Dezanove voltas ao Mundo; 750 mil quilómetros percorridos; 9030 horas de voo. Todos são sinónimos da ‘corrida’ aérea, (só) em 2007, dos três Falcon 50 para transporte VIP do Estado – voavam em média 720 horas anuais. Nunca foram tão solicitados, nem na fase da candidatura portuguesa ao ‘Euro 2004’, quando José Sócrates (então ministro-adjunto do primeiro-ministro) visitou vários países usando aviões VIP do Estado.
Acontece que, desde Novembro último, registaram-se três incidentes com os Falcon onde voavam o próprio José Sócrates, primeiro-ministro, antes o seu ministro da Defesa e depois o Presidente da República.
“Quem terá de se pronunciar sobre a necessidade de substituição dos Falcon, em primeira instância, é o Governo. Por enquanto nós garantimos a segurança de voo e, cabe-nos também, garantir as operações e a manutenção da qualificação dos tripulantes. Agora, é de bom senso, porque as aeronaves têm um ciclo de vida que não é ‘ad eternum’, que alguém – que não a Força Aérea Portuguesa (FAP) – pondere a substituição” – acautela o porta-voz da FAP.
“Já é tempo de os substituir – alega o ex-Presidente da República Jorge Sampaio – até porque com a actual intensidade da vida internacional, este meio de transporte tornou-se imprescindível.” A Sampaio sucedeu há dois anos Cavaco Silva – o primeiro-ministro responsável pela compra dos três aviões VIP, dois em 1989 e um terceiro em 1991, quando Mário Soares era Chefe de Estado. “Eu próprio – recorda Jorge Sampaio – pedi a certa altura à Casa Militar um estudo de renovação dos Falcon 50... de facto, já então me parecia razoável substituir os velhos Falcon 50 por uma solução mista, combinando, por um lado, um aparelho do mesmo género mas mais moderno e capaz de maior autonomia e, por outro, um aparelho maior, susceptível de transportar comitivas mais extensas ou mesmo tropas em missões internacionais.”
E foi por razão desta última viagem à Jordânia que o actual Presidente da República, Cavaco Silva, disse descontraidamente aos jornalistas que – “nem na Europa, nem em África” – já nenhum membro de governo ou Chefe de Estado usava estes aviões. Dias antes, a 15 de Fevereiro, um segundo Falcon da FAP foi buscar Cavaco à base aérea italiana de Brindisi. O primeiro, aterrara lá porque foi detectada uma anomalia no indicador de combustível. “Iam dois pilotos na cabina e outros dois nos lugares dos passageiros e eles riam-se”, descreveu aos jornalistas o Chefe de Estado, acrescentando que riu também.
“O que se passa a bordo do avião é matéria reservada” – fez saber o assessor de Imprensa de Cavaco Silva. Mas nem sempre as viagens são feitas pelo avião VIP que a FAP opera. Ao Brasil, o Presidente foi em voos comerciais da TAP; até à Índia, fretou um avião. Viaja muitas vezes na “carreira”, onde, por tradição, Cavaco aproveita para cumprimentar os jornalistas a bordo e a comitiva. “E quando quer conversar não tem problemas em fazê-lo num voo, ou noutro”, acrescenta o mesmo assessor. “É natural que o senhor Presidente da República possa ler dossiês e fazer leituras, pedir esta ou aquela informação a quem o acompanha (no Falcon).”
SEGURANÇA DOS FALCON
Serão seguros os Falcon? “O Ministro da Defesa Nacional mantém a mesma convicção de que os Falcon são seguros, como aliás foi reiterado pela Força Aérea Portuguesa”, informou o gabinete de Imprensa. Antes, Severiano Teixeira disse, em entrevista ao Rádio Clube Português, que “a questão tem que se pôr, deve ser ponderada e depois decidida”. Mas, “não é imediata”.
A FAP confirma – “por enquanto” – a segurança deste modelo da marca francesa Dassault, que entretanto já não se fabrica. “Desvalorizamos estes incidentes. Trataram-se apenas de falhas técnicas (umas tinham a ver com os instrumentos do sistema de combustível, sistemas hidráulicos...) e não de avarias, muito menos situações de emergência que colocassem em causa a segurança de voo”, diz o porta-voz.
Já somam três incidentes em três meses: antes do sucedido com o Presidente da República, o primeiro-ministro chegou atrasado a Argel na visita oficial de Dezembro; um mês antes, outro incidente no voo para a Lituânia com o ministro da Defesa a bordo. Mas se a decisão sobre a sua substituição cabe ao Governo – segundo a FAP, – quem decide se o avião deve ou não aterrar é o próprio comandante a bordo.
“Nalguns destes casos, o piloto decidiu aterrar por precaução”, explica a mesma fonte da FAP. Todos os procedimentos são relatados depois. Só se age de modo diferente no caso de emergência, segundo as regras da aviação.
