Não haverá sangue’, espera-se, mas ‘There will be memories’ (‘Haverá memórias’), asseguraram ao longo dos últimos dias os media norte-americanos em jeito de aquecimento dos motores da 80ª edição dos Óscares (e de trocadilho com um dos filmes líder de nomeações).
Não é todos os anos que a cerimónia entra no provecto clube dos octogenários, e por isso mesmo há pretexto que chegue e sobre para revivalismos. E, claro, para outros gracejos e veleidades inspirados nos grandes nomeados às mais cobiçadas estatuetas douradas.
Em terras de tio Sam escreveu-se que Hollywood por estes dias se converte também em ‘No country for old... ads’ (Isto não é um país para velhos anúncios). Se os ventos deste país não estavam de feição para os velhos, segundo rezam os irmãos Cohen, não estão mais favoráveis para os anunciantes e patrocinadores com ideias gastas e em baixo de forma (que chegaram a temer o pior com a greve de três meses dos argumentistas da Writers Guild Award).
O protesto e interregno criativo, que hipotecou a antecâmara dos Óscares, os Globos de Ouro, chegou ao fim. Como os santos - e até George Clooney - intercederam, o frenesim mantém-se intocável e chega aos calcanhares do mediático Super Bowl. Basta pensar nos números.
Estima-se que os marketeers tenham investido 1.6 milhões de dólares em cada 30 segundos de spots publicitários que serão exibidos durante a cerimónia desta noite, na sua maioria inéditos, com a pompa que a circunstância merece.Nem outra preocupação seria de esperar. Senão, vejamos: o ano passado cerca de 40 milhões de pessoas em todo o Mundo assistiram à cerimónia. Para além de filmes, ou até mais do que estes, todos consomem os bens em destaque: vestuário, artigos de casa, produtos de alimentação e... hidratantes corporais, como os de uma conhecida marca que encerrará durante a cerimónia um concurso lançado a pensar nos Óscares. Vale tudo a pena quando a alma de Hollywood não é pequena.
Mas tem telhados de vidro quanto baste. Por isso mesmo, sem loções para amaciar as peles, o prato forte da crítica e entretenimento está entregue ao humorista Jon Stewart. O apresentador do ‘Daily Show’ regressa ao palco do teatro Kodak depois de ter conduzido a 78ª cerimónia, edição que curiosamente registou umas das piores audiências dos últimos anos, com ‘apenas’ 38.8 milhões de pessoas pregadas aos televisores nos EUA. Para afungentar um ‘flop’ semelhante da contabilidade da meca das cerimónias de entrega de prémios da Sétima Arte, prontamente vieram à baila algumas ‘mezinhas caseiras’.
O incorrigível Michael Moore, nomeado na categoria de Melhor Documentário, com ‘Sicko’, apressou-se a deixar uma sugestão para a garantia absoluta do sucesso das audiências: trazer Fidel Castro, que acaba de se retirar da presidência cubana, até à grande noite dos Óscares. “Desde que discursasse menos de cinco horas, tenho a certeza que consegueríamos prender os espectadores”, parodiou Michael - ‘Anti-Bush’ - Moore.
Para lá das campanhas de marketing, e do habitual folclore em redor da festa, ou também por isso mesmo, a 80ª edição dos Óscares mantém o estatuto de barómetro do estado do país anfitrião. E do Mundo que assiste expectante madrugada dentro - aquela parte do Mundo que não acha tudo isto uma grande fantochada, leia-se (ou que apesar do veredicto de ‘fantochada’ não resiste a dar uma espreitadela em plena sessão de zapping).
A crise da economia e os percalços da política, entre muitos outros dissabores, espirram. E os Óscares constipam-se. Pelo menos um bocadinho. Os críticos de cinema do Washington Post avançam com o vaticínio mais consensual: ‘there will be gloom and doom’. Por outras palavras, conte-se com alguma “melancolia e depressão” (tradução). Se disso é indicador, este ano, até a tradicional after-party da revista Vanity Fair foi cancelada, para infortúnio de muita boa ‘socialite’. De qualquer das formas, o desfile de glamour e excentricidade, sujeitos a aparente contenção, promete manter-se inviolável na passadeira vermelha.
