Tecnologia espacial à vela

Flutuadores laterais limitam o atrito da água no casco são inovações para edições futuras da Volvo Ocean Race.

04 de junho de 2017 às 14:34
Partilhar

Já começaram os testes de mar dos veleiros da Volvo Ocean Race que estão a ser montados no estaleiro da doca de Pedrouços, em Lisboa. Autênticas "naves espaciais à vela" que vão dar a volta ao mundo, cada embarcação custa cinco milhões de euros e o orçamento de cada equipa pode chegar a 12 milhões. Com velocidades superiores a 60 quilómetros por hora, o que dentro de água equivale a conduzir um Fórmula 1 a alta velocidade, estes barcos vão navegar 45 mil milhas (83 mil quilómetros), ao largo dos cinco continentes, em cerca de nove meses.

Ao longo de todo esse tempo é "a qualidade das equipas que vai ter de sobressair para se poder tirar o maior partido destas superembarcações", garante António Fontes. O velejador oceânico trabalha na remodelação destes barcos em Lisboa e tem o sonho de poder vir a fazer parte de uma equipa já nesta edição.

Pub

Revolução do Foiling

Com o lema ‘Viver ao Extremo’, a Volvo Ocean Race – que numa edição passada viu um velejador morrer - leva ao limite a resistência física e mental de homens e mulheres que podem passar 30 dias seguidos a navegar, debaixo das piores tempestades, com as vidas no fio da navalha. Em alto mar, a mais pequena distração pode ser fatal, daí a importância de toda a tecnologia que segue a bordo.

No futuro, o próximo passo da evolução tecnológica já tem nome: chama-se Foiling. Uma revolução na vela que passa por instalar uma espécie de flutuadores laterais no casco que levantam o barco e diminuem o atrito da água.

Pub

O ‘Dakar dos mares’ levanta âncora em outubro.

SOCIEDADE BIT

Por Reginaldo Rodrigues de Almeida

Pub

Dakar dos mares 2017

Muito mais do que uma regata, a Volvo Ocean Race é um verdadeiro ‘Dakar dos mares’. Mexe com patrocínios de milhões, barcos que não custam menos e equipas que enfrentam todo o tipo de desafios físicos e psicológicos.

As excelentes condições naturais da capital portuguesa, a par da hospitalidade que promove o País e das mais avançadas estruturas tecnológicas que também domiciliaram em Lisboa a Web Summit, permitiram que a preparação da edição de 2017 tenha decorrido na doca de Pedrouços, centro de reconhecimento das competências portuguesas na estruturação de grandes eventos.

Pub

Nesta fase, depois de adaptados os barcos, idênticos no rigor da construção, para destacar o alto desempenho dos melhores velejadores, acontecem testes de mar que fazem lembrar a época quinhentista. E quem sabe não haverá um português na regata pela primeira vez. Chama-se António Fontes e é um experimentado atleta.Vamos aguardar pela constituição das equipas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar