Na sua 23.ª edição a decorrer em Braga até ao próximo dia 27, o festival de fotografia, ‘Encontros da Imagem’, debruça-se sobre o amor e a família
Inaugurado em Setembro e a decorrer até 27 de Outubro, o Festival Internacional de Fotografia, ‘Encontros da Imagem’, consolida a sua posição de certame mais antigo do género em Portugal numa época em que a imagem se torna presença cada vez mais massificada na vida quotidiana, volta a mostrar a dinâmica da fotografia de autor organizando o trabalho de cinco dezenas de fotógrafos de dez países europeus por núcleos expositivos, de cariz individual ou colectivo, dispersos por espaços de Braga.
Falência da família
Tendo por tema o amor e a família (traduzindo o contexto católico onde o festival se insere?), esta 23ª edição pretende ser uma reflexão sobre a falência do modelo tradicional da família nuclear. É o que nos propõe a mais importante mostra colectiva do certame – ‘She Loves Me, She Loves Me Not’ –, centrada, como sempre, no Mosteiro de Tibães, e que, tendo Rui Prata como curador, procura mapear algumas das vivências actuais das relações amorosas e familiares através de um percurso pelos trabalhos, expostos em exibições individuais, de Mireille Loup, Laura Stevens, Jorge Miguel Gonçalves, Sharon Boothroyd, Alena Zhandarova, Jonathan Torgovnik, Jana Romanova, Zuzana Halanova, Bela Doka, Ana Galan, Anna Fox e Emer Gillespie. Já na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva é a exposição individual de João Mota da Costa – ‘Lunch Time Affair – Chapter 1 (Ten Rooms For Sex)’ – que pode ser vista, sobre as relações de amor e sexo que ocorrem em motéis à hora de almoço. Também individual é a mostra ‘Do Que Nos Lembramos Quando Nos Lembramos de Nós’, de Duarte Amaral Netto, patente no Museu Nogueira da Silva, que ensaia uma reflexão sobre o destino do álbum de família na era da fotografia digital. É ainda sobre um álbum de família que se debruça a primeira das seis exposições sediadas no GNRation, de Jakub Karwoski, que, com ‘Rysa and Other Stories’, nos oferece uma visão artística sobre a sua própria família. As restantes mostras patentes no GNRation são ‘Picturing Family’, de Elina Brotherus, sobre nove famílias finlandesas, ‘Shvilishvili’, de Jana Romanova, sobre famílias separadas pela divisão política entre a Rússia e a Geórgia, ‘Someone In Love’ e ‘La Vie En Rose’, dois conjuntos de auto-retratos de Cristina Nuñez, e a colectiva dos finalistas do concurso internacional de fotografia Emergentes. E é também resultante de um concurso internacional, realizado em S. Paulo no âmbito do ano de Portugal no Brasil, a colectiva ‘Uma Casa Portuguesa Com Certeza’ no Museu D. Diogo de Sousa, onde fotógrafos portugueses e brasileiros imaginam a identidade portuguesa. São apenas algumas das muitas exibições que é possível ver…
locais Mosteiro De Tibães, GNRation, Museu D. Diogo de Sousa, Museu Nogueira da Silva, Museu da Imagem, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Salão Medieval da Reitoria da U.M., Casa dos Crivos, Espaço Cultural Pedro Remy, Galeria Dst, Centro de Exposições C.C. Pedrosa, Edifício da Estação, Estúdio 22, Avenida da Liberdade e Largo Carlos Amarante
Livro
‘Eu Depois Inventei o Resto’
Em dúzia e meia de breves poemas, num registo próximo da prosa e lindos de perder o fôlego, o poeta setubalense conta episódios da infância, revivendo jogos, amizades, segredos, traições, descobertas, recorrendo à fantasia e ao mistério para criar o maravilhoso que pode muito bem ser esse resto evocado no título.
Autor: Helder Moura Pereira
Editora: Companhia das Ilhas
Filme
‘Eu e Tu’
Dez anos depois do seu filme anterior, o septuagenário Bertolucci traz-nos o vazio de uma história de incomunicabilidade, onde um adolescente introvertido, refugiado com os seus livros e a sua música na solidão de uma cave, é obrigado a interagir com a sua meia-irmã junkie e demasiado preocupada com a ressaca da privação.
Realizador: Bernardo Bertolucci
Em exibição nos cinemas
Disco
‘Nobody knows’
Ao segundo álbum, pela qualidade da produção, o chicaguense Willis Earl Beal pode finalmente aspirar a uma merecida visibilidade para a encarnação do seu negro americano consumido pela inquietação e pela pobreza, dando voz a um soul blues despojado e intenso, cheio de síncopes nervosas e frenesins sexuais.
Editora: Hot Charity
Fugir de:
Reformados
Como já toda a gente se deu conta, um reformado é um inimigo público a abater, que parasita o Estado com o gasto das suas reformas e das suas maleitas. E, cúmulo do desperdício, nem sequer pode ser aproveitado, na senda do que propõe Jonathan Swift para as crianças irlandesas, como pitéu culinário, dada a secura e dureza das suas carnes. Bem avisado anda assim o Governo em esmifrar-lhes as pensões, a ver se desistem de querer viver…
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