De resto, certamente não faltarão alternativas para ir celebrar no final de mais uma edição. Desta feita, com um forte cunho ‘indie’. Basta passar o cardápio em revista. Das entradas à sobremesa, parece resgatado do parente alternativo dos galardões da indústria do cinema, o Festival de Sundance. Advogados pouco ortodoxos e outros maus da fita, febre do petróleo, ambição e vingança, tráfico de drogas, assassinos psicóticos, caçadores, dilemas morais. Em suma, um rol de dramas nada pipoqueiros. Densos, ensanguentados, suados e mais propícios a lágrimas do que a gargalhadas.
'ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS'
‘Este País Não é Para Velhos’, dos irmãos Ethan e Joel Coen, e ‘Haverá Sangue’, de Paul Thomas Anderson, são os filmes mais nomeados nesta edição, tendo obtido oito nomeações cada um. Segue-se ‘Expiação’, de Joe Wright, com sete. Os três filmes estão nomeados para o Oscar principal - o de Melhor Filme - juntamente com ‘Juno’, de Jason Reitman, e ‘Michael Clayton – Uma Questão de Consciência’, de Tony Gilroy. Quanto aos realizadores, estão nomeados todos os que acumulam com as nomeações de Melhor Filme, sendo a única excepção a ausência de Joe Wright, de fora deste plantel. No seu lugar encontra-se Julian Schnabel pelo seu trabalho em ‘O Escafandro e a Borboleta’. Como a quantidade de nomeações não é directamente proporcional à probabilidade de vitória, resta saber se o mais ou menos previsível dará lugar à surpresa.
‘Ratatui’, ‘Dia de Surf’ e ‘Persépolis’ são os três nomes indicados para a categoria de Melhor Filme de Animação. Na de Melhor Filme Estrangeiro, ‘Beaufort’, de Israel, ‘Os Falsificadores’, da Áustria, ‘12’, da Rússia, ‘Katyn’, da Polónia, e ‘Mongol’, do Cazaquistão, competem entre si.
Há mais novidades em pleno ano de mudanças anunciadas. A saber, o jornal ‘LA Times’ aposta forte na renovação do elenco de celebridades em ascensão. 2008 é o ano da projecção da faixa ‘menos de 40’, contrariando a habitual bitola etária para distinção das estrelas de Hollywood. Mais uma vez, lugar ao já falado universo independente e aos mais novos, qual ‘jovem’ Barack Obama na linha da frente dos democratas para as presidenciais norte-americanas. Qualquer comparação... talvez seja pura coinciência. Ou um sinal dos tempos.
A nova geração integra actores, realizadores e argumentistas. Paul Thomas Anderson, 37 anos (‘Haverá Sangue’), Casey Affleck, 32 (o caçula da família Affleck, nomeado para actor secundário em ‘O Assassinato de Jesse James’), Diablo Cody, 29 (uma stripper convertida em argumentista, nomeada por ‘Juno’), Ellen Page, 20 (nomeada pela actuação no mesmo filme), Jason Reitman, 30 (o realizador de ‘Juno’), Marion Cotillard, 32 (francesa, nomeada pelo papel de ‘Piaf’), Sarah Polley, 29 (adaptação do argumento de ‘Away from Her’), Amy Ryan, 39 (nomeada pelo papel secundário em ‘Gone Baby Gone’) e Saoirse Ronan, 13 (nomeada pelo papel secundário em ‘Expiação’). Não estranhe se continuar a ouvir falar deles nos próximos tempos.
Há excepções aos nomes mais frescos. Se os Óscares celebram 80 anos, há quem já tenha passado a fasquia há muito tempo e tenha (quase) perdido a esperança na estatueta ou, sequer, numa nomeação. Mas o prémio pode este ano bater à porta de dois veteranos: Ruby Dee, 83 anos, e Hal Holbrook, 82, têm vários outros aspectos em comum, para além da morosa espera. Ambos nasceram em Cleveland, averbaram Emmys e outras distinções ao longo da carreira, trilhada no teatro, cinema e televisão, mas só este ano chegam à meca dos troféus. Dee, nomeada pelo seu papel secundário em ‘Gangester Americano’, de Riddley Scott, é a segunda mais velha da história dos Óscares a ser nomeada, enquanto Holbrook, que dá vida a ‘Ron Franz’ em ‘Into the Wild’, de Sean Penn, o terceiro mais velho nomeado.
