O sexo dá fama, desde que seja com a pessoa 'certa', ou seja, alguém famoso. Na América, ser amante do presidente pode render um programa de TV. Que o diga Monica Lewinsky
A palavra ‘escândalo’ – só por si – chama a atenção de qualquer distraído. Mais ainda se lhe adicionarmos a palavra ‘sexual’. A junção das duas – escândalo sexual – é um verdadeiro pitéu para a memória, e por isso é fácil enumerar, de cor, diversos exemplos e personagens destes casos picantes.
No rol de escândalos sexuais ‘modernos’ há uma história imbatível: a da estagiária que quase fez ‘cair’ o homem mais poderoso do mundo, por causa de meia dúzia de ‘cambalhotas’ numa certa Sala Oval (da Casa Branca), nos Estados Unidos. Falamos, claro, do ‘affair’ entre o ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, e da sua estagiária ‘favorita’ – Monica Lewinsky – que virou piada mundial, ficando conhecido como ‘MonicaGate’.
No processo de ‘impeachment’ contra o presidente dos EUA, o mundo ficou a conhecer em pormenor as vezes que ele praticou sexo oral com a estagiária - Clinton insistia não se tratar de sexo, pela falta de penetração -; o episódio do charuto Churchill, um 'estimulante'; ou o caso do vestido azul manchado com uma ‘certa’ substância comprometedora.
A verdade é que Monica, desde este seu ‘affair’ (em 1995), saíu do anonimato – lançou um livro, ‘Monica Up Close’, foi o rosto publicitário de uma empresa de dietas, apareceu em inúmeros actos sociais e foi estrela do documentário ‘Monica in Black & White’, do canal HBO. Recentemente, foi convidada para apresentar um programa de televisão (pouco depois de Clinton se ter iniciado como comentador em debates da CBS). A jovem Lewinsky prepara-se para estrear um ‘reality show’ – ‘Mr. Personality’, na Fox – ao mesmo tempo que mantém o seu ‘site’ de venda de malas e acessórios.
Mais discreta, uma outra senhora ganhou fama à conta de Bill Clinton. Aproveitando o escândalo de Lewinsky, Paula Jones, uma ex-funcionária do presidente, decidiu revelar um episódio ocorrido num quarto de hotel, em Arkansas (em 1991), que se resume a uma proposta indecente (do político) para praticar sexo oral com ela. A ruiva calou-se até 1998, mas quando rebentou a ‘bomba’ fez questão de contá-la a toda a imprensa e até moveu um processo judicial contra Clinton, por assédio sexual. De nada lhe valeu, já que a juíza federal encarregue de avaliar a queixa virou-lhe as costas.
JAGGER CAIU
Já Luciana Gimenez pode gabar-se de ter aproveitado – e bem! – o seu fugaz envolvimento com uma estrela. Puro golpe de sorte: numa só noite de sexo, engravidou do vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, e ganhou a lotaria. Hoje o fruto do ‘affair’ chama-se Lucas Morad Jagger, tem quatro anos, e é a principal razão do sucesso da mãe, de 33 anos.
Depois de 17 anos a desfilar na Europa, a modelo regressou ao Brasil em 2001 e agarrou com unhas e dentes a popularidade alcançada, tornando-se apresentadora de televisão. Hoje, Luciana é um dos ‘produtos’ mais rentáveis da Rede TV – com o seu ‘Superpop’ (um programa ‘linha’ VIP) – e não se inibe de viver encostada à fama de Jagger. "Adoro ter o meu nome associado ao dele. Acho-o o máximo e ele é pai do meu filho", confessa.
APANHADOS COM AS CALÇAS NA MÃO
O nome Divine Brown diz-lhe alguma coisa? Ela é a prostituta negra que em 1995 foi apanhada a fazer (tradução à letra) um ‘trabalho de sopro’ (‘blow job’) ao famoso actor Hugh Grant, a troco de 60 dólares. Os dois foram presos e o actor saiu em liberdade condicional (de dois anos), depois de pagar uma fiança de mais de mil dólares pela prática de actos obscenos.
Mesmo virando piada, Hugh – na época namorado de Elizabeth Hurley – viu a sua infidelidade perdoada e a sua vida profissional seguir incólume. Quanto a Divine Brown, chegou a deixar a profissão (de prostituta) e a tentar carreira no cinema. Mas acabou por regressar às ruas de Hollywood. De referir, aliás, que Sunset Boulevard – a mesma avenida de Los Angeles onde Divine foi apanhada com a ‘boca na botija’ – tornou-se num atractivo turístico da cidade.
Também o cantor George Michael viu o seu nome associado ao sexo. Em 1998 fez furor nos jornais, depois de ter sido apanhado por polícias em plena masturbação, num parque de Beverly Hills. Acabou detido, pela prática de actos obscenos e admitiu então a sua homossexualidade. Mas, pelos vistos, não aprendeu a lição. Meses depois, foi surpreendido numa casa-de-banho pública em flagrante delito, outra vez pela polícia.
Provando que tem sentido de humor, o músico acabou por parodiar esse episódio num ‘videoclip’: ‘Outside’...
ESCÂNDALOS À PORTUGUESA
Em Portugal é difícil encontrar alguém que admita ter conquistado fama ‘na horizontal’. Mas, e apenas a título de exemplo, citemos um nome: Miguel. O cantor, já de si algo famoso pelas suas performances vocais ao ‘serviço’ da dupla Miguel e André, viu-se nas bocas do povo durante o conturbado período de revelações bombásticas do caso de violência doméstica Catarina VS José Maria Tallon. O médico denunciou as supostas infidelidades conjugais da mulher e Miguel aproveitou a confusão para mais uns minutos de fama, sob o pretexto de esclarecer a situação. Garante o rapaz que andou ‘enrolado’ com Catarina, mas o facto é que estas declarações não o deixaram bem visto.
REALEZA TAMBÉM ‘TROPEÇA’
A realeza também tem os seus telhados de vidro. Que o diga a mais jovem princesa do Mónaco. Stéphanie caiu de amores por Daniel Ducruet, ex-guarda-costas, mas o casamento durou apenas 15 meses. O motivo da separação – claro está – tem no meio a palavra ‘sexo’.
Em Agosto de 1996, Ducruet ‘deixou-se’ fotografar em flagrante adultério com a dançarina Fili Houteman, ex-miss nua da Bélgica. Houteman pensou que iria ganhar prestígio mas, em vez disso, ganhou um processo judicial, interposto pelo ex-marido de Stéphanie, que alegava ter sido ‘apanhado’ numa trama.
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