Mal abre a porta e o mundo gira num barril de esponja, anos de vida para o ver cair ao canto da sala. Pediu dinheiro em latas. Nas lojas. Deu o que tinha. Fez-se luz e não há-de parar. “Vocês viram.”
Os olhos de mãe brilham mas o médico pede calma. Sorri. Rafaela não é um peso morto, o corpo mole que nem sustinha a cabeça. “Há-de ser independente”. E vale por tudo. Da luz do dia à comida que Tânia quase não vê. “Abdiquei. Como restos de pão, cá me arranjo. Mas olhem que ela não fazia isto”, a filha de três anos que já se agarra e levanta. “Talvez no fim se equilibre. Que orgulho.” Um ano depois de Cuba e 30 mil euros em esperança. Partiram de São João da Madeira “sem diagnóstico mas com suspeitas de tudo”. Doença metabólica ou muscular. Nada. Foi bebé apático e bolsava de jacto. Não retinha comida e só perdia peso. “Pequeno atraso”, diziam no Porto. Rafaela tem lesão estática no sistema nervoso central e aposta tudo no país da neurociência. Sete horas por dia. Três ciclos de um mês. Muitas são as especialidades de Havana, mas o regime de Fidel só dá saúde a cubanos ou latino-americanos. Para quem não pode, há que investir na ‘gloriosa nación’. E é o que já faz Vila Real de Santo António, com a Câmara a financiar obras para aceder aos ‘milagros’ da medicina.
O acordo passa por Playa, município anexo à capital e onde se ergue o novo centro infantil. Avança pela música, nos artistas que já passaram pelo nosso País. E está fechado aos 50 mil euros, contrato plurianual para equipamentos sociais. É quanto basta a Luís Gomes, 34 anos, para abrir as portas da ciência a Vila Real. “A Câmara paga as viagens”, adianta, e Cuba dá acesso ao Centro Internacional de Restauração Neurológica (CIREN). Tânia mexeu-se, furou, perguntou. “Sem apoios do Estado”, a filha fecha três ciclos e regressa a casa. Mas a fisioterapia não pode parar. Esperam-na bolas e rolos.
Rafaela fez um amigo no quarto ao lado. “Longe de Portugal, apoiamo-nos. Ainda falamos a mesma língua”, brinca a mãe do João. Sandra dedica-se ao filho desde que este nasceu. Seis anos. Bebé prematuro e mal ventilado. Fatal. A hemorragia deixou coágulos e a paralisia cerebral apanha os movimentos. Segurou a cabeça aos cinco meses, gatinhou aos 18. Uma vida de atrasos e cirurgias. A família pediu empréstimos e deixou a Costa de Caparica. Mas hoje João larga as talas. “Saltos pequenos graças ao trabalho muscular.” E na caixa de ar, “para maior oxigenação do cérebro”, adianta Carlos Rizo, chefe do serviço de neurologia infantil.
A paralisia cerebral combate-se. “Basta orientar a plasticidade neural a tempo.” E o estímulo começa ao fim do primeiro ano, o cérebro formado e a criança menos dependente da mãe. Já o sucesso está na ciência, mas muito na humanização do trabalho. “A persistência traz resultados e a regeneração do sistema nervoso é possível”, insiste o presidente Julian Blanco. São 150 crianças por ano. Entregues no CIREN à reabilitação física e multidisciplinar. Sete horas de actividade por dia. E a dedicação de neurologistas e pediatras. Ortopedista e neuropsicólogo. Além de enfermeiras, terapeutas da fala e oito especialistas em reabilitaçao. A estimulação é física e biofísica. Eléctrica. “Recorre-se à tecnologia e tratamentos inovadores.” Na base está a investigação científica.
O futuro está nas crianças mas também nos adultos. São milhares no CIREN atrás de qualidade de vida. Sofrem de traumas na espinal medula ou lesões estáticas do cérebro. AVC. Associadas ao envelhecimento ou degenerativas. Parkinson. “Traçamos um caminho” sem falsas promessas. Só resultados. Nos “80 a 90 por cento”. E agora a dois passos de Vila Real, depois do acordo de cooperação fechado na última semana. “Os nossos doentes têm acesso em condições especiais”, garante o presidente da Câmara, e o protocolo passa ainda por ter em Portugal “técnicos cubanos a formarem quadros na área da saúde”.
O QUE RESTA DE UM PRÉDIO
O que resta de um prédio verde cobre o Ministério para o Investimento Estrangeiro e Colaboração Económica, garante da eficiência nos escassos acordos com o exterior. E canaliza-os para “três sectores de maior impacto social”. As gratuitas saúde, educação e segurança alimentar, bandeiras de um regime sem voz nas grandes fontes de cooperação internacional. Fora do Banco Mundial ou Fundo Monetário Internacional, funciona a saúde como moeda de troca pelo petróleo da amiga Venezuela. Isto além da escola latino-americana. É ali que jovens do terceiro mundo se fazem médicos sem pagar. E pode o protocolo com Vila Real “abrir outras portas com o povo português”, reforça Irelis Domenech, responsável de um partido único pela cooperação com a Europa. Cuba apela à injecção de capital e acena com a força do conhecimento. Ciência ao serviço da saúde e educação.
