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Artigo exclusivo

O verão quente de Espanha

O fascismo é algo que chega aos poucos, lentamente e sem se anunciar. A liberdade e a democracia nunca estão garantidas. São apenas emprestadas a quem estiver disposto a defendê-las.

19 de julho de 2026 às 01:30

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Carlistas aliados de Franco
Carlistas aliados de Franco AP
Guarda Civil em ação
Guarda Civil em ação AP
Milícias republicanas em Barcelona
Milícias republicanas em Barcelona AP
 Frente da Cidade Universitária, em Madrid
Frente da Cidade Universitária, em Madrid AP
Milícias republicanas em Barcelona
Milícias republicanas em Barcelona AP
Desfile comemorativo da vitória franquista
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Numa madrugada quente de julho, um general aguardava ansiosamente junto ao rádio. Rodava o botão com dedos impacientes, à procura de uma frequência limpa, mas a maquineta só devolvia estática, vozes cortadas, e frases que morriam antes de fazerem sentido. Lá fora, o quartel dormia um sono nervoso. Até que, por entre as interferências, saiu do outro lado uma voz firme e autoritária. De forma áspera, convocava o exército, e também a população, a revoltarem-se contra o governo de esquerda que havia sido eleito meses antes. Não estariam sozinhos. As tropas posicionadas em Marrocos já estavam tomadas pela corrente nacionalista, que agora se alastrava pelo sul de Espanha. Cidades como Sevilha, e outras ainda mais conservadoras, aderiam ao movimento sem grande resistência. Afinal, a voz que se ouvia do outro lado da rádio era a do General Franco.

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