Silvino sai da prisão a 25 de Novembro. Pedófilo frio para uns, vítima de uma infância miserável para outros, só sonha ir ver um jogo do seu Belenenses.
A pacatez do bairro camarário de Santos, em Lisboa, é virada do avesso de cada vez que se ouve falar da libertação de Carlos Silvino, agendada para 25 de Novembro. Nem nos sonhos mais remotos os vizinhos do ex-motorista da Casa Pia imaginavam ver o homem que o País ficou a conhecer apenas pela alcunha de ‘Bibi’ regressar ao lar. Àquele mesmo lar de onde partiu vai para três anos, levado à pressa pelos inspectores da Polícia Judiciária, encarcerado longe de olhares fortuitos e dedos acusadores, zelosamente protegido para poder contar perante os juízes as atrocidades cometidas ou presenciadas ao longo de três décadas de horrores.
Aos 49 anos, Carlos Silvino da Silva é ‘persona non grata’ entre as largas centenas de moradores da zona alfacinha paredes-meias com a Avenida das Forças Armadas. Ninguém o que ver pela frente. Ninguém com crianças na família se sente seguro com a hipótese dele voltar a casa. Não há nas redondezas uma única alma que lhe perdoe os 604 crimes de abusos sexuais sobre 32 vítimas, pelos quais é acusado no processo mais mediático dos tribunais portugueses.
A sombra do ‘monstro’ abusador de menores cobre lentamente becos, ruas e vielas, agiganta-se, torna uma solarenga tarde de Outono num dia escuro de Inverno. Há quem já sinta o cheiro da ameaça, quem não acredite que a protecção seja infalível. É o caso do senhor Lino, morador de um prédio contíguo ao de ‘Bibi’, que com cinco filhos e um neto nem quer lembrar a má nova. “Nós temos de ir trabalhar e deixar as crianças aqui. Como é que vai ser a partir de agora?”, questiona preocupado antes de acrescentar: “Nós temos medo. Ele pode apanhar o meu neto e fazer o mesmo. Ele não tem nada de vir para aqui. Não pode ser.”
O medo generalizado de que ‘Bibi’ volte a mostrar o seu lado mais tenebroso é recente. Vem desde aquele dia frio de 2002 em que os telejornais o mostraram de quispo vermelho, ar duro, implacável, a negar qualquer acusação de encarnar o papel principal numa rede de pedofilia: angariar crianças para jogos sexuais ilícitos.
Antes, contudo, era só mais um entre os anónimos moradores de Santos. Vagueava por toda a parte em liberdade e sem aborrecimentos, longe de qualquer suspeita, levando uma vida dupla tão bem encapotada que poucos alguma vez imaginariam vê-lo atrás das grades, acusado do mais hediondo dos crimes. Há até quem lhe trace o perfil de homem “bem disposto, disponível, brincalhão.” Serão provavelmente esses os resquícios deixados por uma infância pobre, triste, sem afectos.
Nascido no Cercal do Alentejo, a 14 de Agosto de 1956, Carlos Silvino da Silva aprendeu cedo que a vida nem sempre é um mar de rosas. Tinha apenas quatro anos quando trocou os ares da planície pelo burburinho da capital, onde chegou pela mão da mãe, Madalena Raposo, sozinha na cidade grande à procura de melhor sustento para a família. Com eles vinha ainda Isabel, a irmã dois anos mais nova do que ‘Bibi’.
Sorte de uns, azar de outros, Madalena tantas portas bateu que lá conseguiu desenrascar-se, encontrando trabalho na casa de um espanhol que lhe impôs o maior de todos os sacrifícios: abdicar dos filhos. Ela vacilou, deu voltas à cabeça, fez contas aos prós e aos contras, acabou por ceder a tão penosa exigência.
