Jovens de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga explicam porque é importante dar nas vistas e sair à rua com estilo
Tinha 15 anos. Ana Sofia estava na rua com umas amigas. Iam visitar a antiga professora primária. "Passou um carro por nós, com uns rapazes muito giros. Estavam maquilhados e nós ficámos muito surpreendidas pela maquilhagem - há dez anos não era tão normal como hoje. E metemo-nos com eles. Eles voltaram atrás e começaram a fazer-nos perguntas: medidas, idade, etc. Fiquei super-intrigada com todas as perguntas. Não estava a perceber. Até que eles me disseram que eram de uma agência de modelos. E na minha cabeça surgiu a pergunta: ‘Eu, modelo?' Não me parece." Todos a reconheceriam hoje. A modelo Ana Sofia Martins já fez campanhas para marcas como a Victoria's Secret, fotografaram-na em editoriais da ‘Marie Claire' e da ‘Teen Vogue'. E trocou a Outurela, o bairro pobre de Carnaxide, por Nova Iorque, nos EUA.
Nas ruas, há quem consiga ver modelos em toda a parte. Mesmo que se escondam por trás de roupas largas e padrões desconcertantes. Com piercings. Chapéus. São ‘scouters' - os caçadores de modelos.
"É a maneira de encontrar pessoas que se encaixem no perfil, porque, sinceramente, a maior parte das pessoas que querem ser modelos não têm o que é necessário", explica Ana Sofia.
Até Gisele Bündchen foi descoberta por um ‘scouter': Dílson Stein. Mas há outros famosos, como a britânica Isabella Blow, que lançou Sophie Dahl e Stella Tennant e promoveu o estilista Alexander McQueen.
Em Portugal, Hélio Bernardino, da Elite, e Fátima Lopes, da Face Models, não têm ‘scouters' na rua. São muitas as inscrições que recebem via internet. Fátima Lopes adverte, porém, para o perigo de ‘scouters' com "intenção não propriamente de encontrar manequins mas sim fazer books e ganhar dinheiro". Ana Sofia acrescenta: "Se vos pedirem dinheiro, fujam a sete pés."
Mais desinteressados são os fotógrafos de ‘street style', como Bill Cunningham, que andam pelas ruas a fotografar os tais com roupas desconcertantes, piercings e tatuagens para encher de estilo blogues como o nova-iorquino Sartorialist, o parisiense Style Catcher, ou o português Alfaiate Lisboeta.
ESTILO SOFISTICADO A CONDIZER COM O CHIADO
Estilo sofisticado. Filipa Pereira mistura peças básicas e mais elaboradas; caras e outras mais baratas. Como no dia em que foi fotografada na rua do Carmo, Chiado. Vestia uma blusa da Blanco, calças brancas da Zara e uns sapatos de salto alto da Zillion. A "loucura" cometeu-a ao comprar a mala da Louis Vuitton. É para evitar compras como esta - que na verdade até foi uma prenda de aniversário para si própria - que aplica as suas estratégias de marketing.
"Vou aos sites das lojas, procuro o que me interessa e só depois compro. Gosto muito de compras, mas viciada não sou, especialmente nestes tempos de crise." Ainda assim, confessa que chega a gastar 500 euros em roupa num mês. "Ontem, ouvi dizer que a Blanco estava com descontos só das 18h00 às 20h00. E fui logo lá. Mas acabei por não comprar nada, não gostei."
Além das promoções, (per)segue também as tendências que os blogues vão ditando. Estrangeiros na sua maioria. Um deles é o da actriz espanhola Paula Echevarría. Filipa só não criou ainda o seu blogue por falta de tempo.
Nome: Filipa Pereira
Idade: 25 anos
Profissão: Gestora de produto (seguros)
Quanto gasta: Pode gastar 500 € de uma só vez em roupa. É de Lisboa
Peça: A mala Louis Vuitton não foi apenas um "deslize" orçamental. Foi uma oferta que Filipa fez a si própria quando comemorou os 25 anos.
