Autarquia lança Projeto ‘Olha o Passarinho’ para ajudar a identificar fotografias antigas que fazem parte do Arquivo Municipal.
"Aqui nasceu Vasco da Gama e aqui se projeta o futuro económico de Portugal". É desta forma que a Câmara de Sines dá a conhecer a sua terra e as suas gentes no portal da autarquia em www.sines.pt. Uma cidade que vive do mar e dos seus recursos desde a Pré-História. Uma cidade sempre à procura das suas raízes e que tenta preservar os vestígios patrimoniais e culturais existentes.
É essa procura pelo passado que está na base do projeto ‘Olha o Passarinho’, lançado pela autarquia. Trata-se de um convite à memória do seu povo, a partir de um vasto espólio fotográfico, a maior parte pertencente ao Arquivo Municipal de Sines, que não tem qualquer elemento de identificação como título, data, local ou intervenientes. A câmara lança o desafio e pede ajuda para identificar e dar voz às imagens.
"O património em causa é constituído, essencialmente, por documentos fotográficos produzidos e/ou recebidos pelo município ao longo do século XX. São fotografias de eventos, fotografias aéreas, fotografias familiares, postais, entre outras, registadas nas duas freguesias do concelho de Sines (Sines e Porto Covo)", explica o presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas.
Os autores, adianta o autarca, são, na sua maioria, desconhecidos, e um dos objetivos do projeto ‘Olha o Passarinho’ é, precisamente, resolver esses mistérios. Neste momento estão tratados 1963 documentos fotográficos pelo Arquivo Municipal de Sines, repartidos por várias coleções, correspondente a cerca de dez por cento do total.
As fotografias em causa, frisa Nuno Mascarenhas, "são imprescindíveis para conhecer a história contemporânea de Sines, em conjunto com os documentos escritos. A sua recolha junto de particulares permite que sejam registadas e possam ser partilhadas com a comunidade".
O espólio de fotografia que a Câmara de Sines tenta identificar tem várias origens. Uma parte, a mais relevante e que ainda se encontra por inventariar, foi produzida pelo próprio município. Mas há também coleções doadas e emprestadas pelos munícipes que têm origem em projetos específicos de recolha de documentos, como o projeto ‘Mosaico das Memórias de Sines’. Sempre que o munícipe pretende doar os documentos, o arquivo recebe-os. São feitas entrevistas aos munícipes, de forma a contextualizar as imagens. As fotografias emprestadas ou pertencentes à Câmara Municipal são digitalizadas de uma forma protegida para não deteriorar o original. São depois devolvidas ao seu proprietário.
Mas a autarquia, que lança este projeto visando a preservação de um acervo histórico e cultural importante, não pretende ficar refém da informação que, às vezes, pode não ser fiável. Segundo Nuno Mascarenhas, a veracidade da informação pode ser confirmada "através da confrontação com os documentos escritos produzidos por entidades coletivas, como a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, ou ainda recorrendo à informação existente nos recortes de imprensa do município e nas publicações periódicas". Trata-se, afirma o autarca, "de um trabalho minucioso, cujos resultados não são imediatos e exigem investigação dos técnicos do Arquivo Municipal".
De forma a complementar a informação existente para cada fotografia, que muitas vezes é escassa, a autarquia apela a todos os munícipes que tenham pistas para a sua identificação que, através de um formulário disponível no site do município participem na sua descrição. Será colocada uma fotografia nova a cada dois meses, mas os formulários ficarão disponíveis para quem queira participar. No final de cada ano, os formulários são fechados e a informação recolhida tratada e confrontada com a informação disponível nos documentos de arquivo escritos. Está a ser preparada uma base de dados que permitirá a consulta remota de todos os documentos, fotográficos ou não.
O concelho de Sines
O principal trunfo de Sines para acolher investimento provém da sua ligação ao mar, que se manifesta tanto na atividade portuária e industrial, como nas atividades tradicionais, como a pesca e o turismo. Na parte norte concentra-se a indústria e serviços. Na parte sul concentra-se a atividade turística. O grande complexo portuário e industrial, criado no início da década de 70 do século passado, é, sem dúvida, um dos grandes ex-líbris do concelho.
É esta história que o espólio fotográfico captou e é para fazer a sua legenda que o autarca pede ajuda: "Desde o início da fotografia, as paisagens e as atividades das suas gentes têm motivado os fotógrafos de Sines e os seus visitantes, que, muitas vezes de forma anónima, têm feito o retrato da evolução deste concelho. Hidalgo Vilhena, Higino Espada e Sacrovir Correia são alguns dos fotógrafos que nos legaram um maior volume de trabalho. Mas também os trabalhos mais recentes, como o desafio lançado pela autarquia a seis fotógrafos locais para que cada um concebesse um projeto coerente e que resultou na exposição ‘Mundividências’, recentemente patente no Centro de Artes de Sines."
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