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Em teoria, no papel e na PlayStation

“O CR7 – o jogador mais capaz em toda a emulação – vai espetando livres (...). É de facto assustadoramente real”

20 de junho de 2010 às 00:00

Neste momento tenho três vícios dignos desse nome: tabaco, café e PlayStation. Até ao ano passado a minha escolha no que diz respeito a jogos de futebol para aquela consola recaiu sempre no ‘Pro Evolution Soccer’, mas decidi dar uma chance ao FIFA depois de ter lido maravilhas acerca da última edição, que foram rapidamente confirmadas por alguns amigos.

Já em 2010 experimentei jogá-lo on-line e aquilo que era um escape saudável começou a ganhar contornos de adição: comecei a dar por mim a sonhar com a coisa, em semanas que chego mais tarde a casa sinto-lhe a falta à medida que a noite avança e, quando cansado e sonolento, acabo sempre por arranjar maneira de fazer um par de jogos antes de ir para a cama – o que de resto é má escolha quando o adversário do outro lado tem um nick que é qualquer coisa como messi_1997 (ou seja, tem treze anos), sabe truques que se desunha e festeja todo e qualquer golo com a dança do robô, seja com o Iniesta ou com o Ibrahimovic: à partida a coisa é apenas ridícula, mas torna-se massacrante depois do terceiro tento.

Deveria ser proibido meter certos jogadores a celebrar com aqueles festejos e tenho pensado em expor o assunto aos responsáveis do jogo numa carta sentida. Na altura da Liga dos Campeões toda a gente escolhia o Barcelona, uma das equipas com mais habilidades e capacidade nas diferentes aptidões, e lá ia eu para a frente com o Inter de Mourinho, causando algumas surpresas, já que eles fartavam-se de fazer bonitos e eu é que marcava os golos, como de resto veio a acontecer na realidade.

Por estes dias do Mundial as pessoas têm escolhido selecções, muito naturalmente. Algo triste com a nossa, muitas vezes prefiro a da Argentina, mas volta na volta escolho a portuguesa, como não podia deixar de ser. Pressinto um certo optimismo da parte dos meus imberbes adversários, que rapidamente se torna em incredulidade, à medida que o CR7 – o jogador mais capaz em toda a emulação – vai espetando livres, depois de meter os ombros para baixo e expelir o ar para fora naquele gesto tão peculiar.

É de facto assustadoramente real. Só é pena que aquilo que é possível em teoria, no papel e na PlayStation, às vezes não aconteça na realidade.

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