UM TOQUE PESSOAL EM TODAS AS PEÇAS
Estudante de Design, Marcelo tem por hábito transformar peças simples em modelos únicos, que usa com orgulho. Sempre acrescenta ao look peças improváveis. Apesar da habilidade, por mês, chega a gastar 300 euros em roupa - na Zara, a sua loja preferida. Os preços e a qualidade são sempre tidos em conta, mas por vezes comete "pequenos pecados".
Marcelo diz que compra o que gosta, mas não esquece a vertente útil da roupa. "Não vale a pena comprar peças bonitas mas que não combinem com o que temos no guarda-roupa." O conforto também é importante. "Acho que temos de nos sentir bem com o que vestimos." Mais uma razão para que ele acrescente um toque pessoal a tudo o que veste.
O processo é simples: "Compro peças básicas, faço um desenho e mando estampar", explica o jovem de Paços de Ferreira, que assume não ter quaisquer ícones de estilo. "Visto o que me apetece, o que me fica bem. Inspiro-me no ambiente, no local onde estou."
Nome: Marcelo Pacheco
Idade: 19 anos
Profissão: Estudante
Quanto gasta: Gasta 200 ou 300 euros por mês. Vive em Paços de Ferreira
Peça: Destaca a camisola branca pela "originalidade". O estampado foi pensado por Marcelo, que consegue desta forma personalizar a sua roupa.
A SOCIALITE OLIVIA PALERMO É UMA INSPIRAÇÃO
Catarina Peixoto é tão apaixonada por moda que criou um blogue especializado. Quase diariamente, alimenta o site com os seus looks e as suas peças de desejo. A professora de Música assume ser viciada em roupa, mas não comete loucuras. "Há meses em que não compro nem uma peça. Posso dizer que sou uma sortuda: com o blogue, as marcas oferecem-me vários modelos", explica.
Inspira-se na socialite norte-americana Olivia Palermo e em outras bloggers de moda. Catarina explica que, ao vestir-se, escolhe apenas uma peça, construindo um look a partir daí. "É mais fácil dessa forma. Uma camisola pode não ter nada a ver com o calçado, mas quando vestida até pode resultar bem." Considera ela que para comprar sapatos e malas "o dinheiro nunca é mal investido. São objectos que usamos todos os dias, que são mais maltratados do que a roupa".
Na construção de uma indumentária, destaca as peças de renda. "Mas é preciso cuidado com as combinações. Deixem a renda falar por si."
Nome: Catarina Peixoto
Idade: 26 anos
Profissão: Professora de Música
Quanto gasta: As marcas oferecem-lhe. Vive em Braga
Peça: Destaca os calções de renda - tendência nas próximas estações. "Mas é preciso cuidado com as combinações. Deixem a renda falar por si".
O SEGREDO ESTÁ NA SOBREPOSIÇÃO DE PEÇAS
Sentado numa esplanada na rua do Norte, Bairro Alto, entre lojas e cabeleireiros trendy, até brilham os olhos azuis de Álvaro Veneroso ao falar de moda. Podia estar ali a tarde toda a debitar palavras sobre roupa. Mas hesita perante um dilema: qual a peça preferida das que veste naquele dia.
"Do que gosto mais é do cinto - ah, mas hoje está tapado, então não conta. Gosto das calças brancas. Não, não. Prefiro o colete, por ser vintage, pela piada de ter sido barato." Álvaro deita-se a pensar no que vai vestir na manhã seguinte. E acorda a perguntar-se: "O que vou vestir?" A resposta é sobreposição. Mesmo que esteja calor, por cima da t-shirt há-de vestir um colete, ou uma camisa aberta, um casaco. "A estética acima de tudo."
Inspira-o o Bairro Alto, os estilos, as montras. E a moda está-lhe no sangue. Na hora de comprar, a peça que procura tem sempre de combinar com as do seu guarda-roupa. Cinquenta euros é tudo o que pode gastar por mês. "Hoje, pensei: preciso de uns calções de ganga. Mas depois lembrei-me: os saldos estão a chegar."