A partir de então ‘Bibi’ é deixado na Casa Pia de Lisboa. Estreia-se no Colégio Nuno Álvares, passando mais tarde para o Maria Pia. À falta do colo materno, ganha a atenção de Mariana, mãe da amiga Ana Paula Valente, que o adopta. Ajudante de cozinha, aconchega-lhe o estômago e a ferida aberta na alma após o abandono da mulher que o trouxe ao mundo.
Mas Mariana desconhece a face obscura da instituição e a cicatriz do miúdo não chega a sarar. “Entrei na Casa Pia com quatro anos. Até aos 13 anos fui violado todos os dias. Por dois educadores, dois professores e um padre que já morreu que era o capelão”, conta em tribunal. “Fui abusado todos os dias à noite. Na camarata, tapavam-me os olhos, amarravam-me à cama de ferro e atavam-me uma corda de sisal no pénis. Se berrasse ou me debatesse, puxavam a corda. Ainda tenho marcas no pénis”, insiste para comprovar a tese de que a sua personalidade retorcida resulta da educação que teve.
Verdade ou mentira, certo mesmo só que Carlos Silvino foi sempre pouco dado aos estudos e jamais conseguiu passar do 6.º ano. A sua escola é outra. Durante anos, aquilo que lhe faltou na aplicação para as aulas sobrou-lhe em manha, lapidada com o passar do tempo, treinada nas aventuras com colegas mais velhos.
Alguns nunca souberam o verdadeiro nome de ‘Bibi’, alcunha colada à pele desde o dia em que, inocente e desprotegido, colocou os pés na instituição lisboeta. Foi lá, 19 anos cumpridos, que encontrou emprego e se fez funcionário para toda a obra. Sempre pronto a realizar um favor, aceder a qualquer pedido, granjeou adeptos no mais alto patamar da instituição, conseguindo a confiança dos directores.
À luz do dia quase ninguém desconfiava dos horrores passados às suas mãos entre as quatro paredes da garagem, das casas de banho, das camaratas. Só Mestre Américo, professor antigo, experiente, nunca se deixou levar em cantigas, jamais se enganando sobre o rapaz que muitos olhavam enquanto bandeira da saudável integração social. Durante 30 anos denunciou-lhe os maus hábitos, tentou afastá-lo, salvar os alunos mais novos de muita história triste. Em vão.
E pagou por isso. Sofreu as primeiras consequências de desafiar ‘Bibi’ ao ser admoestado pela direcção da Casa Pia, que considerou que o Professor havia ultrapassado as suas funções.
Apesar de pelo menos três processos disciplinares, Carlos Silvino conseguiu sempre regressar, mais forte e poderoso. Exemplo disso, logo no início dos anos 70 foi expulso após uma participação por abusos. Negou de forma veemente a prática de tais actos e um ano depois readmitiram-no.
Mesmo após o castigo manteve o vício. Em 1989, já com Luís Rebelo na Casa Pia – provedor que havia de se encontrar ainda em funções aquando da divulgação do escândalo –, é aberto outro processo contra ‘Bibi’. E a história repete-se. Novamente empurrado para fora dos portões da instituição, o motorista recorre ao Supremo Tribunal Administrativo, ganha e volta para continuar as atrocidades, mantendo-se como funcionário da CPL até 15 de Janeiro de 2002, data em que lhe é instaurado novo processo disciplinar e aposentado compulsivamente.
Mas a medida tem poucos efeitos práticos, já que continua a marcar presença regular nos jogos de futebol do Atlético Clube da Casa Pia e a contactar com alunos da instituição. O pesadelo das crianças que durante anos sofreram em silêncio, vergando-se perante a sua personalidade dominante e controladora, só termina a 25 de Novembro de 2002, quando é detido e fica em prisão preventiva, suspeito de ter violado centenas de miúdos. Não fosse a queixa à PJ por parte da mãe de ‘Joel’ e talvez ainda hoje vestisse a pele de um funcionário exemplar. Só que um novo capítulo foi aberto. E surgiram as fragilidades de uma figura que se julgava intocável.
