Finanças mandam avaliar novas regras do IRS

Regras criadas pelo anterior Governo, cujas alterações foram chumbadas pela oposição, dificultam entrega das declarações. IRS automático na mira das Finanças.

28 de janeiro de 2025 às 01:30
Ministério das Finanças pediu à Autoridade Tributária para avaliar o impacto das alterações da entrega do IRS de 2024 Foto: Pedro Catarino
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O Ministério das Finanças anda às voltas com as novas regras que obrigam os contribuintes a declarar rendimentos de capitais e rendimentos não sujeitos a IRS, exigência criada pelo anterior Governo. Agora, pediu ao Fisco que avalie o impacto na entrega e liquidação da declaração do IRS relativa ao ano de 2024.

“O Governo solicitou à Autoridade Tributária e Aduaneira uma proposta dos elementos a considerar e a avaliação do impacto na entrega e liquidação da declaração do IRS relativa ao ano de 2024”, segundo um comunicado do Ministério das Finanças.

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De acordo com o ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento, “os elementos que deverão passar a ser reportados na declaração de rendimentos modelo 3, assim como as respetivas instruções, estão ainda a ser definidos”.

O objetivo desta avaliação é limitar os impactos sobre os contribuintes abrangidos pelo IRS automático, explica o Ministério das Finanças. O Governo recorda que já tinha alertado para os constrangimentos destas exigências durante a discussão do Orçamento do Estado para 2025 e que tinha proposto alterações que foram chumbadas. A obrigatoriedade de passar a reportar os rendimentos sujeitos a taxas liberatórias não englobados e os rendimentos não sujeitos a IRS, quando superiores a 500 euros, foi criada pelo anterior Governo. Trata-se de informação apenas declarativa, já que os rendimentos de capitais são sujeitos às taxas liberatórias no momento do pagamento, sendo os impostos pagos ao Estado.

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