A nova campanha da Optimus pega em gente anónima, estrelas do YouTube, para chegar a uma geração que está sempre ligada.
É bem certo que cada geração representa os desafios do seu tempo e tem os seus próprios ídolos. Os jovens de hoje, que constituem a mais informatizada e tecnológica das gerações não constitui exceção. Por isso, não admira que os seus ídolos nasçam e vivam na internet. São os chamados ‘YouTubers’, ou estrelas do YouTube, mas também ditadores de estilo, que até a Optimus convidou para participar na sua nova campanha – a irreverente WTF.
Os YouTubers são jovens "como quaisquer outros que viram no YouTube uma rampa de lançamento, sendo hoje verdadeiros fenómenos de popularidade neste mundo. As suas vidas e os seus ideais vão sendo conhecidos através dos vídeos caseiros que os próprios fazem e publicam na rede. Desta forma, conquistaram o respeito e a admiração dos milhares de jovens que os seguem, apesar de serem praticamente desconhecidos para o resto do mercado", avisa a direção da campanha WTF.
Os ‘YouTubers’ nada mais fazem do que manifestar a sua personalidade, opinião e atitude, com a parede do quarto em pano de fundo ou no sofá da sala. É quase uma espécie de ‘Big Brother’, em que a invasão da privacidade é controlada pelos autores e o acesso procurado pelos consumidores.
Campanha bizarra
Sem filtros, politicamente incorretos e em constante movimento, assim são também os quatro vídeos que integram a nova campanha da Optimus : ‘Half Pipe’, ‘Moustache’ (filmados no Estádio Municipal de Braga), ‘Fio Dental’ e ‘Unicórnio’ (filmados em Azeitão).
Num, os ‘YouTubers’ desafiam a gravidade a andar de skate na pala de um estádio de futebol, noutro invadem-no à noite e gozam com as câmaras de vigilância interna. O terceiro mostra uma aventura noturna que mete cuecas fio dental e armas de paintball e, no último, dá-se um encontro com um unicórnio na floresta, que termina de uma forma surpreendente...
A marca WTF tem como protagonistas Kiko, Peperan, Conguito e The Remedy, Sena, entre outros ‘YouTubers’. A razão do seu sucesso é simples: esta é uma ‘fornada’ que rapidamente percebeu que a internet era o melhor aliado para quem se quer fazer ouvir. Mas também que ouve muito melhor o que está na internet do que em qualquer outro lado.
"Se alguém tem algo a dizer, basta criar um blogue, fazer um vídeo, fazer um post e ganha uma voz que chega a outras pessoas. Com a internet isto é possível, e nós somos um dos exemplos disso. Tínhamos algo a dizer, criámos um canal no YouTube e dizemos o que queremos e quem gosta vê e segue o trabalho. Quem não gosta, fecha a janela e segue viagem para o próximo líder de opinião", quem o garante é Peperan, uma dessas novas protagonistas do mundo virtual. O seu verdadeiro nome é Ana Correia. Tem 23 anos, é natural de Viana do Castelo mas atualmente vive no Entroncamento.
"A internet é um meio sem filtros, cada um pesquisa o que quer e isso é muito importante para as pessoas da minha geração, que cada vez mais se sentem manipuladas pelos outros meios", frisa, por seu turno, Conguito, ou melhor, Fábio Lopes, 18 anos, de Sintra, que chegou ao YouTube há cerca de um ano, onde tem um canal próprio com cerca de 100 mil visualizações.
Trabalho de pesquisa
De acordo com Pedro Graça, da Havas, a empresa de publicidade que idealizou o conceito da campanha, foram necessários "muitos meses de pesquisa" para chegar ao resultado final.
"Tivemos de despir-nos daquilo que nós somos para podermos entender o que eles são. Falámos com muita gente que lida com os mais jovens, que trabalha com este segmento para chegar a esta ideia. Este é um público especial: está ligado 24 horas por dia, em casa ou na rua, através do telemóvel, sem perder nada do que se passa no seu círculo de amigos e no Mundo, que contacta muito mais virtualmente do que presencialmente. Utiliza muito mais as ‘apps’ e, além disso, havia pouca coisa dirigida a este público. Era fundamental perceber o que experimentavam, o que valorizavam, o que é que para eles fazia sentido. Quando trouxemos a ideia para a empresa muita gente estranhou estes nomes – a maioria nunca tinha ouvido falar deles. Para os da sua geração, faziam todo o sentido".
Atores de primeira viagem como Kiko (Francisco Soares) que defende que "não existem vedetas" no YouTube. "Qualquer um, no seu quarto pode pegar na webcam e fazer um vídeo que produza milhares de visitas. Mas esta é uma via de dois sentidos, há uma relação entre ‘YouTuber’ e a audiência muito mais forte e próximo do que a que existe na televisão". Por isso dialogam frequentemente com os fãs, através da internet, claro. Ou the Remedy, cujos vídeos são essencialmente dirigidos a um público que gosta de videojogos. "Como tal – e para fazer algo diferente da maioria – recorro acima de tudo ao improviso e humor ‘non sense’ enquanto jogo ao vivo e tento dar explicações em simultâneo".
O nome da campanha – WTF, abreviatura do inglês ‘What The Fuck’, que significa ‘que m**** é esta’ – não fica atrás na irreverência. "É uma sigla que os jovens reconhecem e que utilizam frequentemente. A comunicação desta marca não pretende chocar os restantes clientes, mas sim ir ao encontro da irreverência que esta geração representa", justifica a Optimus.
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