380 milhões de euros "apenas" para influenciar: Estado passa a segundo maior acionista da REN

A participação de 13,7% permite ter acesso a informação mas não a controlar o destino da REN.

21 de agosto de 2026 às 01:30
REN gere a rede elétrica nacional Foto: Direitos Reservados
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A participação de 13,7% permite ao Estado português ter acesso a informação relevante e influenciar os destinos da REN. Mas, apesar de relevante, a posse de mais de 90 milhões de ações coloca o Estado 'apenas' em segundo lugar,  atrás dos chineses da State Grid, não lhe garantindo controlo ou direitos específicos.  

O valor de 380 milhões de euros que o estado vai pagar à Pontegadea Inversiones por 13,7% da REN, garantindo um prémio de mais de 55 milhões de euros à holding do dono da Zara, surpreendeu analistas de mercado ouvidos pelo Negócios, tendo em conta que a participação não garante controlo ou direitos específicos. Para essas fontes, o valor só é justificado por um grande interesse sem comprar e quem não quisesse vender. Ou, em alternativa, se incluísse algum tipo de direito associado à compra.

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Estados com participação acima de 50% na rede elétrica dos respetivos países

Nesse sentido, provavelmente a única forma de ter acesso a uma posição relevante apenas numa operação seria comprar à Pontegadea Inversiones, pelo que é de supor que foi o único a mostrar disponibilidade. “Comprar ações em mercado ia levar em semanas e a reação inevitável era que o preço ia subir. É inevitável que haja um prémio”, afirma ao Negócios uma fonte do mercado, questionando, no entanto, o montante: “O valor em si é que é discutível”.  

O valor também surpreendeu outro analista que, ao Negócios, afirmou sem reservas: “ninguém paga um prémio deste tipo para comprar uma posição minoritária”. 

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Os 55 milhões de euros corresponde a uma valorização em 17% sobre o valor das ações de Amancio Ortega no passado dia 14 de agosto , data do anuncio do primeiro-ministro na Festa do Pontal e da comunicação dos espanhóis à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O principal acionista da REN continua a ser a estatal chinesa State Grid, com 25% do capital, ou seja, quase o dobro do que o Estado português vai assumir. 


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Prémio de 55 milhões de euros surpreende analistas de mercado

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