Se eles puderam esperar, tal como Humphrey Bogart e Marilyn Monroe, resta aos ausentes da lista de nomeações deste ano conformarem-se com a delonga. Casos de Angelina Jolie (‘Um Coração Poderoso’), Denzel Washington (‘Gangster Americano’) e Keira Nightley (‘Expiação’), que terão de se contentar com um ‘humilde’ lugar na plateia. Talvez para o ano a coisa mude de figura. Fazendo fé de que Hollywood não acabou, claro, apesar de algumas vozes afirmarem que o espectáculo já era. Talvez Hollywood esteja apenas no intervalo. Pejada de comerciais, é certo, mas preparada para seguir em frente dentro de momentos.
SABE TUDO SOBRE OS ÓSCARES ?
- 1 Como nasceram os Óscares?
a) Os Óscares remontam ao início da década de 20 quando, durante um almoço, os produtores dos cinco grandes estúdios decidiram criar um prémio que elegesse os melhores da indústria.
b) Foi em meados da década de 30, durante um pequeno-almoço, que teve a participação de Bette Davies.
c) Foi Ronald Reagan que por carta endereçou o convite aos grandes produtores da indústria.
- 2 Quem desenhou a estatueta?
a) Conta-se que terá sido Judie Garland a fazer o primeiro esboço da estatueta.
b) A estatueta foi concebida em 1928 pelo director de arte da MGM Cedric Gibbons.
c) Foi aberto um concurso público para a concepção da estatueta. O primeiro esboço tinha a figura de uma borboleta.
- 3 Porque se chama Óscar?
a) É uma homenagem da Academia a Oscar Wilde.
b) Foi promovida uma ascultação a alguns dos principais actores e produtores da época. Conta-se que foi Marlene Dietrich a baptizá-lo; Oscar teria sido um dos seus amantes.
c) Conta-se que foi a secretária-executiva da Academia que ao ver a estatueta comentou que parecia o seu tio Óscar. Outra versão diz que foi Bette Davis que o baptizou.
- 4 Que filmes podem ser nomeados para os Óscares?
a) Para poder ser nomeado um filme tem de ter mais de 40 minutos, estrear oficialmente até à meia-noite do dia 31 de Dezembro numa sala de cinema no distrito de Los Angeles e estar no mínimo sete dias consecutivos em cartaz.
b) Podem todos, desde que circulem no circuito habitual de distribuição de filmes, ou seja, desde que não tenham classificação de pornográfico.
c) Podem todos desde que tenham mais de 40 minutos e provenham dos grandes estúdios.
- 5 Quem ganhou mais Óscares?
a) Walt Disney
b) Kevin Costner
c) Steven Spilberg
- 6 A actriz mais nova a ganhar um Óscar?
a) Jodie Foster
b) Tatum O’Neal
c) Judy Garland
a) Jessica Tandy
b) Helen Mirren
c) Judi Dench
- 8 E, finalmente, sabe quem conduziu a cerimónia a partir do exterior, debaixo de chuva, em 1953?
a) Woopy Goldberg
b) Clint Eastwood
c) Ronald Reagan
O 'PRESIDENTE' A FINGIR
Numa iniciativa para uma campanha ‘fake’ (falsa), os jovens fãs de Jon Stewart queriam levá-lo a candidatar-se à presidência dos E.U.A. Os comentários do famoso apresentador do ‘Daily Show’ (SIC Radical) são geralmente mais sensatos do que os de George Bush. As verdadeiras presidenciais continuam na rua e, hoje à noite, é certo e seguro que Stewart não deixará de poisar o dedo do sarcasmo nesta ferida.
