Aeroporto de Lisboa ganha mais voos

Humberto Delgado ganha espaço para 48 aviões por hora, mais 10 do que atualmente.

31 de julho de 2018 às 08:49
NAV Portugal Foto: Lusa
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O Governo e as instituições que gerem o controlo de voos (NAV) e os aeroportos nacionais (ANA) vão aumentar a capacidade aérea do aeroporto de Lisboa para 48 voos por hora entre partidas e chegadas, mas só a partir de 2020, anunciou o ministro do Planeamento, Pedro Marques. Na prática, significa que Aeroporto o Humberto Delgado ganha espaço para mais 10 aviões por hora. Segue-se agora o trabalho com a ANA para "acelerar a disponibilização das condições físicas", acrescentou o ministro.

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Trata-se de uma solução intermédia que visa mitigar os efeitos negativos da sobrelotação do aeroporto da Portela até à construção de uma infraestrutura complementar, projetada para o Montijo, cuja obra só deverá estar concluída em 2021, de acordo com o calendário do Executivo socialista.

O prazo para a solução Montijo poderia ficar em causa com as recentes exigências de aprofundamento do estudos de impacte ambiental pedidas pela concessionária dos aeroportos ANA, detida pelos franceses Vinci. Mas Pedro Marques garante que se "trata de um trabalho normal" e que "não irá provocar atrasos" na adaptação da base do Montijo para a aviação civil.

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Quando a nova infraestrutura estiver operacional, daqui a três anos, também deverá começar a funcionar um novo sistema de navegação aérea, "o que vai permitir aumentar a capacidade conjugada da Portela e do Montijo para 72 aviões por hora", garantiu o ministro.

Até lá, estão a ser implementadas várias medidas para aguentar um "aeroporto que atingiu praticamente o limite da sua capacidade", admitiu Pedro Marques. Está "ser montado um novo sistema" que "permite mais voos numa das pistas", que estará disponível até ao "fim deste trimestre". Também serão "reforçados os meios de 'handling', num investimento de seis milhões de euros este ano", acrescentou.

TAP contrata mais 300 pilotos e ANA reforça segurança

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A TAP, detida em 50% pelo Estado, vai "contratar até 300 pilotos e promover mais 500 para a posição de comandante", anunciou ontem o ministro Pedro Marques. Também estão a ser reforçados funcionários para informarem os passageiros de atrasos ou de cancelamentos de voos. E a ANA vai instalar equipamentos de controlo de segurança mais eficazes no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

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