Nome: Álvaro Veneroso
Idade: 22 anos
Profissão: Empregado de balcão
Quanto gasta: Gasta 50 € por mês em roupa. Vive em Lisboa
Peça: O colete é uma peça vintage comprada no Brasil. Por ser usado, foi barato. E essa é a piada de comprar roupa usada. "Gasta-se pouco."
UM ESTILO MARCADO POR FLORES E BOLINHAS
Há coisas que parecem difíceis. E estudar Artes e Culturas Comparadas é uma delas. Dar nas vistas é outra. Para Sofia Lopes, nenhuma delas é muito complicada. "Não sou seguidora de tendências, nesse sentido não ligo à moda. Visto-me de uma forma que gosto" - conta a estudante universitária finalista.
Há sempre uma inspiração vintage nas peças de roupa que escolhe - sendo usadas ou novas, partilham o mesmo corte, os temas das rosas ou das bolinhas. De manhã, acaba por nem perder muito tempo. Tem um truque: uma selecção da roupa de que mais gosta. Calças de ganga justas, t-shirts, tops. "Depois, conjugo e dou um toque giro com sapatos, mala e uma flor, que uso quase todos os dias, é a minha imagem de marca."
Outra, são as tatuagens, como a do Principezinho no joelho. Inspiração? Só se for Berlim. "Lá, as pessoas vestem-se para agradar a elas próprias e não para seguir tendências." Na moda, só há um senão para Sofia: as roupas não podem ter origem animal. Ela é contra.
Nome: Sofia Lopes
Idade: 22 anos
Profissão: Finalista de Estudos Artísticos
Quanto gasta: Por mês, gasta 50 € em roupa. Vive em Lisboa
Peça: A mala foi comprada na internet, vinda de Espanha. Há peças que não se encontram por cá e mais difícil se torna quando não podem ter origem animal.
É MESMO AFRO ESTE CABELO. E BEM PENTEADO
Não há como ter um cabelo diferente. Jaque Paulo descobriu isso quando já estudava Performing Arts (Dança e Representação) numa escola em Londres. Agora, de férias em Lisboa, cidade em que cresceu e onde vivem os pais, dá nas vistas, a passear com um amigo, de rastas, pelo Bairro Alto.
"O meu cabelo é afro mesmo. Dos maiores, acho. No Verão, costumo apanhá-lo e depois descobri este penteado por acaso. Dantes eu ficava com o cabelo a tapar-me os olhos." Jaque, filho de pai português e de mãe angolana, considera que se veste algures entre os estilos casual e street. A roupa compra-a em Londres, nas melhores marcas juvenis. Gasta 400 euros por mês.
"Há dois anos, nunca pensava que me iria vestir assim. Os nossos gostos estão sempre a mudar. Não vou ficar por aqui. Vou estar sempre a mudar." E as revistas influenciam-no bastante. Mas também os catálogos de roupa, que apelam ao impulso de comprar. Resultado: com tanta roupa, de manhã passa uma hora em frente ao espelho. Tem de ser tudo bem cuidado.
Nome: Jaque Paulo
Idade: 19 anos
Profissão: Estudante
Quanto gasta: Vive em Londres mas cresceu em Lisboa. Gasta em roupa 400 €/mês
Peça: As sapatilhas da marca Vans são diferentes porque cá em Portugal não se vende esta cor. E até condizem com a gola do pólo Fred Perry.
OS BLOGUES PODEM SER UMA BOA INSPIRAÇÃO
O tempo aqueceu e Leonor escolheu vestir um macacão mais fresco e calçar umas sandálias para ir às aulas do curso de Medicina. Mas, mais do que o tempo, o estado de espírito é que acaba por determinar a forma como vai sair de casa vestida. "Às vezes, apetece-me andar toda de preto e outras ando cheia de cor."
