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Artigo exclusivo

A resistência de Praga

Heydrich foi o oficial nazi de mais alto escalão a ser assassinado durante a Segunda Guerra Mundial

31 de maio de 2026 às 17:30

O dia acabava de começar quando o motorista e o oficial saíram no Mercedes-Benz descapotável. Viajavam pelas estradas de Praga, com a capota para baixo, enquanto o passageiro pensava na reunião que estava para breve em Berlim. Ao abrandar numa curva da avenida Kirchmayerova, um sujeito que ali os esperava ergueu uma metralhadora e apontou ao passageiro. Os segundos pareciam séculos e quem estava do lado errado do cano encontrava-se a breves momentos da morte. O dedo do homem que empunhava a arma deslizou até ao gatilho num movimento rápido. Porém, em vez de sair uma rajada de tiros, saiu apenas um clique seco, metálico, breve. A metralhadora encravou. Dois ou três segundos passaram. O suficiente para que o plano inteiro, que demorou meses e envolveu governos, fosse por água abaixo. Mas não era altura de hesitar. Passando ao plano B, um segundo homem, posicionado mais atrás, lançou uma granada modificada contra o carro, que explodiu e lançou estilhaços por todos os lados. O estrondo rasgou a manhã de 27 de maio de 1942. Os fragmentos perfuraram o assento e cravaram-se nas costas e na zona lombar do passageiro, que, sem muito esperar, saltou do veículo de pistola em punho, disposto a enfrentar quem o tentava assassinar. Os atacantes, no entanto, fugiram em direções opostas, levando consigo a convicção de que o atentado tinha falhado.

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