Os últimos dos bárbaros
Como um furacão, por onde passam deixam um rasto de violência e de estupor e o eco de um zumbido sem fim.
Por Adolfo Luxúria CanibalE ao quinto álbum, "Pinned", os A Place to Bury Strangers mostram-se mais eficazes e acessíveis do que nunca.
E ao quinto álbum, "Pinned", os A Place to Bury Strangers mostram-se mais eficazes e acessíveis do que nunca.
Oriundos de Nova Iorque, criadores de pedais e guitarras, podiam dar-se ao luxo de tudo experimentar e tudo partir, porque nada era lixo – e não raras vezes, no fim de um concerto, via-se Oliver Ackermann, o guitarrista e vocalista, ou Dion Lunadon, o baixista, a recolherem os mil pedaços dos seus instrumentos quebrados, para serem de novo reconstruídos e tocados… Desde a última vez que actuaram por cá, no Festival Reverence de 2016, quando promoviam "Transfixiation" (2015), o álbum anterior, houve uma mudança significativa na formação: John Fedowitz foi substituído na bateria por Lia Simon Braswell. E é a voz de Lia que agora, no novo disco, contracena com a de Oliver, imprimindo uma sonoridade mais aguda às vocalizações, que rompem assim mais facilmente por entre os feedbacks e as distorções eléctricas que erguem o muro sonoro das canções, deixando as melodias ganhar corpo de forma mais eficaz. E às vezes, ao ouvir "Pinned", achamos insuspeitadas identidades com os Sonic Youth ou os The Kills, que antes pareciam uns meninos de coro ao lado da violência sónica do trio nova-iorquino…
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