (como era conhecida na herdade) em casamento, num jantar onde juntaram alguns amigos para os surpreender com o enlace - que só deverá acontecer no ano que vem. A relação evoluiu tão depressa que o ex-concorrente da aldeia de Nossa Sra. das Neves, Beja, foi viver para Setúbal. O casal partilha agora casa com um primo e um amigo de Tita.

Na escola, Ricardo já sentia a "crueldade" de lhe chamarem gordo. Aos 14 anos, quando deixou de estudar, já pesava 100 kg. E antes de ir para o programa tinha 133,3 kg. "Não me considerava gordo porque o meu peso não influenciava em nada a minha vida", recorda. Mas o Filipe convidou-o para fazer dupla. Ricardo aceitou, sem nunca acreditar que chegassem a ser seleccionados para o ‘Peso Pesado'. Certo é que demonstrou uma vontade inabalável de emagrecer e conseguiu mesmo perder 48,8 kg. Roupa? "Não sobrou nada" com a passagem do 58 para o 42. "Senti pela primeira vez que tenho o poder da escolha. Antigamente, comprava o que havia. Hoje, tenho muito mais auto-estima. Comecei a ver que o desporto é um aliado". Pesa 86 kg, mais 1,3 kg porque está a recuperar massa muscular, a conselho do médico.

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Tanto Ricardo como Filipe Matias continuam desempregados. E à espera de dividir os 25 mil euros que este último ganhou no prémio de casa. Mas, entretanto, Filipe dedicou-se à causa. Está a organizar uma maratona de BTT contra a obesidade, a 13 de Novembro, em Beja. As mudanças que o ‘Peso Pesado' trouxeram para a sua vida são um exemplo que pretende mostrar ao Mundo. "No programa também quis demonstrar a algumas pessoas que era capaz. Quando uma pessoa chega aos 170,9 kg, toda a gente à sua volta fica descrente". Por isso, Filipe, 33 anos, é o primeiro a acreditar nos outros.

Por amor mudou. Pelo filho, Bernardo, de dois anos e meio. "Ele é extremamente activo e eu já tinha dificuldades em acompanhá-lo, dava 20 passos e estava cansado", conta Filipe. "Prefiro que o meu filho não fique com essa imagem de mim. Quero que ele me veja sempre assim". O ex-concorrente, que vive na pacata aldeia de Nossa Sra. das Neves, em Beja, terminou o programa a pesar 100,4 kg (perdeu 70,5) e agora tem 97 kg.

"Continuo a treinar. Fui para o programa para me reabilitar psicológica e fisicamente. Eu não continuo a fazer dieta, agora a minha alimentação (saudável) é um estilo de vida". Filipe não esquece que engordou porque estava "demasiado empenhado em ser bem sucedido na vida". "Fiquei um pouco cego por ter uma empresa e estar a construir algo". Acontece que a falência do negócio o fez olhar à volta e aperceber-se de que construíra uma espiral destrutiva para a sua saúde e para a família.

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Em Outubro do ano passado Sandra colocou uma banda gástrica (cirurgia bariátrica, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa). "Estava desesperada. Não aguentava mais. Pesava 140 kg. Já não me sentia bem comigo própria. Cheguei ao ponto de achar que não tinha forças para lutar contra o [excesso de] peso. A comida era mais forte. Pensava: ‘Não vou fazer mais nada, não vale a pena'", recorda. Levantava-se a meio da noite para comer. Era um prazer amargo. "Era capaz de comer restos, um iogurte, um doce". Mas, depois, com a banda gástrica, emagreceu. Chegou aos 105 kg. "Foi complicado. Tive que passar um mês só a líquidos. Outro só a papas. E vou ser sincera: não cumpri. Se calhar pus a minha vida em risco, mas não consegui".