Se há inspiração que lhe valha - e porque é bem cosmopolita -, acompanha as tendências descritas em blogues, mais do que as que ditam as revistas. É da maneira que não lhe escapa nada aos olhos que diga respeito à sua perdição: "Sapatos. Tenho entre 30 e 40 pares." O princípio básico para ir às compras é gostar da peça que procura. "Depois, experimento-a para ver se me sinto bem - nunca compro nada sem experimentar", conta a futura médica.
Quanto gasta? 50 a 80 euros por mês. Valor que acaba por render bastante para alguém que sabe o que quer e onde quer fazer compras. "Aproveito as lojas mais baratas em vez das grandes marcas. Só compro mais caro se for uma peça de que goste muito."
Nome: Leonor Figueiredo
Idade: 18 anos
Profissão: Estudante de Medicina
Quanto gasta: Vive em Coimbra. Gasta 50 a 80 € por mês em roupa
Peça: Não foi pelo preço que namorou esta pulseira durante meses antes de a comprar, por 8 euros. Foi mesmo por pressa. Agora, usa-a diariamente.
UM CLÁSSICO SEM PERDER A IRREVERÊNCIA
Élsio é daqueles bancários com bom look. Não perde a juventude (nem irreverência) vestindo um fato clássico. Não é nem de espantar que dentro daquela mochila, que leva às costas, leve o almoço para o trabalho. Está na cara que é um jovem moderno e citadino. E, porque a vida não é só trabalho, Élsio também gosta de aproveitar o final do dia e os fins-de-semana para descontrair. "Não é exactamente o que parece, mas eu gosto é de bermudas."
Além disso, a sua preocupação com a roupa estende-se aos padrões e às cores vivas, de preferência. "Considero que o padrão de roupa que uso é um bocado alternativo. Mas posso caracterizar o tipo de roupa que visto como sendo de cores vivas. São as tendências que eu sigo." Provavelmente recebe também a influência das suas raízes cabo-verdianas. "Estamos à vontade para usar cores que para outras pessoas são berrantes mas que para nós são agradáveis."
Não foi desta que se deixou fotografar de vermelho ou verde vivo, as suas preferidas.
Nome: Élsio Lopes
Idade: 27 anos
Profissão: Bancário
Quanto gasta: Gasta 300 a 350 euros por ano em roupa. Vive em Lisboa
Peça: Os óculos de sol são uma peça de estilo. Podem usar-se com qualquer tipo de roupa, quer seja um fato com cores-padrão ou bermudas.
UM ROSTO PORTUGUÊS COM GENES HOLANDESES
A mistura de genes holandeses e portugueses só podia resultar num rosto marcadamente diferente. Mais ainda quando se deixa apanhar pelo sol bronzeador de Lagos, no Algarve, onde vive a família. Arianne Amores mudou-se para Lisboa para trazer, agora no Verão, um estilo praia à capital. "Eu não sigo muito a moda, visto aquilo que me apetecer.
Agora no Verão, é mais vestidinhos, calções, cores alegres, sandálias. Tudo muito descontraído." Não é de gastar dinheiro nas lojas mais caras. Tem algumas de eleição no Bairro Alto. No Verão é quando gasta mais a comprar roupa. Tem muitos sapatos mas diz que não os colecciona. Já o mesmo não pode dizer quando se fala de acessórios - essa é a sua grande paixão.
Tem estilo próprio e vê-se que Arianne gosta de moda. "Costumo ler a ‘Vogue' e a ‘Elle', mas não me baseio nisso para escolher roupa." Às vezes, a internet exerce mais influência: o relógio comprou-o no site Amazon. E depois, em viagens habituais à Holanda, compra sempre algumas peças de roupa usadas.
Nome: Arianne Amores
Idade: 22 anos
Profissão: Estudante de Comunicação Social
Quanto gasta: 100 a 200 € por mês em roupa. Vive em Lisboa
Peça: A mala Massimo Dutti foi comprada em saldos no Inverno. É muito prática e pequena mas cabe lá tudo o que Arianne precisa para o dia-a-dia.
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