A mais famosa revista americana para homens está a tentar alargar o seu império. A edição mexicana da Playboy, nas bancas em Outubro, é apenas mais um passo nessa estratégia. E Hugh Hefner ainda não se lembrou de Portugal. Porque será?
Na capa, a voluptuosa inglesa Jordan põe um olhar felino e confiante, parecendo ordenar: “Comprem-me!” De facto, a ideia não é vender a modelo, antes a nova edição da Playboy americana, a revista masculina mais conhecida em todo o Mundo. No México, a publicação tem sido distribuída gratuitamente em vários locais, como estabelecimentos comerciais e empresas, para captar a atenção de potenciais compradores. A estratégia prende-se com o lançamento, a 14 de Outubro, de uma edição mexicana.
Contudo, esta não é a primeira vez que Hugh Hefner tenta expandir o seu império àquelas paragens. Nos anos 90, uma mal preparada incursão resultou em fracasso, com a revista a fechar depois de falhar por completo os seus objectivos.
Cinco anos volvidos, Manuel Martinez, responsável por levar o projecto a bom porto, mostra-se confiante no sucesso da nova edição mexicana, colocando a fasquia dos 80 mil exemplares mensais como meta a atingir no primeiro ano. Os números até são optimistas, tendo em conta que a revista tem vindo a perder leitores ao longo dos últimos anos, devido ao aparecimento de outras publicações do género e ao crescimento da Internet, repleta de “sites” com pornografia e fotos retiradas da própria Playboy.
Para o novo editor, o anterior projecto não falhou devido a essas razões, mas ao facto dos conteúdos e do design estarem na altura ultrapassados, e não corresponderem aos anseios de quem, efectivamente, compra a Playboy. Assim, a revista virar-se-á agora para um público entre os 25 e os 45 anos, interessado em temas como moda, carros e tecnologia, tendo sempre em grande destaque as imagens de mulheres bonitas fotografadas “como vieram ao mundo”.
Pode parecer paradoxal, mas esse é o principal motivo que impede o sucesso de tão famoso título em vários países. Porquê? Portugal, por exemplo, funciona enquanto nação onde é difícil acreditar que alguém se arrisque a fazer um nu integral, por muito artístico que ele seja. E não é preciso investigar muito para descobrir que, de facto, as portuguesas teriam dificuldades em aceitar pousar apenas em troca dos sempre muito elevados cachets da Playboy, sempre à procura da “girl next door” – aquela mulher que um dia vemos na rua e no outro pode estar na capa da revista.
Entre os famosos, a ideia também tende a não colher grandes apoiantes. O caso recente de Maria João Bastos é disso revelador. A viver uma fase de grande sucesso profissional, a actriz rejeitou uma proposta para passar dos palcos das novelas para o décor das sessões fotográficas mais ousadas. O “não” peremptório, apesar de bastante dinheiro envolvido, revela a dificuldade das portuguesas em quebrar o tabu de se despirem por completo para as objectivas. Ainda assim, Maria João revela que no Brasil tal não representa qualquer problema, antes pelo contrário; serve como forma de prestígio, levando famosas como Vera Fischer, Maitê Proença, Deborah Secco e Alessandra Negrini a “darem o corpo ao manifesto”.
O México tem o mesmo entrave que Portugal. Apesar do nome Playboy ser um aliciante financeiro, as mulheres tendem a negar o pedido para fazerem nus integrais. Enquanto isso, sobe o número de compradores de revistas “soft”, casos da Maxim (em Portugal, Super Maxim), GQ e Esquire. Sinais dos tempos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.