A entrada na herdade trouxe a Sandra Martins, 29 anos, um reconhecimento que se vê na rua. No parque central da Amadora - durante esta entrevista - as crianças e os pais, que por lá passeavam, pediam ao ex-casal Sandra e João Braz autógrafos. Fotografias. "Vocês são namorados?", pergunta Edivânia, 12 anos. O amor está no ar. Mas eles para já dizem que estão a "recuperar a cumplicidade".

Quando viviam juntos na Reboleira, Sandra queria sempre mimar o pai da sua filha, Diana, com os prazeres da cozinha. "Apesar de nessa altura eu estar a engordar de dia para dia, não olhava para mim. Desde que fomos viver juntos, o João engordou bastante. E eu dizia-lhe ‘não podes continuar assim, qualquer dia dá-te uma coisa'. Mas só via o lado dele".

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Quando Sandra fez a operação, emagreceu. Mas não foi capaz de manter. Chegou ao ‘Peso Pesado' com 116 kg. Mas para o concurso encheu-se de determinação. No final do programa pesava 94,4 kg (perdeu 21,6 kg). "Eu sempre soube que sou bonita. Mas hoje entro num vestido 42 e fica-me lindamente".

Sandra está determinada a continuar a emagrecer, até porque de desempregada passou a comercial no ginásio PrimeFitness. Neste momento pesa 89 kg.

Tanto Sandra como João sempre foram muito activos. Embora o peso os estivesse a cansar, não era o suficiente para lhes limitar os movimentos. De 153,1 kg, Johnny (como é conhecido) chegou a finalista do ‘Peso Pesado' com 98,8 kg e agora pesa 95 (menos 58,1). Não lhe sobrou um único par de calças tamanho 58/60. Hoje veste 46. E até brinca com isso: "Agora já encontro roupa mais na moda".

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Aos 32 anos, Johnny retomou uma velha rotina desportiva da adolescência. Ainda não se aventura no andebol, basquete, ou futebol, mas já não perde uma ida ao ginásio. Mas a falta de emprego ainda lhe tira o sono. "É obvio que numa entrevista de trabalho pensa-se sempre que uma pessoa magra tem mais agilidade". E é isso que quer experimentar.

Por entre um assobio e acordes de guitarra acústica, Rui Veloso entoa num verso dorido o desejo do menino que queria "voar como o Jardel sobre os centrais". O tema chama-se ‘Não me Mintas' e pertence à banda sonora do filme ‘Jaime'. A vida da concorrente Karen Silva não tem o glamour das personagens dos filmes, mas nada a impede de partilhar o sonho: ser estrela nos campos do futebol feminino.

Fará este mês provas de captação no 1º Dezembro, clube de Sintra. Um dia gostava de jogar pela selecção. Leva menos 35 quilos (em relação aos 145,2 kg iniciais), que podem fazer milagres no remate à baliza.

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Muitas vezes a estudante do ensino secundário perdeu o jogo nos ataques certeiros dos olhos dos outros. "Sentia que as pessoas me olhavam de lado na rua, por causa do monstro que eu era. Às vezes, quando estava a jogar, ouvia chamarem-me ‘gorda' ou ‘baleia'. Mas o futebol era a única coisa que me fazia correr", admite. Depois das bocas e dos olhares, custava-lhe "não poder responder" porque, afinal, eles "até estavam a dizer a verdade", ironiza.

Na herdade, Karen encontrou argumentos para lhes responder: "Cresci em emoções e auto-estima". Cá fora, na sua casa de Queluz, além de um novo regime alimentar descobre uma atitude diferente dos dias em que "evitava sair para não ter de suportar os comentários jocosos" e, sobretudo, a felicidade, que pode até vir em malha de fibra. "Comprei umas calças de fundilho, que toda a minha vida sonhei vestir, mas que nunca pude usar". Karen não sabe quantos números de roupa diminuiu, mas tem a certeza de que todos os sonhos cabem agora nas suas medidas.

