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Artigo exclusivo

Querida mãe, nós não podemos fugir ao destino

Manuel, filho único e muito apegado à mãe, sofreu com a ausência e a distância daquela que o gerou e criou até ir para a tropa.

05 de maio de 2022 às 11:00

Fortim do Dange, Matas dos Dembos, Norte de Angola, fevereiro de 1974. Querida mãe, cá o seu filho Manel pensou escrever esta simples carta, para ver se lhe dá força e coragem para não andar a sofrer com a minha ausência, pois não resolve nada com tal tormento e sofrimento, alegre-se mãe, por ter dado um filho para defender a nossa pátria. Olhe mãe, a respeito à guerra? Não ande incomodada e preocupada, nós não podemos fugir ao destino, o que tiver que acontecer acontece, não ligue ao que ouve, só lhe tenho a dizer que, da guerra é melhor não falarmos, é o deixa andar, os minutos, as horas, os dias, as semanas e os meses, sabe? O tempo que passe depressa", contava Manuel Lopes à mãe, ele que tinha chegado a Angola a 2 de dezembro do ano anterior. Despedir-se da mulher que o gerara foi a mais difícil dor que enfrentou na partida.

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