"Sou o exemplo de que os sonhos acontecem", diz Filipa Gomes

A cozinheira e apresentadora confessa que gostaria de ser como Filipa Vacondeus e fazer programas até morrer.

05 de agosto de 2018 às 01:30
Filipa Gomes Foto: Liliana Pereira
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As pessoas identificam-se consigo pela simplicidade com que faz pratos numa cozinha que podia ser a de lá de casa?

Sou o exemplo de que os sonhos acontecem, desde que lutemos para agarrá-los. Porque me sentem como parte da família, porque as incentivo a irem para a cozinha, arriscar. Porque as fiz descobrir um talento escondido, porque ajudo a reunir a família no sofá e à volta da mesa, porque ajudo a que os miúdos queiram experimentar certos pratos e tenham vontade de cozinhar.

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Já trabalhou em marketing. Teria mudado de vida mais cedo?

Não teria mudado nada. Os seis anos como criativa, as agências onde trabalhei e as pessoas com quem me cruzei deram-–me um critério e uma estaleca que duvido que tivesse conseguido noutra área. Graças a ter passado pela publicidade, hoje não sou só cozinheira ou apresentadora, sou também guionista, produtora, diretora criativa, redatora, fotógrafa, realizadora, gestora de redes sociais. Faço tudo.

Há algum ingrediente que nunca use?

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Se estiver a cozinhar para mim não uso aipo. Não adoro o sabor. Prefiro usar ingredientes de verdade, que não venham numa embalagem. Se for biológico, tanto melhor.

Qual é o utensílio de cozinha mais inútil?

Aqueles que separam a gema da clara. Para quê gastar dinheiro e poluir o ambiente, quando o utensílio já existe? Vem da natureza e chama-se casca do ovo! Por favor, parem de comprar essas coisas.

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Fazer um programa numa televisão generalista está nos seus planos?

Tudo está nos meus planos, não tenho portas fechadas. Gostava de ser como a Filipa Vacondeus e poder fazer programas de culinária até morrer. Também gostava de me atirar para outros registos.

Quem é a sua maior inspiração na cozinha?

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A vida é a maior inspiração. Desde a infância e as referências com que crescemos. Mas há pessoas, claro. O meu pai e a minha avó, o inesquecível Anthony Bourdain, o Gordon Ramsay, a Nigella, o Jamie. Todos por razões diferentes e não necessariamente pelas comidas que fazem.

É descrita como uma pessoa carismática. Que prato seria?

Podia ser um cozido à portuguesa. Um prato forte, de sabores intensos que ficam no paladar, e que, mesmo assim, não agrada a toda a gente.

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