Sofia Escobar: “É preciso correr riscos e lutar”

No teatro ela é Christine Daaé, a protagonista do musical ‘Fantasma da Ópera’ que está em palco em Londres. Sofia Escobar é um exemplo. A actriz Acha que “a humildade é essencial para triunfar na vida”

08 de janeiro de 2012 às 00:00
Sofia Escobar: “É preciso correr riscos e lutar” Foto: Direitos reservados
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Foi no final do curso, no conservatório do porto, onde estudou canto clássico, que Sofia percebeu que teria de mudar de vida. Ou vinha para Lisboa continuar os estudos ou abraçava um desafio maior. Ganhou uma bolsa de estudo em londres. Aos 31 anos, é um dos nomes mais promissores do meio teatral inglês.

Na televisão portuguesa, Sofia Escobar deu nas vistas na série ‘Morangos com Açúcar', que até lhe valeu a nomeação para um Globo de Ouro na categoria de revelação. Mas há muito que a soprano decidiu tentar a sorte em Inglaterra, onde os musicais estão em cartaz anos a fio.

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Sofia está no elenco de ‘O Fantasma da Ópera' desde 2007. Começou como substituta, mas hoje assume o papel principal da peça de Lloyd Webber. Já fez também o clássico ‘West Side Story', que lhe valeu um prémio por terras de Sua Majestade. A actriz tem no horizonte próximo a gravação de um disco em nome próprio.

A resposta escolhida surge a sublinhado

- Em 2005, trocou Lisboa por Londres, para abraçar uma carreira no teatro. O que mais diferencia as duas cidades em relação à cultura?

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a) Em Londres todos têm direito a mostrar o que valem, sem se atender a compadrios ou cunhas

b) A diferença é a escala. Em Inglaterra há mais público do que lugares disponíveis

c) Aqui vive-se a cultura como uma coisa natural e não um privilégio das elites

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- Pelo segundo ano consecutivo, uma telenovela portuguesa ganhou um ‘Emmy'. Isto demonstra que?

a) Há excelentes profissionais na ficção em Portugal

b) Há poucos países a fazer telenovelas, pelo que a concorrência é escassa

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c) Falta as televisões darem o salto para produções mais ousadas

- Na peça ‘ Fantasma da Ópera' canta ‘Think of me'. Uma passagem da letra pode traduzir-se assim: "Lembra-te desses dias, recorda esses tempos, pensa em todas as coisas que nunca faremos." Estes versos podiam bem aplicar-se...

a) À época em que Portugal prosperava, nos anos 90

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b) Aos frenéticos tempos da revolução de 25 de Abril de 1974

c) À época dourada dos Descobrimentos

- É natural de Guimarães, berço de Portugal. Se D. Afonso Henriques visitasse hoje o País que criou...

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a) Ficaria orgulhoso de uma história cheia de feitos heróicos

b) Estaria preocupado com o estado da economia lusa

c) Seria o primeiro a pegar na espada para combater os ‘mercados'

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- A sua família hipotecou a casa para lhe pagar os estudos em Londres. Arriscaram, e o sucesso está à vista. O seu caso mostra que...

a) É preciso correr riscos e lutar pelos nossos sonhos

b) Foi uma grande loucura. Estou muito grata por tudo ter corrido bem

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c) Só espero poder fazer o mesmo por um filho meu

- Chegou a trabalhar como empregada de mesa para pagar as despesas em Londres. Aprendeu que...

a) A humildade é essencial para se triunfar na vida

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b) Aprende-se muito a servir à mesa e a observar o que as pessoas dizem e fazem

c) Cheguei a temer que aquele seria o melhor emprego que teria em Londres

- Actua diariamente para mil e trezentas pessoas. Uma responsabilidade que a faz...

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a) Estar sempre muito concentrada para não falhar

b) Continuar a sentir um nervoso miudinho antes de cada actuação

c) Sentir um orgulho enorme de ter o papel principal

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- Depois de tantos anos em Inglaterra, do que é que sente mais saudades no dia-a-dia?

a) Da comida portuguesa, sobretudo de um bacalhau com batatas a murro

b) Do sentido de humor que nós temos, apesar da fama de sermos taciturnos

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c) Do sol que aqui rareia

- No teatro, canta, dança e, claro, representa. Que projecto artístico quer cumprir a breve prazo?

a) Gravar um disco em nome próprio

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b) Fazer um papel interessante no cinema

c) Entrar numa série de televisão bem produzida

- Que fantasma mais ensombra os portugueses?

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a) O desemprego dos jovens licenciados

b) Os impostos que esmagam a classe média

c) A falta de novas ideias que tragam alguma esperança

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