A PÉ PARA O TRABALHO

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Maria José Baião Lopes, 50 anos, quis dar um empurrão na vida de Márcia, a mais velha das suas três filhas, pois o excesso de peso acumulado com a maternidade e a vida de cozinheira não a incomodavam por aí além. Fã do original ‘The Biggest Loser', viu em ‘Peso Pesado' a oportunidade. E terminado o concurso, nota que ganhou mais em saúde do que perdeu em quilos.

"Agora com menos 22,6 kg é que me apercebo do que me era difícil fazer. Tenho mais agilidade, subo as escadas a correr e vou a pé para o trabalho, são quatro quilómetros até Beja que faço ‘com uma perna às costas'. O meu erro era não saber comer. Por vezes estava até às 14 horas em jejum e depois o organismo assimilava tudo. Agora tenho cuidado, uso roupa mais colorida e mantenho o visual do concurso. Gosto!".

Com uma jovialidade que diz ter recuperado durante as semanas que passou no programa, Maria José admite que parou ali. "Noto a cara com mais rugas e também não me apetece perder mais peso para parecer mais velha". Mas por nada voltava atrás. "Todos me elogiam, gosto de ser reconhecida na rua e o meu marido diz que estou mais bonita. Se calhar, o mal foi ele nunca me ter criticado. Se ele não gostasse tanto de mim eu tentava não engordar, mas nunca se importou, dizia que mesmo com os quilos a mais eu era a mesma pessoa".

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Foi também uma lufada de ar fresco que tocou a vida de Fátima Maiato, 38 anos. Cabeleireira na ilha do Pico, Açores, criou três filhos enquanto o marido ganhava a vida no mar. "Desleixei-me, absorvida entre o trabalho e a família. E como gostava muito de comer, fui engordando, pois fazia mal as refeições, comia ao jantar tudo o que esquecera durante o dia".

Com os filhos crescidos e o marido, agora bombeiro, mais tempo em casa, Fátima achou que era tempo de mudar. "Estava pesada, tinha 115 kg, cansada, e isso incomodava-me, pois quando vestia uma roupa diferente sentia-me mal. Sempre gostei de me vestir bem, mas na sociedade só se elogiam os magros".

No programa de televisão encontrou "uma camaradagem para a vida e regras" que aplica em casa. "Só por ter abolido os fritos e os doces e fazermos caminhadas em conjunto, o meu marido, que pesava 128 kg, também perdeu 20. A princípio ele não aceitou muito bem a minha participação, mas agora agradece-me todos os dias".

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Fátima garante que as saudades que sentiu ao deixar para trás a família - "só quem é mãe é que sabe" - foram compensadas com o que ganhou em auto-estima. "Foi muito enriquecedor. Tenho pena de não ter ficado até ao fim, mas a sorte calhou assim. Isto é muito importante para todas as pessoas que querem perder peso. Conheço um rapazinho que fez o casting comigo e, apesar de não ter sido escolhido, perdeu 35 kg enquanto via o programa. Foi vendo e foi à luta". Pela parte que lhe toca, Fátima vai continuar a tarefa: "Vou ser sincera, nas festas vejo a comida e hesito, apetece-me arroz-doce ou pipocas. Mas faço um esforço. Tenho uma balança na casa de banho e Deus me livre de voltar atrás".

Foram os erros alimentares e anos de baixa auto-estima que deram a Tânia Cunha, 26 anos, um excesso de peso que chegou aos 110 kg. "Comecei a engordar aos 18 e já tinha experimentado de tudo para emagrecer, dietas, tratamentos... mas nunca voltava ao que era", conta. Apesar de manter uma relação estável há nove anos com um topógrafo e de nunca ter sido prejudicada na vida profissional ou pessoal, achava que as pessoas a olhavam de lado: "Pensavam ‘como é que uma esteticista pode ser obesa?' e nisso as mulheres são mais cruéis do que os homens", lamenta.

