Alberto Fernandes, 26 anos, foi considerado pela terceira vez o detentor de mais força do País. Diz que é um homem pacato. Os músculos, ganhou-os a carregar cimento.
Levantar um automóvel, movimentar um pneu de engenharia com uma tara de 350kg, puxar um autocarro cheio de passageiros, pegar em dois pneus de camião e quatro de carro, pegar num bidão de 200 litros e em dois de 80 e, finalmente, andar 15 metros com duas malas de 90 kg cada, são tudo feitos de Alberto José Fernandes, que venceu, pelo terceiro ano consecutivo, o campeonato nacional do Homem Mais Forte de Portugal. Trata-se de uma prova anual que reúne os indivíduos que mais se destacam pela sua força extrema, e também grande capacidade de sofrimento.
Alberto Fernandes confessa que ainda sente dores pelo esforço desenvolvido durante a prova realizada em Espinho. E conta que vão ser precisos quatro meses para recuperar totalmente. Mas nada disso o impede de trabalhar e também de frequentar o ginásio.
No entanto, o atleta – com 26 anos de idade, natural de Caires e residente na localidade vizinha de Lago – mostra-se preparado para abandonar a competição.
Neste momento é comerciante em materiais de construção na Matrilago, uma empresa da família, mas conta que foi a carregar sacos de cimento e outros materiais que ganhou a força que hoje tem. “Foi onde sempre trabalhei. Os empilhadores ainda são máquinas recentes e, quando não os havia, o material tinha que ser carregado a ombro”, revela.
TRÊS VEZES CAMPEÃO
Alberto começou a fazer musculação aos 17 anos, incitado por um vizinho que andava num ginásio, em Braga, e nunca mais parou. Curioso, mesmo para o próprio, é que o vizinho desistiu e ele continua. E mesmo quando chega ao fim do dia
cansado de tanto trabalhar, a ida ao ginásio mantém-se.
A família não se queixa – “ são os primeiros a mandarem-me trabalhar o físico” – e espera por ele para jantar.
Com um treino diário de duas horas, Alberto quer agora parar de aumentar os músculos para os definir melhor. E diz que só toma vitaminas naturais para recompor o organismo do cansaço.
O desportista conseguiu o feito de ser já tri-campeão nacional na prova do ‘Homem Mais Forte de Portugal’.
Venceu o título pela primeira vez em Chaves, e repetiu depois o feito na prova internacional realizada na Maia, quando se deparou com ‘pesos-pesados’ vindos de toda a Europa (posicionando-se em quinto lugar como o melhor português). “Para ser sincero, até me assusto quando chego às provas e deparo com aqueles monstros todos, bem mais corpolentos que eu”, confessa. Mas a intimidação vai diminuindo à medida que supera as provas.
No último campeonato nacional, em Espinho, teve que levantar um automóvel, movimentar um pneu de engenharia com uma tara de 350 quilos, puxar um autocarro cheio de passageiros, pegar em dois pneus de camião e quatro de carro, elevar num bidão de 200 litros e dois de 80 e, finalmente, andar 15 metros com duas malas de 90 quilos cada.
Depois deste esforço, o atleta trouxe para casa o título e 350 euros de “prémio simbólico”. “Em Portugal, só o futebol é que chama as pessoas e dá dinheiro”, lamenta, alertando para a “imensidão de actividades físicas que existem e as pessoas nem sabem”. “Prova disso é esta prova só ter sido transmitida televisivamente, em Portugal, pela Eurosport”, observa.
Com propostas para participar em provas internacionais, o comerciante vê-se impossibilitado de as aceitar: “Primeiro porque isto não consegue alimentar a minha família” e depois porque são necessários quatro meses para recuperar totalmente de uma prova destas. É pena.
Apesar de ser o homem mais forte de Portugal, Alberto Fernandes não se considera nenhum ‘rambo’. “Os heróis só existem nos filmes, eu sou uma pessoa normal, como outra qualquer… apenas terei mais força, mas em qualquer situação posso ir abaixo”, defende. Alberto confessa-se “pacífico” e garante mesmo que “nunca” andou à pancada, com excepção para “uns pequenos safanões” que tiveram de acontecer quando foi segurança numa discoteca. São tempos que não gosta de recordar, mas onde deu para constatar que “os pequenos e franzinos são os piores”. O pior momento por que passou aconteceu na sequência de uma confusão na discoteca. “Um pequenote fez tanta asneira que tive de lhe dar um safanão, que ele atravessou o salão todo. Mas depois o rapaz apareceu-me à hora do lanche, a tremer, com uma caçadeira. Valeu um colega, que lhe tirou a arma”, relata, concluindo que, frente a uma arma, não há força que adiante”.
BI DE UM GOLIAS
Nome: Alberto José Fernandes
Idade: 26 anos
Nascimento: 27 de Abrtil de 1976
Naturalidade: Caires, Amares
Residência: Lago, Amares
Estado Civil: Casado
Filhos: António (6 anos) e Eugénia
(2 anos)
Estudos: Primária de Caires, Preparatória e Secundária de Amares.
Profissões: Comerciante de materiais
de construção.
Peso: 120 kg
Altura: 1,85 m
Calçado: 43
Signo: Touro
Prato: Pica-no-chão
Bebida: Água
Carro: “Se Deus quiser, há-de ser Porsche Boxster”
Deporto: Culturismo
Passatempo: Culturismo
Religião: Católica
Clube: Benfica
Virtude: “Simplicidade”
Defeito: “Teimosia”
Maior desejo: Saúde
Excesso: “Não gosto”
Pecado: “Sou um santo”
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