A FUNÇÃO
Comprados – de acordo com o Decreto-Lei n.º 72/89, de 3 de Março, – “considerando o elevado interesse público de, em circunstâncias especiais, se dispor de meios aéreos que facilitem o cumprimento de diversas tarefas nacionais, a efectuar pelos representantes máximos da soberania da Nação ou por outras altas entidades nacionais (...)”, principalmente, pela presidência portuguesa da União Europeia, em 1992.
Os Falcon levam, no máximo dez pessoas. “É cómodo – uma pessoa vai mais distendida do que num voo comercial. Acho que oito leva à vontade. A partir daí as coisas são um pouco mais complicadas” – explicou uma fonte governamental. “Na parte da frente tem lugares todos seguidos onde as pessoas podem falar entre si, mas enfim... na parte de trás, há uns quatro lugares – no máximo cinco – que fazem um círculo, onde as pessoas podem falar e até podem abrir uma mesa de refeições, onde se pode pôr documentos.”
“Nessa parte de trás até dá para as pessoas trabalharem um bocadinho, reunirem e falarem. Aliás, a táctica habitual, quando vai o primeiro-ministro, um ministro ou até o senhor Presidente é irem atrás com as pessoas com quem precisam de trabalhar.”
Jorge Sampaio recorda, a este propósito, que “as viagens de ida eram quase sempre utilizadas para rever dossiês ou aspectos que se prendiam com as próprias deslocações – ora um discurso, ora um programa, ora alguma questão mais sensível a passar em revista e a discutir com os colaboradores; o regresso era em geral mais descontraído e aproveitado para retemperar forças.” E acrescenta “por graça” que, em dez anos, recorda “o sabor especial dos pastéis de nata estaladiços que serviam a bordo do Falcon, independentemente da hora ou destino do voo...”
Quando o general Ramalho Eanes foi Presidente da República não havia, naturalmente, nenhum Falcon 50. Antes, foram comprados, em 1984, os Falcon 20 que nunca usou. “As necessidades de deslocamento aéreo eram resolvidas por recurso a meios aéreos militares – o C-130 no caso de deslocações de longo curso. Nessas utilizações o único facto que há, e que não é significativo, é que numa das vezes, em que regressávamos da Venezuela, um dos motores do C-130 avariou, sem que a tripulação conseguisse imobilizar a hélice (pôr o motor “em bandeira”). Esta situação pode criar condições de incêndio e isso terá determinado que muito perto dos Açores eu tivesse constatado que voava muito perto de nós um outro C-130. O tempo largo de companhia levou-me a perguntar o que se passava e foi-me, então, explicado que a missão do avião era uma missão de prevenção e segurança, para o caso do C-130 em que voava ter qualquer problema grave.”
Tal como com o helicóptero ‘Puma’ que, em 1982, transportou o Papa João Paulo II, era acoplado ao C-130 um ‘kit VIP’ – uns bancos semelhantes aos dos voos comerciais. “O kit disponível para os C-130 era extremamente incómodo porque não tinha considerado que, em viagens longas, em que normalmente se dorme por certos períodos, os apoios da cabeça são indispensáveis” – acrescenta o general Ramalho Eanes.
O DESGASTE
Segundo fonte ministerial, os Falcon 50 acusam o desgaste dos anos. “Francamente o Estado não está muito bem servido. Mas em termos de políticas públicas, não sei se faz sentido comprar novos aviões.” Com igual prudência, o consultor em Portugal da empresa fabricante dos Falcon – a Dassault – afirma que tudo o que tem sido dito “não quer dizer que os aviões sejam maus, ou não sejam próprios.” Ainda assim, acredita que o Falcon 7X seria o “natural” sucessor dos actuais. Só que a um preço de 32,4 milhões de euros. A marca francesa tem mais dois modelos: o Falcon 2000 e o 900, para transporte de 16 passageiros, ao preço de 23,6 e 27 milhões de euros respectivamente.
Para o consultor da Dassault, vender os nossos aviões não iria render mais de 6,5 milhões de euros cada. Desvalorizaram: “foram mantidos fora da linha de manutenção da Dassault – na OGMA, Indústria Aeronáutica de Portugal, S.A. – e têm modificações. Qualquer pessoa pode comprar um avião, tem é que homologá-lo no Instituto Nacional de Aviação Civil.”
Pouco depois do incidente com o Falcon onde Cavaco seguia, foi publicado um diploma que prevê 43 milhões de euros em três anos com a manutenção das aeronaves da FAP. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 29/2008, determina “que a adjudicação seja feita por ajuste directo à OGMA (...).
A propósito de uma possível renovação dos Falcon 50, o PS, PSD, PP e BE “não se opõem abertamente à renovação da frota” – segundo a Lusa. O deputado do PCP António Filipe afirma que “não há uma questão política com os Falcon.” Acrescenta que “quando se concluir que as condições de segurança não estão asseguradas, haverá que pensar na sua substituimção.”