O cansaço que sentia no trabalho e a vontade de deixar de ser olhada na rua levaram Tânia a fazer dupla com Fátima no ‘Peso Pesado'. "Fiquei duas semanas e não esperava sair tão cedo, mas isso deu-me força para conquistar cá fora o que não consegui lá dentro". De volta ao Pico, Açores, renovou o guarda-roupa, mantém a alimentação regrada, "sem fritos, massas, e com mais grelhados", e faz exercício com regularidade: "Treino na máquina que tenho em casa".

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As maleitas da adolescência chegaram ao mesmo tempo à vida de Ana Gomes, até então magra - tão magra que aos 15 anos começava a entrar no mundo da moda - e fizeram-na engordar. Primeiro de mansinho, mais um quilo, mais dois, mais dez, dos quais não teve logo consciência, toldada que estava pelos antidepressivos para recuperar a alegria. "O grande aumento de peso foi nos últimos quatro anos da faculdade mas o clique veio mais tarde, quando comecei o desmame dos comprimidos".

O processo de engorda e depressão andaram a par e passo e só então percebeu "o tamanho que tinha". Foi um choque que a afectou "socialmente. Não conseguia acompanhar os meus colegas nas saídas à noite, nas caminhadas, porque ficava de rastos". Sexualmente "não influenciava. Para estar numa relação tenho de estar com alguém com quem esteja 100% à-vontade e o meu corpo faz parte de quem eu sou. É assim hoje e era assim antes".

Ana Gomes, de Lisboa, estava com 136,4 kg quando entrou para o programa, hoje tem 95. "Agora consigo ser eu a 100%, o meu exterior reflecte mais o meu interior. Danço, salto, brinco. Mas não estou obcecada com a perda de peso senão não é lucrativo a longo prazo. Cometo os meus excessos de vez em quando, um gelado aqui, outro ali, ainda no outro dia comi um arroz de peixe que me soube pela vida. Porque isto é para sempre e ninguém consegue manter uma dieta tão restritiva". Mas houve mais mudanças, que considera significativas.

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"Até a decoração do meu quarto mudei, está agora num estilo muito romântico e claro". Fechou a porta do emprego que tinha na empresa do padrasto, com quem fez dupla no programa, e está à procura de um novo rumo profissional, "na área da organização de eventos, da comunicação ou da televisão", que lhe permita "comprar todas as roupas lindas que agora posso vestir". A primeira aquisição para o novo peso foi "um vestido de linha império, vermelho, de alcinhas".

DISCRIMINADO

Ruben André, 23 anos, do Montijo, sentiu na pele a discriminação. "Numa entrevista o empregador prestava mais atenção ao meu corpo do que às minhas palavras", lembra. Tornou-se urgente perder peso, sobretudo porque o estudante de Marketing está prestes a terminar a licenciatura, numa área em que a concorrência é mais do que muita.

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Numa qualquer prateleira do passado ficaram arrumados os tempos de timidez, que o fizeram vacilar nos relacionamentos. "Quando estava interessado em alguém ia logo abaixo porque achava que ninguém iria interessar-se por mim. Quando tive uma resposta positiva fiquei surpreendido... não foi um namoro muito duradouro, mas deixou-me feliz".

O único desporto que o interessava era a natação. Mas havia um problema: tinha de se despir. "Talvez por isso nunca me inscrevi numa piscina. Criei uma defesa muito grande à minha volta e, mesmo sem que tivesse consciência disso, o excesso de peso determinava as minhas escolhas". Agora escolhe comer grelhados, saladas e não faltar ao ginásio. O menino que tinha alcunhas como ‘o fofinho', a quem familiares e amigos brindavam com apertões nas bochechas roliças, aprendeu a gostar de si. "Agora gosto do que vejo. Tenho vontade de fazer coisas novas e ir a lugares onde não podia ir". Tais como escalar a ilha do Pico ou saltar de pára-quedas, sonhos que concretizou no mês de Agosto.