Eduardo Serra, Director de Fotografia do premiado (e nomeado para os Óscares do ano passado) ‘Diamante de Sangue’, de Edward Zwick, é o único profissional português (actualmente reside em Paris) entre os pouco mais de cinco mil membros da Academia de Hollywood. Convidado a integrar a comunidade de votantes nos Óscares aquando da sua primeira nomeação para a estatueta de Melhor Fotografia, pelo filme ‘Asas do Amor’, de Iain Softley, em 1998 (seguiu-se a nomeação, em 2004, por ‘Rapariga com Brinco de Pérola’), deixa aqui os seus palpites. Mas, saliente-se, cumprindo normas rígidas da Academia, a aposta na ‘sua’ categoria (um colégio de 120 directores de fotografia vota apenas na respectiva categoria, assim como os restantes profissionais de cada área, sendo que todos votam na de Melhor Filme) não é necessariamente a votação do fotógrafo. S. C. C.
FAÇA AS SUAS APOSTAS
CATEGORIAS
‘Atonement’ - ‘Expiação’
‘Juno’
‘Michael Clayton’ – ‘Uma Questão de Consciência’
‘No Country for Old Men’ - ‘Este País Não é Para Velhos’
‘There Will Be Blood’ - ‘Haverá Sangue’
Jason Reitman (‘Juno’)
Julian Schnabel (‘O Escafandro e a Borboleta’)
Tony Gilroy (‘Michael Clayton’)
Joel e Ethan Cohen (‘Este País Não é Para Velhos’)
Paul Thomas Anderson (‘Haverá Sangue’)
MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL
Cate Blanchett - ‘Elizabeth - A Idade do Ouro’
Julie Christie - ‘Longe Dela’
Marion Coutillard - ‘La Vie en Rose’
Laura Linney - ‘The Savages’
Ellen Page - ‘Juno’
MELHOR ACTOR PRINCIPAL
George Clooney - ‘Michael Clayton’
Daniel Day-Lewis - ‘Haverá Sangue’
Johnny Depp - ‘Sweeney Todd - O Terrível Barbeiro de Fleet Street’
Tommy Lee Jones - ‘No Vale de Elah’
Viggo Mortensen - ‘Promessas Perigosas’
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Cate Blanchett - ‘I’m Not There’
Ruby Dee - ‘Gangster Americano’
Saoirse Ronan - ‘Expiação’
Amy Ryan - ‘Gone Baby Gone’
Tilda Swinton - ‘Michael Clayton’
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Casey Affleck - ‘O Assassinato de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford’
Javier Barden - ‘Este País Não é Para Velhos’
Philip Seymour Hoffman - ‘Jogos de Poder’
Hal Holbrook - ‘Lado Selvagem’
Tom Wilkinson - ‘Michael Clayton’
MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
‘Juno’
‘Lars and the Real Girl’
‘Michael Clayton’
‘Ratatui’
‘The Savages’
MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
‘Expiação’
‘Longe Dela’
‘O Escafandro e a Borboleta’
‘Este País Não é Para Velhos’
‘Haverá Sangue’
MELHOR DIRECÇÃO DE FOTOGRAFIA
‘O Assassinato de Jesse James’
‘Expiação’
‘O Escafandro e a Borboleta’
‘Este País Não é Para Velhos’
‘Haverá Sangue’
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
‘Persepolis’
‘Ratatui’
‘Dia de Surf’
RUI PEREIRA, Ministro da Administração Interna: “Espero qeu ganhe o ‘Este País Não é Para Velhos’, porque gosto muito dos Cohen, e que o Melhor Actor Secundário seja o Javier Bardem. Nas actrizes aposto em Julie Christie e Cate Blanchett. Filme de animação, o ‘Ratatui.’”
ANTÓNIO-PEDRO VASCONCELOS, Realizador: “Só vi o ‘Haverá Sangue’. Sou fã do P. T. Anderson mas tenho dúvidas que consiga totalmente o que se propõe a fazer. Já o Daniel Day-Lewis é um candidato ao Melhor Actor.”
EMÍDIO RANGEL, Professor e comentador: “‘Expiação’ é um bom filme. Não sei se ganhará mas talvez tenha mais perfil de vencedor do que ‘Michael Clayton’, que não é um filme tão fácil. George Clooney ganhou uma grande maturidade, acho que pode ser o vencedor.”
