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Guiado pelo poder da mente

Automóveis que são capazes de ler as ondas cerebrais dos condutores fazem parte de um futuro próximo

28 de janeiro de 2018 às 11:12

Já imaginou ter um carro que consegue ler pensamentos e antecipar decisões na estrada? A Nissan garante que o carro que lê a mente dos condutores vai melhorar o tempo de resposta de quem conduz. Um pequeno detalhe que pode fazer a diferença entre a vida e a morte quando se trata de evitar um acidente grave. A tecnologia que a marca está a desenvolver faz com que o carro receba ordens do condutor, através de um capacete que lê ondas cerebrais, e antecipe a reação.

Apesar de parecer ficção científica, a ideia de as máquinas lerem o nosso pensamento começa a ser realidade. Além de já haver drones comandados pelo ‘poder da mente’, há projetos espetaculares para devolver o movimento perdido a pessoas com lesões graves da medula.

Cérebro e músculos

O exoesqueleto do ‘Walk Again Project’ liga diretamente ao cérebro minúsculos sensores que, com ajuda de realidade virtual, devolveram a sensação de movimento a sete pessoas totalmente paralisadas. Depois de meses de treino, recuperaram algumas funções neuronais implicadas na parte motora e alguns voltaram a controlar bexiga e intestinos. Noutra experiência, um jovem tetraplégico mexeu a mão graças a um bypass entre o cérebro e os músculos do braço. E a comunicação entre o cérebro e a tecnologia já mudou a vida de um homem biónico com dois braços robóticos comandados pelo pensamento.

Como diz o especialista em inovação Pedro Oliveira, "assim que se perceba totalmente como o cérebro comanda o movimento, vai ser possível aplicar o princípio [do poder da mente] a todas as máquinas".

SOCIEDADE BIT, por Reginaldo Rodrigues de Almeida

Máquina cerebral

Por mais sofisticadas que sejam as máquinas, tal como as inovações da robótica e inteligência artificial, o corpo humano continua a ser a mais completa. Não é perfeita, mas ainda é a melhor.

Mas a facilidade de comunicação inteligente entre máquinas e objetos, e consequentemente com as pessoas, pode melhorar a vida em tudo, mesmo a do próprio corpo humano e, dentro dele, do cérebro.

A medicina do futuro, cada vez mais praticada por atos de engenharia e ligada a novas competências cerebrais dadas por implantes tecnológicos onde a nanotecnologia é rainha, permite novas abordagens, incrementando uma espécie de supercérebros e ampliando o talento e a proatividade das capacidades cognitivas dos mais treinados mas, ao mesmo tempo, também se constitui como precioso auxiliar daqueles que por quaisquer circunstâncias viram diminuídas as capacidades cerebrais.

O potencial é enorme, e o impacto ainda maior, mas é importante não esquecer que o ‘humanware’ dos que têm responsabilidades de decisão tem de usar a mais completa de todas as ferramentas: o bom senso!

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