Ouvir gritar "'estás gordo, mexe-me esse rabo, tens de lutar contra o mal que fizeste a ti próprio' pode ser violento para quem está fora do programa mas foi fundamental para levarmos este desafio em frente", afirma João Paulo Freitas, que perdeu 32 kg desde que entrou em o ‘Peso Pesado'. Aparentemente bem resolvido na vida profissional e amorosa, o empresário de 38 anos foi engordando aos poucos, com o stress do trabalho e da vida sedentária.

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"Até aos 18 anos estava bem, fazia desporto. E nem todos estão preparados para se verem como gordos, a resistência é grande", diz. Só quando o espelho lhe devolveu a imagem de um obeso foi à luta: "Fiz dietas com os melhores especialistas, mas passava sempre fome". A diferença na dieta actual reside nos "alimentos, específicos a nível de índice glicémico, que nos deixam saciados mais tempo, e no exercício. Já consigo subir as escadas até ao terceiro andar, o que não fazia antes". E nem as peles acumuladas no abdómen, que o levam a ponderar "recorrer à cirurgia", afectam o que já conquistou. "Este Verão fui à praia e comprei roupa na Zara".

Terminada a prova, que partilhou com a enteada Ana, Paulo deixa um conselho a todos os que querem perder peso: "Sem exercício nunca perdemos a gordura visceral, a que nos afecta mais a saúde, que faz colesterol e fígado gordo. É preciso activar o corpo e ter forte motivação psicológica, são as pequenas conquistas que nos fazem sentir que somos capazes".

AFECTOS PERDIDOS

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A infância terminou cedo demais para os irmãos Susana e Tiago Henriques, que dificuldades familiares atiraram para um lar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Cresceram separados um do outro e dos seus. Pensaram que ao concorrer juntos a ‘Peso Pesado' iriam resgatar o tempo e os afectos perdidos, mas Susana é a primeira a reconhecer que "não foi a melhor forma de o fazer".

Ela tinha 16 anos quando a mãe de ambos faleceu. Entrou em depressão, começou a comer compulsivamente e a engordar à mesma velocidade. Logo ela, que tinha sido ginasta do Ginásio Clube Português e que não se reconhecia no próprio corpo. Quem a conhecia também ficava "chocado".

A concorrente de Lisboa foi a que entrou com mais peso no programa: 170 quilos, em apenas 1,53 m de altura. Susana pesa agora 113 e diz que teve "direito a uma nova vida", mas ainda está longe de alcançar os almejados 58 quilos ou o almejado sonho de "vir a ser personal trainer".

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"Quem diz que não liga à obesidade está a mentir. Incomoda. E incomoda muito", afirma.

O irmão, Tiago Henriques, é auxiliar na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde vive, e tem vários projectos de voluntariado ligados a crianças e jovens desfavorecidos. O peso perdido faz toda a diferença: "Consegui pela primeira vez andar a correr com os miúdos na acção praia/campo", revela. Tiago sempre foi forte e nunca disciplinado no prato.

"Chegava a comer quatro costeletas ao almoço e um quilo de arroz ao almoço, não tomava pequeno-almoço e ingeria três ou quatro bolos por dia", diz, como quem faz o acto de contrição. Agora come à base de "grelhados e muita sopa", à conta dos quais perdeu 40 quilos (dos 139,9 do início do programa para os actuais 99 quilos). Tornou-se fã da loja Primark, onde comprou o seu primeiro conjunto de camisa, gravata e casaco, que vestirá no casamento do Fábio e da Vanessa, a 25 de Setembro.

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Passa muito tempo ligado ao Facebook, onde vê as mensagens de apoio dos seus 3198 ‘amigos'. Nunca foi e ainda hoje não lhe é fácil lidar com os relacionamentos sociais. "Quando era miúdo tinha namoradas mas não sou uma pessoa de me entregar, porque tenho muito medo de me magoar. As pessoas têm de me conquistar primeiro". E é isso que já fez saber a uma admiradora especial...