VASCO GRAÇA-MOURA, Escritor: “Só vi o ‘Atonement’ (‘Expiação’), gostei, é o meu único palpite. Mas não faço tenção de perder tempo com a cerimónia dos Óscares.”
2007: Al Gore, que venceu com o documentário ‘Uma Verdade Inconveniente’ pretendia anunciar a sua candidatura à presidência quando foi interrompido pela música de ‘o seu tempo acabou’.
2004: Todos se lembram do discurso de Michael Moore, completamente anti-George W. Bush, a propósito do Óscar de Melhor Documentário por ‘Bowling for Columbine’.
2001: “Posso nunca mais aqui chegar!”, justificou Julia Roberts quando lhe tentaram interromper os agradecimentos ao ganhar o Óscar pelo seu desempenho em ‘Erin Brockovich’
1999: Gwyneth Paltrow desfez-se em lágrimas, qual Miss Universo, ao vencer o Óscar de Melhor Actriz por ‘Shakeaspeare in Love’ (’A Paixão de Shakeaspeare’).
1998: O Italiano Roberto Benigni trepou cadeiras quando recebeu o Óscar por ‘A Vida é Bela’.
1995: Nikita Mikhalkov trouxe a sua filha pequena para o palco para aceitar o prémio de Melhor Filme Estrangeiro (‘Burnt By the Sun’) e saiu com a menina às cavalitas.
1987: A cerimónia dos Óscares teve que ser feita sem argumento e na base do improviso, já que o sindicato de argumentistas estava em greve.
1986: Quando anunciaram a vitória de Geraldine Page, a actriz, que se descalçara, foi apanhada a procurar desesperadamente os seus sapatos.
1983: Zibnigiew Rybczynski, vencedor do Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação por ‘Tango’, foi protagonista de episódio rocambolesco. Deixou o auditório para fumar um cigarro do lado de fora e, ao regressar, foi barrado pelos seguranças. Por ter pouco domínio da língua inglesa – é polaco –, não conseguiu argumentar que era um convidado e acabou algemado e preso, passando a noite atrás das grades.
1974: Um homem de 33 anos, identificado como Robert Opal, invadiu o palco completamente nu, tirando a atenção do actor David Niven, que iria anunciar a convidada Elizabeth Taylor.
1972: Marlon Brando recusou o Óscar de Melhor Actor por ‘O Padrinho’, de forma original. Enviou uma actriz vestida de índia para ler um manifesto político em defesa dos povos indígenas americanos. George C. Scott foi outro actor a recusar o galardão. Nomeado pelo filme ‘Patton’, avisou que não aceitaria a distinção em caso de vitória uma vez que não acreditava na competição entre actores.
1953: Ronald Reagan, que participou em 53 filmes na qualidade de actor (muito antes de chegar à presidência dos E.U.A.), assegurou a condução da cerimónia a partir da passadeira vermelha, debaixo de chuva.
1940: O jornal americano ‘Los Angeles Times’ publicou uma lista com os vencedores das estatuetas na própria noite da entrega de prémios, vendendo milhares de jornais. O furo jornalístico obrigou a medida radical: o envelope lacrado passou a ser adoptado e o segredo dividido com pouquíssimas pessoas dentro da Academia.
1934: Will Rogers anunciou o Óscar de Melhor Realizador e, em vez de dizer o nome do vencedor, disse apenas: “Venha buscar, Frank”. Frank Capra, nomeado por ‘Lady for a Day’ levantou-se sorridente, cumprimentou os amigos e subiu alegre ao palco, mas na verdade o vencedor era o realizador Frank Lloyd, pelo filme ‘Cavalgada’.
2001 Foi o ano em que o Kodak Theatre abriu ao público.
3400 Lugares tem a sala onde se realiza a cerimónia.
20 Anos é a duração da parceria com a Eastman Kodak Co., daí o nome do teatro.
900 milhões viram em 2007 a transmissão da entrega dos Óscares.
Em 2002 foi pela primeira vez o local da cerimónia de entrega dos Óscares.
94 milhões de dólares foi o custo do edifício desenhado pelo Rockell Group.
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