Assim que começou o julgamento, Carlos Silvino assumiu-se como culpado, manifestou-se arrependido de todos os crimes, revelando querer pedir desculpa às vítimas. Ao mesmo tempo, implicou todos os arguidos. “Sra. Dra. Juíza, tanto eu como os restantes arguidos somos todos culpados do que fizemos aos jovens. Sei que fiz mal a muitos jovens. Estou arrependido e quando tiver oportunidade irei pedir-lhes desculpa”, ouviu-se sair da sua boca na 5.ª sessão do julgamento, a 16 de Dezembro de 2004.
Visivelmente mais gordo devido aos medicamentos que lhe aumentam a resistência psicológica e não o deixam cair no abismo da mente – está a ser acompanhado por um dos mais conceituados psiquiatras, Afonso de Albuquerque –, ‘Bibi’ aparece sempre no tribunal de fato e gravata, cabelo penteado com brilhantina, disponível para continuar com a estratégia delineada pelo seu advogado, José Maria Martins: confessar e colaborar com a Justiça.
Mas nem sempre assim foi, com vários ditos e desditos a baralharem o processo. Ouvido quatro vezes durante o inquérito e duas vezes na fase de instrução pela juíza Ana Teixeira e Silva, só quase um ano depois de ter sido preso começou a desfiar os segredos da alegada rede de pedofilia.
Nos primeiros interrogatórios negou quaisquer contactos com Carlos Cruz – preso dois meses depois dele –, Jorge Ritto, Paulo Pedroso e Ferreira Diniz, embora admitisse que conhecera o médico ‘de vista’, dos jogos do Atlético Clube da Casa Pia. E sobre Manuel Abrantes afirmou que apenas mantinham um relacionamento profissional, tese ainda hoje mantida.
A teia de contactos revelar-se-ia, no entanto, muito mais complexa do que à partida se imaginava. Em Agosto de 2003, ‘Bibi’ fala pela primeira vez na casa de Elvas e revela ter sabido pela irmã que os honorários de Hugo Marçal como seu advogado foram alegadamente pagos pelo ex-apresentador e produtor de televisão. Ainda no mesmo mês, faz o reconhecimento da casa de Elvas, o n.º 24 da Rua Domingos Lavadinho, também conhecida como a ‘casa das orgias’.
Silvino não ficaria por aí. Em Fevereiro de 2004, no dia em que o juiz Rui Teixeira ultima a decisão sobre a manutenção ou não da prisão preventiva de Carlos Cruz, depois deste ter sido ouvido em novo interrogatório, o magistrado recebe uma carta de Silvino, onde o ex-motorista se manifesta revoltado pelo facto de os restantes arguidos clamarem inocência e ser o único a poder ser responsabilizado.
A 29 de Abril de 2004, quase no final da fase de instrução, o indivíduo que muitos julgavam destroçado pelos longos dias de solidão passados atrás das grades, enclausurado numa cela de onde só saía para dar um passeio quando todos os outros reclusos já não estavam no pátio, enche o peito de coragem e lança um verdadeiro morteiro. ‘Bibi’ pede para ser acareado com os outros arguidos. E apronta-se para o primeiro frente-a-frente no Tribunal de Instrução Criminal, perante a juíza Ana Teixeira e Silva.
Ao lado de Pedroso, o ex-motorista garante que viu o político em casas identificadas como palco de abusos sexuais. Depois acusa presencialmente Marçal e Ferreira Diniz. Quanto a Carlos Cruz, olha-o na cara e reafirma que o conhecera há mais de 20 anos, que o vira em Elvas e na Avenida das Forças Armadas, ocasiões em que o apresentador lhe dava um envelope com dinheiro para distribuir pelos rapazes. Na mesma diligência, Ritto também nega acusações de ‘Bibi’, embora admita que nos anos 80 costumava passar pelos jardins de Belém para encontros com jovens, frisando que apenas se encontrara com jovens maiores de 16 anos.