TUDO PELO FILHO

A maternidade está-lhe inscrita no código genético e Paula Santos, de 43 anos, sempre pôs os filhos à frente das suas prioridades - de tal forma que a decisão de concorrer ao ‘Peso Pesado' nasce em primeiro lugar de ajudar Rodrigo, o filho, com quem fez dupla, a emagrecer. "Queria perder peso por mim e por ele. Porque nunca tinha conseguido mudar nada nele, nos hábitos alimentares e de exercício, por mais que falasse sobre isso ele olhava para mim e dizia: ‘Oh mãe, mas tu também és gorda'". Mais do que uma viagem a solo, esta foi uma viagem para ambos à descoberta um do outro e de uma segurança perdida algures. Felizes estão os outros dois elementos do núcleo familiar da Póvoa de Santo Adrião, ambos magros, o marido e o filho mais novo.

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"O Rafael estava sempre a dizer que quando crescesse não queria ser como eu e o Rodrigo, que não queria ser gordo; o meu marido estava sempre a ralhar connosco". As dietas não são um ritual estranho para esta dona de um salão de cabeleireiro porque experimentou várias ao longo dos anos, cujos efeitos não duravam mais do que semanas. Arredou do menu o pão, as batatas, as massas e o arroz e habituou-se a cozinhar duas panelas: uma para si e para Rodrigo, outra para o marido.

"Não me faz diferença cozinhar para ele alimentos que não posso comer, é uma questão de mentalização e agora estou mentalizada. Nunca pensei caber num macacão e agora serve-me. Aliás, já me está largo, porque perdi mais dois quilos desde o fim do programa". Cinco meses depois do início da viagem traz na bagagem menos 36 quilos e amizades novas, e conquistadas, com o espelho e a balança.

PLÁSTICA RECONSTRUTIVA ENTRE 16 MIL E 28 500 EUROS

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A cirurgia plástica reconstrutiva "é fundamental para estes doentes que ficam em desespero", diz Tiago Baptista Fernandes, responsável pela cirurgia pós-bariátrica do Hospital de Santa Maria, Lisboa. "Muitos doentes referem que antes [de perderem peso] estavam melhor porque não estavam com flacidez". São feitas 4-5 cirurgias por doente.

Primeiro, um body-lift (no privado 4000 a 7000€) para remoção do excesso de pele na parte inferior da barriga e nas costas, e para reconstrução dos músculos. Segue-se a mastopexia, que integra um lifting mamário (desde 5000€) e a correcção do excesso de peles nos braços (8000€). Depois (3500 a 5500€) remove-se o excesso de gordura e peles nas coxas.

Por último, faz-se um lifting da face (3500 a 8000€) para dar volume à cara e contorno ao pescoço. Os custos no público são mínimos, basta pedir credencial ao médico de família - a conclusão do processo demorará, pelo menos, três anos.

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PROGRAMA

Os quatro finalistas - Fábio, Vanessa, João e Paula - estiveram três meses e meio na herdade do ‘Peso Pesado'.

CONCORRENTES

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"ESTAMOS JUNTOS NISTO" (Fábio Neves, 72 Kg, 21 anos)

"Eu e a Vanessa não nos sentíamos constrangidos com o corpo ‘antigo' na nossa relação porque sempre nos conhecemos assim, mas a verdade é que estamos juntos nisto: ambos sabemos o sofrimento que é ser obeso e a resistência a mudar".

Começou com 124 Kg

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"INSPIRAÇÃO PARA IRMÃOS" (Vanessa Mesquita, 82,9 Kg, 21 anos)

"Antes não ia conseguir caber num vestido de noiva e agora sim, já escolhi o do casamento. Além disso sou uma inspiração para os meus irmãos: a Ana, de 14 anos, perdeu 13 kg e o Carlos, de nove anos, perdeu 8 kg. Querem fazer tudo igual".

