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Viviane: “Música é a única coisa que faz sentido”

Se a vocalista dos Entre Aspas participasse numa manifestação, levaria uma flor. A política é perigosa, sobretudo quando o poder cai nas mãos das pessoas erradas

02 de junho de 2013 às 15:00

Viviane nasceu em Nice, França, e foi lá que se estreou nas cantigas. Aos 13 anos, porém, veio com a família viver para o Algarve. Formou em 1990 os Entre Aspas juntamente com o companheiro, Tó Viegas, após vencerem um concurso de música moderna que lhes valeu um contrato discográfico com a BMG.

Com os Entre Aspas, Viviane  gravou cinco álbuns de originais. Em paralelo, integrou os projetos Linha da Frente (com João Aguardela e Luís Varatojo), Camaleão Azul e Rua da Saudade (juntamente com Susana Félix, Mafalda Arnauth e Luanda Cozetti), dando voz às letras originais de Ary dos Santos no álbum ‘Canções de Ary dos Santos’.

Em 2005, iniciou carreira a solo, com o lançamento do álbum ‘Amores Imperfeitos’.  Nove anos depois de terem anunciado a sua separação, os Entre Aspas anunciam agora o regresso aos palcos, que se vai traduzir numa nova digressão nacional e no lançamento de um ‘best of’.

*A resposta escolhida surge a sublinhado.

Pisou o palco pela primeira vez quando ainda vivia em França, na cidade de Nice, onde conheceu o fado e Carlos do Carmo, que atuava nessa noite. Na altura, tinha apenas 11 anos. Isso foi…

a) Uma aventura. Nessa altura, estava bem longe de seguir a carreira artística.

b) Uma obra do acaso. E o acaso, às vezes, escreve-se por linhas certas…

c) Senti a adrenalina do palco, e percebi nessa noite que a minha vida estaria ligada à música e aos espetáculos.

Depois de 20 anos de carreira musical com uma banda, a solo ou em projetos partilhados, fazer música…

a) É a única coisa que faz sentido continuar a fazer.

c) É o que me faz mais _feliz…

O que faria a Viviane sair à rua para gritar palavras de ordem?

a) A indignação pelas coisas a que estou a assistir neste País

b) O regresso da censura

c) A construção e aplicação de política cultural que sirva a cultura e os cidadãos.

E se saísse para a rua, além de gritar palavras de ordem, levaria…

a) O microfone.

b) O megafone.

O que mais lamenta em relação às novas gerações?

a) A precariedade das condições de trabalho e, consequentemente, de vida.

b) A incapacidade de alguns para sonhar e arriscar concretizar esses sonhos.

c) A inércia social e política.

Se encontrasse uma mala cheia de dinheiro, o que faria?

b) Assobiava para o lado e fazia de conta que não era nada comigo.

c) Dava tudo a uma instituição de solidariedade.

Qual a melhor coisa que poderia fazer por um sem-abrigo?

a) Dar-lhe casa.

c) Dar-lhe dinheiro.

O que a faz perder o sorriso?

a) O excessivo controlo de emoções, pessoas incolores, inodoras, insípidas…

b) A vitimização sempre que se é incapaz de reconhecer que somos todos um bocadinho culpados…

c) A falta de valores, de respeito, de ética.

Para si, a política é:

a) Algo com que já deixei de perder tempo.

b) Um mal necessário.

c) O bem comum.

d) Outra hipótese: Acho a politica interessante, mas é perigosa quando o poder cai nas mãos das pessoas erradas.

Morria e encontrava Deus. O que lhe diria?

a) Não me digas que cheguei ao Céu.

c) Finalmente, vamos ter uma conversinha.

Em qual destas frases melhor se revê?

a) De génio e de louco todos temos um pouco.

b) O génio é um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de suor.

c) O homem sonha a obra nasce.

Nasceu em França, viveu  na cidade de Lisboa, mas mudou-se para o Algarve. Porquê?

a) Gosto do campo, gosto do mar. Inspiram-me.

b)  Uma cidadã do Mundo vive em qualquer lugar.

c) Mudei-me quando fui mãe para estar perto da família e ter outra qualidade de vida

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