Carlos Silvino ganhou uma importante batalha: provou que cara-a-cara com os ‘homens-fortes’ da sociedade não vacila sobre o que sabe. Dentro de um mês liberta-se finalmente daquelas quatro paredes que quase o sufocaram durante três anos. Só tem um desejo prioritário: ir ver um jogo do seu Belenenses.
O QUE CARLOS SILVINO DIZ SOBRE OS OUTROS ENVOLVIDOS
CARLOS CRUZ
O antigo ‘Sr. Televisão” foi pronunciado por 6 crimes.
"Na casa da Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, Carlos Cruz abriu a porta, deu-me um envelope com dinheiro e disse-me para o entregar aos miúdos. (...) Vi o senhor Cruz à porta do Teatro Vasco Santana. Já lá estava o Carlos Mota e miúdos entre os 13 e os 15 anos. Era para filmagens, código para forrobodó e festas com sexo à mistura."
JORGE RITTO
Pronunciado por 11 crimes de abuso sexual.
"Conheço o senhor Jorge Ritto. Deu-me um envelope com dinheiro. Foi em 1996/97. Conheci o senhor embaixador Jorge Ritto nos Pastéis de Belém, por intermédio do senhor R., já falecido, que era um dos angariadores de miúdos da Casa Pia."
HUGO MARÇAL
Pronunciado por 36 crimes - 14 de abusos sexuais e 22 de lenocínio.
"Conhecia aquela cara de Elvas. Mas não me apercebi o que é que ele foi lá fazer à prisão. Disse-me que eu não tinha de falar com ninguém. E que eu não devia estar preso. E disse à minha irmã – que vive na Holanda – que estava a ser pago pelo senhor Carlos Cruz. Nunca tive confiança no Marçal."
PAULO PEDROSO
Acusado de 23 crimes, a juíza decidiu não o levar a julgamento.
"Também vi Paulo Pedroso em Elvas e na casa dos 'Erres'. (...) Estavam lá ainda Jorge Ritto, Carlos Mota e mais pessoas que eu não conhecia o nome. Foi um sábado à tarde. Pedroso, Ritto e mais gente estavam muito bem vestidos. Devia ser uma festa de arromba. Depois deixei lá os rapazes e fui à minha vida. Ver o Casa Pia com o Damaiense.
Nunca ninguém conheceu a família de Carlos Silvino. Quando foi preso, o aparecimento da sua irmã, Isabel Raposo, causou surpresa. Apesar de visitá-lo frequentemente, continua a ser uma das figuras mais misteriosas do processo e ninguém lhe conhece o rosto. Sabe-se apenas que vive na Holanda e que, por certo, terá tido muito mais sorte na vida do que o irmão.
Quando ‘Bibi’ abandonar o Estabelecimento Prisional da PJ, a sua liberdade não será total. Pelo contrário. O advogado José Maria Martins considera que o seu cliente “é um alvo a abater” e vai solicitar protecção policial. Esta é apenas uma das medidas previstas para protecção de testemunhas em processo penal. Se o advogado de ‘Bibi’ ou o Ministério Público entenderem necessário, o ex-motorista poderá vir a ser integrado na Comissão de Programas Especiais de Segurança, cujas medidas vão da protecção policial à concessão de nova habitação e transporte gratuito, assegurado pelo Corpo de Segurança Pessoal da PSP. Caso a juíza Ana Peres também entenda que corre risco de vida e que as suas declarações são essenciais para a descoberta da verdade, poderá ainda determinar medidas pontuais de segurança, como pedir uma “casa segura” para o arguido.
AS TRÊS CARAS DISTINTAS DE CARLOS SILVINO
Nos últimos três anos o visual de ‘Bibi’ mudou muito. Na sua primeira imagem conhecida, Carlos Silvino estava nervoso e envergava um quispo vermelho. Um ano mais tarde, ‘Bibi’ aparece mais magro no dia do abortado cara-a-cara com as vítimas. Na última aparição não dispensou os óculos escuros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.