Começou com 129,2 Kg

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"JÁ NÃO FICO EM CASA" (Rodrigo Santos, 90 Kg, 18 anos)

"Quando saí da herdade estava tão magro que nenhuma roupa me servia. Mas era domingo à noite e as lojas estavam fechadas. Vesti roupa do meu pai durante dois dias. Agora o que me preocupa são as peles, é o que me falta para ser totalmente feliz".

Começou com 140,7 Kg

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"RICARDO FOI FUNDAMENTAL" (Cristina Sousa, 88 Kg, 30 anos)

"O meu divórcio sai no dia 13 de Setembro. Aproximei-me do Ricardo por termos passado por coisas muito boas e muito difíceis, em simultâneo, na herdade. Ele foi fundamental Agora cá fora as coisas duram aquilo que tiverem que durar".

Começou com 126,1 Kg

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"ABRI PORTAS A MIM MESMA" (Márcia Cristina, 97 Kg, 33 anos)

"O ‘Peso Pesado' foi uma grande mudança na minha vida. E voltava a rescindir contrato e a fechar as portas que fechei para poder participar, pois abriu-me as portas para mim mesma. Só posso agradecer a quem trouxe o programa para Portugal".

Começou com 133 Kg

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"NÃO TINHA COMPLEXOS" (Ricardo Guerreiro, 86 Kg, 29 anos)

"Peso-me dia sim, dia não. Estou a viver agora com o peso que nunca tive na adolescência. Mas nunca me senti constrangido. Eu não tinha complexos de ser obeso. Hoje, se fico 3-4 dias sem treinar, não aguento. E a minha alimentação também mudou".

Começou com 133,3 Kg

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"Há 13 ANOS EU ERA ASSIM" (Filipe Matias, 97 Kg, 33 anos)

"Quando comecei a namorar com a Catarina, a minha companheira, há 12/13 anos, eu tinha a imagem que tenho agora. Para já fui comprar só o mínimo necessário de roupa. Gosto da minha imagem. Só tenho algumas peles a mais na zona abdominal."

Começou com 170,9 Kg

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"SINTO-ME SAUDÁVEL" (João Braz, 95 Kg, 32 anos)

"Já não olho para mim da mesma maneira. Sinto-me mais saudável. E se antes eu já tinha uma auto-estima elevada, posso dizer que ainda me sinto melhor. Mesmo porque estabeleci objectivos e alcancei-os. A minha expectativa agora é arranjar trabalho".

Começou com 153,1 Kg

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"JÁ DESPERTO A ATENÇÃO" (Sandra Martins, 89 Kg, 29 anos)

"Hoje [os homens] já me olham de maneira diferente. As pessoas sempre me disseram que sou muito bonita e o que estragava aqui era o físico, agora o facto de estar muito mais magra desperta mais a atenção das pessoas. É isso que sinto".

Começou com 140 Kg

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"O QUE ME FAZIA CORRER" (Karen Silva, 110 Kg, 18 anos)

"O futebol era a única coisa que me fazia correr. Se não fosse por isso não fazia exercício físico. Quando chegava a casa à tarde comia duas sandes mistas e uma garrafa de leite com chocolate. Uma hora depois jantava um prato enorme de comida".

Começou com 145,2 Kg

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"ESTOU MAIS BONITA" (Maria José Lopes, 86,3 Kg, 50 anos)

"Agora tenho mais agilidade, subo e desço as escadas a correr e vou à praia sem ficar constrangida. Estou mais feliz, gosto de me ver na roupa e o meu marido diz que estou mais bonita e mais pequenina. Foi muito positivo, ainda mais na minha idade".

Começou com 108,9 Kg

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"RELAÇÃO MAIS QUENTE" (Fátima Maiato, 89 Kg, 38 anos)

"Sinto-me outra pessoa, mais confiante. Visto roupa diferente e gosto do que vejo, já posso usar leggings e calças corsário. E a relação com o meu marido mudou para melhor, estava um bocadinho fria, agora está quente, quente (risos)".