FICAM PARA A HISTÓRIA MOMENTOS DRAMÁTICOS E OUTROS DE VIRAGEM NO FUTURO DO PAÍS: O DRAMA DO CASO CAMARATE
Há acidentes na história da aviação que ficaram gravados na memória dos portugueses: a morte de Sá Carneiro (então primeiro-ministro) surpreendeu o País e ficaram mesmo por explicar as circunstâncias em que o avião onde seguia se despenhou em Camarate, em Dezembro de 1980; ou o falecimento em 1986 de Samora Machel, o guerrilheiro líder da Frelimo.
SEM DRAMATISMOS
Sem dramatismos, o anterior ministro dos Negócios Estrangeiros Freitas do Amaral disse que as viagens pioravam o seu problema de costas. Demitiu-se após admiti-lo. Noutros tempos, Salazar só terá ido até Espanha e de comboio. Nunca terá voado.
OS GIGANTES DA AVIAÇÃO DE ESTADO INTERNACIONAIS
O Boeing 747-200B, passa a ser “Air Force One” quando o Presidente norte-americano está a bordo. Aníbal e Maria Cavaco Silva com o vice-presidente dos EUA, na campanha das nossas Presidenciais de 2006.
SÓ EXISTEM TRÊS
Portugal só tem os três Falcon 50 ao serviço dos representantes nacionais. Outros países que mantêm este modelo: a França - embora usem também dois Airbus A319 e dois Falcon 900; Itália, que tem três Airbus; Espanha que tem Falcons 20 e 900, e dois Airbus A320.
“Fiz inúmeras viagens de Falcon, passei muitas horas a bordo dessas aeronaves que me transportaram aos quatro cantos do Mundo, com o conforto possível (...). Lembro-me de uma quase interminável viagem de regresso da África do Sul, com uma paragem no Cairo; de uma deslocação a Cuba para participar numa Cimeira Ibero-Americana; de incontáveis percursos na Europa e, claro, de trajectos, vezes sem conta, entre Lisboa-Porto ou Faro” - Conta Jorge Sampaio
1989/91: RADIOGRAFIA AOS NOSSOS FALCON 50
Dois Falcon 50 foram comprados em 1989 e um terceiro em 1991 por Cavaco Silva, então primeiro-ministro. Eram os transportes VIP que interessavam ao País, na presidência portuguesa da União Europeia. Estes aviões fazem também evacuação sanitária (em 2007, no Afeganistão e Açores) e transportam órgãos humanos para hospitais do território continental.
1963 - PUMA: Dos 13 ‘Pumas’ iniciais sobraram dez. O Papa João Paulo II viajou, na primeira visita ao País, em Maio de 1982, num ‘Puma’ com ‘kit VIP’.
1977 - C-130: Adquiridos em 1977, os três C-130 da Força Aérea Portuguesa tinham a possibilidade de acoplar um ‘kit VIP’ – uns bancos semelhantes aos dos voos comerciais, embora que mais desconfortáveis –, para poder transportar altas figuras de Estado. Eram os C-130 e os C-212 Aviocar que, desde o final da década de 70 e até meados dos anos 80, faziam de transporte VIP.
1984 - FALCON: Comprados em 1984, os Falcon 20 serviram o Estado como transporte VIP até à chegada dos Falcon 50. Depois, estes passaram a fazer a calibragem de aeródromos.
2006 - MERLIM: Os ‘Puma’ foram substituídos em 2006 pelos EH – 101 Merlin, os Rolls-Royce de hélices no ar. O Presidente dos EUA tem uma frota de Merlins.
9030 Horas voaram os três Falcon 50 do Estado só em 2007. Portugal presidiu à União Europeia no segundo semestre.
750 Quilómetros percorridos apenas durante o ano de 2007; o que equivale a cerca de 19 voltas à Terra em linha recta.
2165 Horas percorreram os três Falcon 50 durante os três anos de 2004 a 2006. A média anual é de 721 horas de voo.
As aeronaves destinadas ao transporte de altas individualidades de Estado, normalmente têm bons acabamentos interiores. O luxo abunda.
ESPAÇO À MEDIDA
No interior, entre bancos, uma pessoa caminha bem.
Os Falcon 20 foram adquiridos, usados, à distribuidora FedEX.
MÁRIO SOARES
Foi enquanto Presidente da República que Mário Soares os estreou.
SANITÁRIOS MAIS PEQUENOS
Este modelo da Falcon tem os sanitários na parte da frente. Os modelos que se seguiram já instalam um espaço maior, na retaguarda do avião. No caso dos aviões VIP do Estado, este espaço privado é mais pequeno.
LUGARES CONFORTÁVEIS
É mais difícil para os ocupantes do Falcon conversarem quando sentados nos bancos laterais. Mas o conforto permite descansar e até ler documentação importante.
SOFÁS PARA REUNIÕES
No sofá da parte de trás do Falcon podem sentar-se quatro ou cinco pessoas. A mesa de apoio serve também para reuniões.
O Falcon 50 mede 18,52 metros, cerca de três carros e meio iguais ao de Sócrates, o VW Phaeton.
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