Nos jornais e rádio de um carro podre não há actualidade. Mundo. A informação por estradas de pó que ligam 19 municípios da província de Havana é feita de orgulho numa revolução passada. “Pátria ou morte”, lê-se nos cartazes pelos campos de trabalho, entre outras tiradas e prelecções de Fidel a Che Guevara. Já “igualdade” é palavra-chave nas ruas da capital, inscrita até à exaustão em ruínas das velhas casas coloniais. Chicago dos anos 30 revê-se no fumo negro dos Cadillac, Buick ou Chevrolet, remendados nas bermas de avenidas largas e numeradas ao estilo de Nova Iorque. Onde não há queixas e só a causa do “comandane-chefe” vem a calhar, abrem-se telejornais com a Venezuela. Afinal, país “com a maior liberdade de expressão no Mundo”, palavras de um governante local.
CONFUSÃO POLÍTICA
Partido e Gocverno confundem-se há mais de 40 anos. Mas não desarmam. E os males do regime mantêm-se “no bloqueio norte-americano”, entrave às relações de Cuba com o resto do Mundo. Barco que atraque na ilha de Castro não roça portos dos EUA nos seis meses seguintes. Mas o caminho é de integração para toda a América Latina, acreditam os comunistas. “A política americana limita o intercâmbio até na ciência, só na medicina ninguém nos consegue parar”. Turismo, níquel, gás, algum petróleo e biotecnologia são primeiros recursos. E se a produção de açúcar “é muito importante”, a mais-valia dos serviços é essencial. Há que gerir o “grande prestígio internacional da medicina cubana”, lança o vice-ministro Ricardo Guerrero Blanco.
Três milhões de toneladas de petróleo não alimentam um país com sete centrais termoeléctricas. Cuba consome oito milhões. E aqui entra a Venezuela. Procuram-se pela Europa investimentos na construção e o regime de Chávez ajuda no “grave problema” dos transportes. Guerrero Blanco chama-lhe “guerra económica” e o bloqueio significa menos 100 mil milhões de dólares. Só entre 89 e 93 o PIB caiu 35 por cento, quatro anos em que o corte eléctrico chegava às 20 horas por dia. Mas “Cuba será um país de homens da ciência”, fez saber Fidel, ainda nos anos de brasa da Revolução.
Formaram-se recursos humanos no Canadá, Espanha ou França, no Instituto Pasteur. Fundaram o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, orgulho nacional. E “são hoje professores”, recorda o vice-ministro. Foi com o fabrico de Interferon que pararam a epidemia de Denge, em 1981. E mais tarde controlaram os avanços da sida, herpes ou hepatites. “Retira-se do gene da célula humana e introduz-se na célula bacteriana”, adianta o físico Manuel Castañeda. Coordenam 90 projectos de investigação na luta contra o cancro ou Alzheimer. Além das 15 moléculas produzidas e testadas em animais aquartelados na quinta junto ao centro.
Há 13 vacinas para protecção da população e, desde 1980, a esperança de vida subiu dos 72 aos 78 anos. “Morriam 19 e agora apenas cinco crianças em cada mil nascidas.” Em toda a América “só o Canadá consegue melhor”.
Entramos no lar materno, em Havana Velha, e percebemos porquê. Mais de 50 camas, num pequeno município, onde toda a gravidez é controlada. Peso, hipertensão ou educação nutricional. “Além de toxicodependentes e sida”, segundo a enfermeira-chefe, em que a mãe é sujeita a tratamento e o filho “nasce sem a doença. Hoje não há casos de crianças com sida”.
Os 70 mil habitantes de San José, segundo município da província de Havana, sobrevivem entre a cerâmica, alumínio ou agropecuária. Mas na saúde nada lhes falta. Cinco policlínicas entre 15 institutos médicos. Arrastam-se em bando por transportes improvisados em camiões, debaixo de 35 graus e humidade intensa. Mas formam-se 89 médicos por ano. Mais 669 ligados à saúde pública. Todos os municípios têm universidade, até nas prisões há formação. Seis anos de curso e, ao segundo, são integrados em consultórios. As policlínicas têm 23 serviços e, só em San José, somam-se 511 técnicos e enfermeiros aos 259 médicos. Quem chega de urgência é estabilizado e faz todos os exames. “Só em casos muito graves vão ao hospital central. O objectivo é descentralizar”, diz William Marrero Garcia, 42 anos, director das cinco policlínicas locais.