Começou com 115,7 Kg

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"COMPREI AS LEGGINS" (Tânia Cunha, 80 Kg, 26 anos)

"Adorei mudar o guarda-roupa. Vestia tamanho 52 e agora uso o 42. Ainda quero perder peso, mas já visto roupa mais justa, com cores, pois antes era tudo preto. A primeira peça que comprei foram leggings, que não usava porque me ficavam mal".

Começou com 110,1 Kg

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"OIÇO IMENSOS PIROPOS" (Ana Gomes, 95 Kg, 29 anos)

"Agora oiço imensos piropos na rua mas sinto-me envergonhada, deixam-me tímida. Sinto que hoje sou uma melhor amiga para os meus amigos porque consigo acompanhá-los em tudo sem ficar exausta. Até vou às compras a pé, sem pegar no carro".

Começou com 136,4 Kg

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"AGORA GOSTO DE MIM" (Ruben André, 86 Kg, 23 anos)

"Quando ia à praia, assim que saía da água vestia logo a camisola. Agora gosto de mim, porque gosto do que vejo. Participar no programa mudou completamente a minha imagem e elevou a minha auto-estima. Agora sou uma pessoa mais feliz".

Começou com 134 Kg

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"APRENDI A TER VIDA NORMAL" (João Paulo Freitas, 80 Kg, 35 anos)

"Faço uma análise extremamente positiva, não só pelo que consegui, pois os resultados são visíveis, mas por tudo o que aprendi. Isso é que faz diferença na minha vida, saber o suficiente para não voltar a engordar e fazer uma vida normal".

Começou com 112 Kg

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"NÃO ME RECONHECIAM" (Susana Henriques, 113 Kg, 28 anos)

"Comecei a engordar aos 16 anos, depois da morte da minha mãe. Tive uma depressão muito grande. Engordei muito depressa. Quem me conhecia antes, do tempo em que era ginasta, ficava chocado, pois quase não me reconhecia".

Começou com 170,9 Kg

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"APRENDI A COMER" (Tiago Henriques, 99 Kg, 31 anos)

"Aprendi finalmente a comer. Agora como coisas que eu nem sequer sabia utilizar, como as curgetes, por exemplo, que se põem na sopa para substituir a batata. A sopa é muito importante, pois é ela que me ajuda muito a encher a barriguinha".

Começou com 139,9 Kg

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"SÓ NÃO GOSTO DAS PELES" (Paula Santos, 77,1 Kg, 43 anos)

"Já fui jantar fora e já fui a festas depois de sair do programa mas consigo sempre controlar-me, estou a fazer tudo direitinho. No meu corpo só não gosto de ver as peles, mas é uma cirurgia muito cara. Era a cereja no topo do bolo tirá-las".

Começou com 113,1 Kg

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NOTAS

750 EUROS

Os concorrentes receberam 750 euros por cada mês na herdade. A maioria está desempregada actualmente.

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2 ANOS

Concorrentes vão ser acompanhados durante dois anos pela fisiologista do programa e nutricionistas.

70,5 KG

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Foi a maior quantidade de peso perdido. O feito foi de Filipe, o vencedor de casa (não foi finalista).

MAIS DE 500

Até à final do programa os concorrentes perderam mais de 500 quilos na herdade do ‘Peso Pesado'.

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53,6%

Em Portugal a taxa de prevalência da pré-obesidade e obesidade é de 53,6% para maiores de 18 anos.

CIRURGIAS

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Em 2010 estavam previstas para os hospitais públicos 1500 cirurgias de tratamento de obesidade.

CUSTOS

No País, a obesidade custa cerca de 500 milhões de euros/ano - diz estudo de João Pereira e Céu Mateus.

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CRIANÇAS

Obesidade infantil afecta 12,5% das crianças entre os 2 e os 5 anos e 11,3% dos 11 aos 15 anos.

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