O músico e produtor preza acima de tudo ter liberdade para criar. Gostava de erradicar a fome e as injustiças do Mundo e, se Deus lhe telefonasse, ficaria – no mínimo – muito surpreendido...
Carlos Maria Trindade nasceu em 1954 em Lisboa e estudou no Conservatório Nacional piano e composição. Há alguns anos, aquele que é uma das mais respeitáveis figuras da música portuguesa, trocou o barulho da capital pela paz de um monte alentejano, onde se dedica agora à produção.
Enquanto instrumentista, Carlos Maria Trindade chegou à música em 1971 ao formar os Soft Thud com Paulo Pedro Gonçalves. Em 1979 dá vida aos Corpo Diplomático e um ano depois forma os Heróis do Mar. Na década de 80 produz ‘Spleen’, ‘Circo de Feras’, dos Xutos & Pontapés, e os dois álbuns dos Delfins.
Os Heróis do Mar acabaram em 1989. Em 1991 edita ‘Mr. Wollogallu’ com Nuno Canavarro. Ainda nesse ano, assume o cargo de A&R nacional da Polygram, que deixa em 94 para integrar os Madredeus. Depois do grupo assinou ‘Fado Curvo’ de Mariza e ‘Cai o Carmo e a Trindade’, dos Amor Electro, entre outros.
A resposta escolhida surge a sublinhado
- Se lhe fosse possível voltar a subir ao palco com uma das suas antigas bandas, qual escolheria?
a) Corpo Diplomático
b) Heróis do Mar
c) Madredeus
d) Outra hipótese: os Heróis do Mar com a energia dos Corpo Diplomático e a musicalidade dos Madredeus
- O que o move quando aceita produzir um disco?
a) Quando a música, além de se enquadrar nos estilos que gosto, me desafia
b) Quando sinto que aquilo vai ter um enorme sucesso
c) Quando sinto que posso ajudar e simultaneamente aprender com o trabalho
- Em pleno Verão, qual o final de tarde perfeito?
a) À beira-mar, numa qualquer paragem longe de casa, embalado pelo som da pop electrónica
b) Numa esplanada de um bairro típico de Lisboa com vista sobre o Tejo
c) No alpendre da minha casa, no meio do campo, a ouvir um virtuoso do jazz
- Se lhe dessem a oportunidade de produzir qualquer artista que desejasse, qual escolheria?
a) Um disco a solo do Bono, dos U2
b) O disco do regresso dos Madredeus às actividades discográficas
- Acaba de lançar ‘20 Músicas Nómadas’, uma colectânea com as músicas do seu percurso solitário como compositor, intérprete e produtor. Ser nómada na música é...
a) Ser livre
b) Ter tempo para pensar e executar
c) Poder controlar todo o processo até ao resultado final
- Há uns anos deixou Lisboa, onde nasceu, e mudou-se de armas e bagagens para um monte alentejano, onde vive e trabalha. Porquê?
a) Estava farto do barulho, do pó e do stress da cidade
b) Porque preciso de tempo, de paz e serenidade para me dedicar às coisas, aos projectos e às pessoas que realmente me importam
c) Era um sonho que estava à espera do timming ideal para ser concretizado
- Em tempos de crise económica no País, qual o ditado mais apropriado?
a) Rir é o melhor remédio.
b) Grão a grão enche a galinha o papo
c) É tarde para a economia quando a bolsa está vazia
d) Outra hipótese: depois da casa assaltada, trancas à porta
- Se lhe dessem um milhão de euros para assumir uma tarefa difícil, qual escolheria?
a) Passar férias numa ilha isolada com Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e António José Seguro
b) Produzir um disco de Zezé Camarinha
c) Comer gafanhotos vivos
- É convidado a defender uma causa nobre. Qual escolheria?
a) Erradicar a fome e as injustiças do Mundo
b) Garantir o acesso à educação (inclusive musical) a todas as crianças
c) Ajudar os 675 mil desempregados portugueses a encontrar trabalho
- Se lhe pedissem para acrescentar um aos Dez Mandamentos para Portugal, qual escolhia?
a) Não aldrabarás o plano da troika
b) Não gastarás como alemão, produzindo como marroquino
c) Não tornarás a confiar nos políticos
- Se recebesse um telefonema de Deus, o que diria?
a) Perdoai-me Senhor
b) Já chegou a minha hora?
c) Com que então existes, pá...
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