Laser e tecnologias de ponta lideram no tratamento e controlo de deficiências visuais. Faz-se um diagnóstico precoce e, “só nos últimos três anos, 700 mil pessoas voltaram a ver com a operação milagre”, recorda Carmen Padilla, vice-directora do Instituto Pando Ferrer. É num prédio por acabar, entre barracas e o trânsito caótico de Playa, que 61 oftalmologistas atendem mais de mil doentes por dia. E operam cataratas como todos os problemas de visão. Em 34 blocos cirúrgicos. A estreia, em 2004, fez-se com 14 mil venezuelanos curados em quatro meses. Um sucesso. “Temos acordos em 28 países asiáticos, Caribe e América Latina, é a forma de quem não pode pagar aceder às tecnologias mais modernas”. Foi ali que um casal venezuelano se viu pela primeira vez, já casados e “com um filho pequeno” que a operação também curou. E será este o próximo passo do município algarvio, diz Luís Gomes. Conseguir que “as pessoas de Vila Real tenham acesso à operação milagre”.
Perdido nos subúrbios de Havana encontramos o Complexo Científico Internacional Ortopédico, considerado dos melhores do Mundo. Em camas e infra--estruturas, rodeado por três hotéis e 600 camas que atraem doentes do exterior. A reabilitação é feita em todas as patologias, 16 serviços com 33 unidades cirúrgicas e 24 salas de operação. Os 1500 médicos, técnicos e enfermeiros dedicam-se aos 8000 cubanos e 500 estrangeiros operados por ano. Entre outros casos de reabilitação. E ali funciona o Centro Nacional de Traumatologia do Desporto, onde os atletas olímpicos e outros de alto rendimento curam lesões. “O segredo está em tratá-las de acordo com as especificidades do desporto em causa”, confessa o director-geral Rodrigo Cambra. “E isso faz toda a diferença”, diz o professor, enquanto nos recebe no velho gabinete forrado a distinções e fotografias ao lado de Arafat, Saddam, Mitterrand ou Fidel, o comandante-chefe do regime de Havana e único ainda vivo.
O segredo da medicina cubana, à falta de meios técnicos, “está na humanização. No empenho. E o atendimento é essencial”, evitar ao máximo o consumo de fármacos. “Somos verdadeiros médicos de família e sabemos tudo sobre a pessoa. A componente psicológica é muito importante.” Saúde e educação chegam a todos, mas Playa ou San José são municípios pobres. O espelho de um país de economistas e arquitectas votadas à prostituição. As raparigas atacam turistas perdidos entre mojitos e longos charutos.
A histórica Havana Velha é o um mundo à parte. Ali passa o mesmo modelo social para arejadas casas coloniais do século XVIII, restauradas e onde se reabilitam em conforto mais de 40 crianças deficientes. É o centro do país. Da cultura. Onde o chão brilha para o turismo. E dois entre dezenas de elegantes bares têm placas à porta. Ernest Hemingway ia ao Floridita, a Casa de las Infusiones era a esplanada onde se sentava Eça de Queiroz nos seus tempos de cônsul português em Havana.
CUBA É UM PAÍS POBRE MAS ALEGRE
Um país em que a saúde é para todos, a educação também. Mas para centenas de raparigas, o ‘canudo’ fica no armário quando percorrem os bares e os cafés de Havana à procura de turistas que queiram companhia paga. Nos prédios velhos, a Revolução está presa nas fachadas: viva Che e El Comandante. É neste país que David e a mãe Glória, ambos portugueses, procuraram o milagre da recuperação.
LÍDER OMNIPRESENTE
Fidel Castro continua a ser omnipresente em cada casa, em cada rua, em cada momento da vida cubana. Ironicamente, foi a saúde (ou a falta dela) que obrigou El Comandante a sair temporariamente de Cuba.
João e a mãe que, em terras cubanas, soube melhor o significado da palavra ‘milagro’. O seu menino nasceu com paralisia cerebral. Hoje em dia João move-se melhor, largou as talas. “Saltos pequenos graças ao trabalho muscular”, diz Carlos Rizo, chefe do serviço de neurologia infantil.
Rafaela é a alegria da mãe Tânia. Os progressos no cubano CIREN são evidentes: a filha de três anos já se agarra e levanta. Coisa impensável até há relativamente pouco tempo. A menina nasceu com uma lesão no sistema nervoso central. Tânia fez das tripas coração para alimentar a esperança. Na foto do lado direito, Rodrigo Cambra, director do Hospital Cientifico Ortopédico Frank Paris, uma das unidades a receber gente de várias nacionalidades.
O edil de Vila Real de St. António junto ao vice-ministro que lida com o investimento estrangeiro. Luís Gomes justifica o esforço financeiro com “as enormes carências do Serviço Nacional de Saúde em todo o Algarve e no país em geral.”
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